HELP PLASMA

Você sabia que a raiz da intercorrência está na preparação e no manejo da pele, e não somente na técnica?

Olá amigos da Estética! Hoje, quero contar para vocês um pouquinho sobre minha história com as técnicas de fulguração, o grande amor que criei por elas e, claro, um segredinho para o sucesso com a técnica. Então, vamos lá?!

Iniciei meus primeiros estudos e atendimentos com técnicas de fulguração em 2014, depois de conhecer uma nova tecnologia em um Congresso de Medicina Estética em Buenos Aires (dica: esses congressos são ótimos para abrir as nossas mentes para o novo – se puder, não perca oportunidade de participar) e naquela época eu já imaginava que aquilo seria realmente algo revolucionário, porém nunca pensei que fosse ganhar o coração da grande maioria dos profissionais do nosso Brasil.

E hoje, diga-se de passagem, nós temos ótimos equipamentos de Jato de Plasma e Eletrocautério produzidos por empresas nacionais renomadas (cada equipamento com sua particularidade, para todos os gostos e bolsos), e essa é a prova mais concreta que demonstra o quanto a técnica realmente ganhou milhares de adeptos Brasil afora (isso mesmo: “Brasil afora”, tenho muitas alunas de fora do país que levaram equipamentos brasileiros para trabalhar na Europa e nos Estados Unidos).

E, ao longo desses anos, realizando atendimentos nas minhas clínicas e também ministrando cursos sobre Jato de Plasma e Eletrocautério, fui lapidando e aperfeiçoando técnicas. Além de criar uma forma específica de gerenciar a pele (pré, trans e pós-procedimento), que previne possíveis intercorrências (muito temidas) e superpotencializam os resultados, e que chamo de resultados de alta performance.

Quem me conhece sabe que não consigo escrever uma matéria e não contar um segredo (principalmente quando esse segredo define o seu sucesso com a técnica). E por isso, vou contar para vocês um dos grandes!

Em primeiro lugar, quero te fazer um pedido: grave essa frase na sua mente – “A raiz da intercorrência está na preparação e no manejo da pele, e não somente na técnica” (leia e repita a frase duas vezes). Como assim, Lilian? Vem comigo entender o grande segredo…

Você, profissional, antes de realizar um procedimento, já se perguntou: será que meu cliente está preparado para receber essa técnica? Como será que a pele dele vai responder à agressão? Será que o organismo dele está bem suplementado? Como ele vai responder ao processo inflamatório que vou causar na área tratada? Humm… Será que eu realmente passei todas as informações e orientações sobre o procedimento para ele? Todas essas perguntas, se estão em mente antes mesmo do seu paciente entrar na sala para consulta, já garante muitos pontos positivos para um resultado de alta performance, porque todas essas características do paciente são importantíssimas para o êxito do tratamento com técnicas de fulguração. Isso eu chamo carinhosamente de Gerenciamento de Paciente (manejo).

É muito importante no momento da consulta, e no primeiro contato com seu paciente, descobrir o que ele espera do tratamento, o quanto pode lhe auxiliar para o êxito (se realmente pode colaborar no home care) e se está preparado para receber a técnica de fulguração. Afinal, essa é uma técnica que promove uma agressão/injúria que estimula um processo inflamatório (com todos os sintomas pertinentes, como dor, calor, rubor e edema) e posteriormente a formação de uma crosta, um curativo biológico da nossa pele. E quando o paciente está preparado para todas as fases desse processo, nós profissionais trabalhamos com mais tranquilidade e segurança, e 50% para o êxito do resultado já está garantido.

Pois bem, agora o plano de tratamento foi definido e o paciente bem esclarecido sobre tudo o que vai ocorrer no procedimento, então vamos falar da técnica – e como disse, anteriormente, ao longo desses anos através da minha prática clínica, fui aperfeiçoando, lapidando e desenvolvendo formas de trabalhar com a fulguração da pele, livrando possíveis intercorrências como a temida hiperpigmentação pós-inflamatória. E desenvolvi a chamada técnica 5D, que pode ser usada para o procedimento de Blafaroplastia Estética Não Cirúrgica (para redução de ptose palpebral) e Fullface completo (para retração de pele facial).

