Cuidados específicos para a “pele menopausada”

Criar protocolos de atendimento para mulheres que vivenciam uma fase de grandes alterações hormonais impactando seu corpo, mexendo com sua aparência e alterando seu bem-estar, é importante para conquistar um público que se sente deixado de lado. Há muitas oportunidades para profissionais que enxergam com atenção essa mulher de fases

Carmen Cagnoni @carmencagnoni

Após a menopausa, as mulheres experimentam uma mudança hormonal com diminuição dos níveis de estrogênio e aumento dos níveis de andrógenos, fato que pode afetar também a pele, deixando-a mais fina e menos elástica, segundo a Dra. Cintia Guedes @cintiaguedes.dermatologia, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). “A reabsorção óssea ocorre e se apresenta como perda de volume – principalmente no meio da face – à medida que envelhecemos. A secura é outra grande preocupação. O excesso de pigmento e os sinais de danos causados pelo sol (ou seja, manchas marrons e fotoenvelhecimento) também se tornam mais proeminentes”, explica a médica.

“O declínio de estrogênio gera a diminuição da proteção celular contra os radicais livres, bem como das células do queratinócito fibroblasto, causando uma desidratação intensa ao tecido. Por isso, o primeiro sintoma em relação à pele nessa fase é a desidratação, percebida especialmente nas pernas”, complementa a Dra. Fernanda Chauvin @dra.fernandachauvin, farmacêutica e bioquímica, pós-graduada em Cosmetologia com especialização em Dermatocosméticos.

Além de ressecamento cutâneo, o surgimento de flacidez, manchas e rugas profundas na pele também são características presentes nessa etapa da vida. Essas alterações estão intimamente ligadas à perda de colágeno e à diminuição dos glicosaminoglicanos (GAGs), os polissacarídeos da pele – sendo um deles o ácido hialurônico, responsável pela hidratação da pele em sua camada mais profunda -, que se intensifica na menopausa. Nos cinco primeiros anos, há uma diminuição na taxa de produção de colágeno dos tipos 1 e 3 de cerca de 30%; depois dessa baixa acelerada, segue um declínio anual de aproximadamente 2%. E a cada ano pós-menopausa, a espessura da pele diminui 1,13. Esse conjunto de alterações orgânicas leva a uma pele seca e áspera, com perda de firmeza e elasticidade.

Foco nas mudanças

De acordo com a literatura médica, menopausa é o término dos fluxos menstruais da mulher, sendo confirmado com a ausência de menstruações por um período de 12 meses consecutivos, na falta de outras causas conhecidas, ou quando os ovários são removidos ou seriamente danificados. Em geral, a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, mas em alguns casos pode acontecer por volta dos 40 anos, quando é denominada de menopausa prematura ou precoce.

É um evento natural pelo qual passa toda mulher e que marca o final da fase reprodutiva ou fértil, e está associado com funcionamento reduzido dos ovários e, consequentemente, menor produção dos seus hormônios, principalmente o estrogênio.

Em Cuidados com a Pele na Menopausa (Di Livros Editora), lançado recentemente por Heloisa Hofmeister @heloisahofmeister (dermatologista e professora de Cosmiatria), reunindo artigos de especialistas multidisciplinares (dermatologistas, ginecologistas, endocrinologistas, tricologistas e bioquímicos) sobre o tema,encontramos dados que nos mostram que a mulher contemporânea passa metade da sua vida lidando com a menopausa, seja no climatério (perimenopausa ou pré-menopausa), menopausa ou pós-menopausa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030 serão 1,2 bilhão de mulheres nesta fase da vida, e mais de 25% da força de trabalho mundial será de mulheres na menopausa. E há relatos de que 72% dessas mulheres percebem impacto da menopausa na pele. Ainda segundo estudos recentes, 64% das mulheres não se sentem preparadas para a fase da menopausa, que ainda é vista como algo negativo, tida como tabu e cercada de mistérios. A discriminação geracional, com base na idade cronológica, existe entre nós de forma naturalizada. A supervalorização da beleza e da juventude e a sua correlação com o sucesso interferem também na autoestima e na saúde física e mental da mulher.

Fato é que não há como fugir dessa etapa, que por sinal englobará cerca de um terço da vida de muitas mulheres – segundo últimos dados do IBGE a expectativa de vida da mulher no Brasil é de 80,1 anos. Sendo assim, as possibilidades de atendimento em Saúde e Estética a este perfil de clientes só tende a aumentar.

