Colágeno, a proteína da juventude

A trajetória dessa proteína e a revolução pela qual ela passou comprovam o quanto é essencial e uma investida superinteligente incluí-la nos protocolos de cabine e nas recomendações para home care

Shâmia Salem (@shamiasalem)

Não há tratamento rejuvenescedor que não passe pelo estímulo do colágeno. Não é falta de criatividade, é necessidade mesmo. Afinal, essa proteína é a mais abundante do corpo humano, presente em diversas estruturas, como pele, claro, além de músculos, cabelos, unhas, cartilagens, tendões, ligamentos. “Atentar para o fato de que a pele era tão rica em colágeno, e que isso estava diretamente relacionado a prevenção e combate ao envelhecimento fez surgir a ideia, no fim dos anos 1960, começo dos 1970, de incluir a tal proteína nos cremes de beleza. E, com o ativo sendo extraído do gado, mais especificamente do boi, surgiram os primeiros cosméticos com colágeno, e a indústria do colágeno. Foi um boom tão grande que podemos afirmar que o colágeno era naquela época o que o ácido hialurônico é hoje: um desejo de beleza”, compara o farmacêutico e pesquisador Maurizio Pupo, de Campinas (SP).

Colágeno na berlinda

Com o passar do tempo, e a realização de vários estudos, começaram a surgir alguns pontos de interrogação sobre o uso do colágeno. Primeiro, porque os cientistas entenderam que ele era uma macromolécula. Portanto, grande demais para permear na pele e, por isso, ficando apenas na superfície dele. E, por também ter capacidade de reter água, acaba funcionando mais como hidratante do que como estimulador das fibras de sustentação cutânea, que era o que realmente se queria.

O segundo baque aconteceu com a constatação de que, por ter origem animal, era preciso incluir uma grande quantidade de conservantes para a matéria-prima não estragar facilmente. Um problema, já que isso aumentava os custos para a indústria e para a beleza do consumidor final, pelo risco de ter alergias e outros efeitos colaterais. Não bastasse tudo isso, veio a tendência de evitar ativos que exigiam sacrifício animal.

Absolvição, e ainda mais amor

Sabendo do potencial do colágeno na prevenção e combate ao envelhecimento, pesquisadores descobriram não só como obter o ativo por fontes naturais, vegetais e sintéticas, como também hidrolisá-la. “De maneira muito resumida, o processo de hidrólise consiste em quebrar uma macromolécula em milhões de pedacinhos para que, no caso do colágeno, eles permeiem na derme e cheguem o mais próximo possível do fibroblasto, que é a célula responsável por produzir essa proteína no corpo humano.”

Vale lembrar que o fibroblasto não só produz colágeno novo como também destrói o velho ao liberar uma enzima chamada colagenase. E, ao usar um creme formulado com colágeno hidrolisado, o fibroblasto entende que ele próprio produziu toda aquela proteína novinha em folha e, portanto, pode interromper a colagenase. “Esse é o primeiro mecanismo de manutenção de colágeno, chamado de biofeedback negativo. Como consequência, as fibras que a pessoa já tem na pele são poupadas e novas serão produzidas. Fazendo mais uma vez uma comparação com o ácido hialurônico, quando a substância usada tem baixo peso molecular, ela também permeia mais facilmente na pele e, tal qual o colágeno faz, se aproxima e ”engana” o fibroblasto, levando-o a suspender a secreção da enzima hialuronidase. Logo, há um aumento da produção natural de ácido hialurônico sem que o que já existe seja destruído”, completa Maurizio Pupo. Belo jogo da enganação, não acha?

FRASES

“Hoje, o profissional de estética é capaz de estimular o colágeno do cliente de várias formas: com tecnologia, de maneira tópica, usando dermocosméticos e cosméticos, e oral, sugerindo o consumo de colágeno hidrolisado em pó ou em cápsulas. Redobrar essa atenção é valorizar o próprio trabalho, já que o resultado de qualquer protocolo que você fizer vai ser muito otimizado”

Taciana Ferigolli, esteticista

“O colágeno aplicado na pele por meio de um cosmético nunca vai se transformar em colágeno humano. Porém, ele vai estimular o fibroblasto a produzir novas fibras de sustentação cutânea e também a preservar as que já existem” Maurizio Pupo, farmacêutico e pesquisador

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