E, afinal o que é essa tal técnica 5D? Explico: cheguei à conclusão que quando trabalhamos com a técnica 5D, técnica essa que tenta imitar o lado 5 do dado, pensando sempre em deixar pontes de peles intactas e sem danos que podem promover uma cicatrização melhorada com um profundo rejuvenescimento, devido a reserva de água (nas pontes de peles intactas). O profissional que irá aplicar a técnica deve ficar atento à distância entre os pontos, pois, após a aplicação, é natural que ocorra uma “dilatação” desses pontos, sendo assim nunca faça muito próximos entre si. Os pontos devem ser distribuídos de maneira aleatória de forma alternada para criar uma área de tracionamento do tecido, evitando fazer linhas simétricas.

A realização de pontos alternados, lembrando sempre do cinco do dado (para preservar áreas intactas), deve ser associada com potências mais baixas (“o menos é sempre mais!”). A mão da profissional deve ser hábil, rápida, eficaz e precisa na formação do arco elétrico. O trabalho deve ser feito muito – muito – muito superficial.

Após o procedimento, as zonas não tratadas funcionam como centros de cura distribuídos por toda a área de tratamento. Isso é particularmente muito importante, uma vez que acelera significativamente a cicatrização, em comparação com uma abordagem não fraccionada, porque essas microcolunas podem fechar dentro de um a três dias, minimizando assim as complicações, colocando o estrato córneo intacto muito mais rapidamente.

Apenas levar a ponteira do equipamento próximo à pele (distância de 1-2 milímetros), com movimentos de pontilhado. A intensidade de aplicação deve ser monitorada (baixa para média – conforme sensibilidade e fragilidade da pele do paciente). É importante salientar que quanto maior o tempo de ação da corrente próximo à pele, maior será a profundidade da lesão; e quanto maior a intensidade da potência do equipamento utilizado, maior será a área da lesão.

Caso o equipamento possua o modo fracionado / pulsado / varredura, manter sempre a mesma distância da pele e velocidade de movimentação da ponteira. Se o profissional trabalhar com o modo contínuo da corrente elétrica, deve tomar cuidado para manter o mesmo tempo para cada ponto, para que obtenha uma aplicação uniforme.

Ah, não posso esquecer de falar sobre o retorno do paciente após o procedimento, que eu chamo de manejo de paciente pós-procedimento. Ele deve ocorrer após 72 horas, a fim de se verificar o estado e a fase do processo inflamatório; posteriormente recomendamos que ele retorne depois de 7 dias, 21 dias e 30 dias para novas reavaliações. E para encerrar com chave de ouro, quero mostrar a vocês quais são os requisitos básicos que eu acredito serem primordiais para um resultado de alta performance com o Jato de Plasma e o Eletrocautério. Primeiramente, o conhecimento profundo em anatomia e fisiologia da pele, a correta indicação para cada caso, avaliação e gerenciamento do paciente, habilidade manual com os equipamentos de Jato de Plasma e Eletrocautério (o manejo do equipamento que será utilizado, incluindo o conhecimento apurado da intensidade, da potência e do tempo de ação da corrente elétrica). Acredito que, com a infinidade de equipamentos que temos hoje no mercado, cada profissional deve adaptar-se ao seu próprio equipamento. Como sempre digo, o motorista é personagem principal para uma viagem segura, independentemente do modelo do carro que esteja dirigindo.

Lilian Scarpin é fisioterapeuta dermatofuncional, pós-graduada em Sáude Estética Integrativa, Terapia Ortomolecular, Fitoterapia, entre outras especializações. Docente em diversos cursos de pós-graduação e especializações em HOF. Mentora e desenvolvedora de técnicas e métodos, como o Método Freepen®, Técnica 5D, CrioResult® e Microagulhamento Inteligente. Criadora do conceito Estética Integrativa Sistêmica (EIS®). Ministrante de cursos livres na área de Estética Avançada. Speaker e palestrante em congressos nacionais e internacionais.

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