 “É importante entender que essa mulher está ativa em todos os sentidos e tem poder aquisitivo. Por isso, hoje, é o público que a Estética tem de melhor para trabalhar valor agregado. Na nossa área, este público que é o da pele menopausa e pós-menopausa, é o público onde o profissional pode trabalhar com foco premium, porque agrega pessoas de maior poder aquisitivo, que desejam se sentir bem consigo mesmas e resgatar jovialidade de forma natural, sem grandes transformações na aparência. Essa mulher acima dos 50 anos quer, principalmente, conforto em todos os sentidos e a Estética pode proporcionar isso, com as técnicas manuais associadas à tecnologia, e com o uso de princípios ativos de alta potência”, analisa a Dra. Fernanda Chauvin.

BOX

Os problemas estéticos mais comuns nessa fase

A desidratação e a queda da produção de colágeno, que provocam o ‘derretimento da pele’ – como muitas pacientes se referem à própria aparência -, assim como a diminuição das fibras de sustentação da pele em nível muscular, o que faz com que algumas mulheres comecem a apresentar sarcopenia – alteração da musculatura esquelética caracterizada pela redução da força e da massa muscular, são os problemas mais relatados em consultórios e clínicas. Além disso, acontecem:

  • Diminuição progressiva da concentração de ácido hialurônico, que afeta a hidratação;
  • Queda de lipídeos na camada superficial, o que deixa a pele mais seca, diminui sua espessura e gera rugas profundas;
  • Aumento na produção de melanina a cada exposição solar, acentuando manchas;
  • Redução e desorganização das fibras de colágeno, que se tornam quebradiças e não mais paralelas, assim há diminuição da elasticidade e da capacidade de cicatrização da pele.

Os pilares do tratamento focado

Realizar a anamnese detalhada e diagnosticar as necessidades de cada pessoa é fundamental para que a profissional indique os recursos terapêuticos para cada caso, necessidade que deve ser reavaliada com frequência, de acordo com os avanços científicos e com as mudanças do estilo de vida da paciente.

Porém, alguns cuidados são básicos, conforme detalha a Dra. Fernanda Chauvin:

  • A primeira recomendação é aumentar o grau de hidratação, pois a mulher precisa reconquistar o ‘conforto da pele hidratrada’, que engloba a da face, do corpo, da região íntima, dos lábios, da região nasal, dos olhos… Então, é importante trabalhar a fim de aumentar do grau de hidratação cutânea e na região íntima, pois além de conforto, com um alto grau de hidratação tudo funciona melhor, pois a maioria das reações bioquímicas precisam de água.
  • O outro fato é entender se essa mulher está fazendo reposição hormonal ou não, para que esse estímulo de colágeno, que faremos com uma técnica estética, como microagulhamento, radiofrequência ou até uma técnica minimamente invasiva, como o uso de bioestimulador de colágeno, se ele terá um efeito adequado. Isso porque se a mulher não está fazendo a reposição hormonal, conseguirá bom efeito desses tratamentos, mas ele não será tão intenso.
  • Também precisamos entender como está a suplementação oral, no que diz respeito aos aminoácidos, que são parte importante da síntese de colágeno e também a vitamina C e o silício. Dessa forma, montamos um tripé de tratamento muito importante: skin care, nutra care eo mind care. Porque além disso tudo, a mulher passa a ter várias mudanças emocionais, então muitas apresentam depressão e ansiedade, que está relacionada à queda do estrogênio, por isso devemos trabalhar essas três vertentes simultaneamente.

Atenção específica para a fase

De acordo com a especialista, nessa etapa, como relatado anteriormente, a mulher tem uma diminuição na síntese de colágeno, elastina e ácido hialurônico, e alta perda de água. “É o que chamamos de inflammaging, inflamação crônica relacionada com o envelhecimento cronológico. Então esse skin care deve priorizar agentes hidratantes, principalmente os emolientes, ou seja, lipídeos que compõem a camada superficial da pele, evitando a perda de água, pois normalmente nessa idade a mulher sente uma necessidade maior de produtos mais densos, como cremes faciais que contenham lipídeos, mas aqueles que sejam biocompatíveis”, detalha.

“O segundo ponto é utilizar fito-hormônios que atuarão apenas a nível pele e não a nível sistêmico, como genisteína, e que podem trazer a melhora da proteção celular pela pele. Podemos também utilizar ativos estimuladores da síntese de proteínas, por exemplo: peptídeos de colágeno (que podem ser de origem vegana) e fatores de crescimento para estimular os fibroblastos a produzirem mais colágeno e mais ácido hialurônico. O efeito é ainda melhor se este tratamento for iniciado no período que antecede a menopausa, no climatério, pois é quando temos uma janela de oportunidades, quando ainda há produção de hormônios”, acrescenta a farmacêutica.

FRASES

“As mulheres que passam pela menopausa representam uma grande oportunidade para as marcas de beleza que procuram se conectar com seus consumidores em todas as fases da vida. Entender o público feminino é entender a menopausa. Até 60% das mulheres experienciam sintomas de menopausa durante a sua vida e, mesmo sendo algo que chegará à todas, duas em cada três mulheres sentem que há falta de apoio e compreensão para este momento.”

Natália Vargas, especialista em tendências na WGSN, empresa global de análise de comportamento e consumo

Bons produtos para essa fase

A importância de contar com produtos formulados especificamente para este público é a garantia de atender a todas as necessidades específicas que ocorrem nesse período.

Máscara de Argila Terra Roxa, Visso Natural
Extraídas da terra, as argilas são ricas em minerais, têm alto poder de absorção de toxinas, metais pesados e outras impurezas. Esta é ideal para peles maduras, ou para aquelas que precisam de hidratação e melhora no tônus muscular. O cosmético é rico em magnésio, mineral que age diretamente na produção de colágeno, que por sua vez, atua na elasticidade e firmeza da pele, além de auxiliar na redução da flacidez.

Ultra Peeling, Bel Col
Produto dermoabrasivo de última geração composto por três tipos de esfoliantes: físico, químico e enzimático. O novo cosmético tem uma combinação essencial para romper a capa córnea e assim intensificar qualquer tratamento que a pele venha a receber, agindo em seu bom recapeamento. Promove limpeza profunda e ainda elimina as impurezas e toxinas, possui ação hidratante, uniformizante, atenua as linhas de expressão, promove a renovação celular e estimula a síntese do colágeno.

Reestruture C, Biodermis
Faz parte dos tratamentos Menoage, que engloba produtos antiage para pele na menopausa. Conta com ativos capazes de hidratar, reduzir os radicais livres, proteger a membrana celular, regenerar os tecidos e normalizar a pigmentação cutânea, clareando a pele. É rica em estrato de goji berry, PCA- NA, inulina  e glicina.

PhytoHormon, Ellementti Dermocosméticos

Linha para tratamento facial e corporal, com a ação estrogênio-like por meio de um complexo de ativos exclusivos. Traz Sérum Facial Modulador e Manteiga Corporal Moduladora que revolucionam os cuidados da pele menopausada ou em pré-menopa propondo cuidado well-being (se sentindo bem) e well-aging (envelhecendo bem), para a geração de mulheres 50+ que está mudando paradigmas sobre idade, etarismo e que pregam “se sentir confortável é mais importante do que parecer perfeita”. O complexo Phytohormon (combinação de ativos com ação estrogênio-like) age na recuperação da função barreira, redensificação da derme, redução da flacidez e da profundidade das rugas. Também estimula a produção de fibras elásticas, aumenta a concentração de ácido hialurônico e inibe as enzimas que degradam o colágeno ao reforçar a junção dermoepidérmica, ou seja, a unicidade das camadas da pele.

Revival Ageing, Adélia Mendonça
Sérum Regenerador Anti Ageing para Peles Menopausadas desenvolvido para tratar a pele espacialmente de mulheres que sofrem com mudanças hormonais que afetam o seu bem-estar físico, emocional e a estrutura cutânea. Promove revitalização das células dérmicas, restabelecendo sua umectação e oxigenação, prevenindo a perda de tônus e elasticidade da pele. Possui um blend de ativos que atuam sobre as rugas mais profundas e reposição de fitoestrógenos. Reúne todas as propriedades que a pele necessita para sua regeneração completa através de seus ativos, fornecendo um aporte nutricional que promove uma renovação celular profunda.

Collagenpro, Mezzo Innutri
A medida que envelhecemos, a produção de colágeno diminui e a suplementação de colágeno é necessária. Collagenpro possui fórmula construtora de colágeno, com ativos que juntos se completam em perfeita harmonia favorecendo o organismo como um todo. São 100 mg de ácido hialurônico combinado aos peptídeos de colágeno hidrolisado Peptan®, ao silício orgânico, além de uma seleção de vitaminas e minerais fundamentais para a nutrição da pele, do cabelo e das unhas.

Onde encontrar

Adélia Mendonça www.adeliamendonca.com.br
Bel Col www.site.belcol.com.br
Biodermis www.biodermis.com.br
Ellementti  Dermocosméticos www.ellementtistore.com.br
Mezzo Innutri www.lojamezzo.com.br
Visso Natural www.vissonatural.com.br

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