A nova era da dermopigmentação: Da habilidade adquirida para o estudo especializado

A Dermopigmentação é completamente diferente da maquiagem definitiva. Hoje, sabemos. Foi preciso um longo caminho percorrido por uma dezena (ou centena!) de profissionais que iniciaram essa jornada há muitos e muitos anos, mais especificamente em 1986, quando o termo micropigmentação surgiu pela primeira vez. E de lá para cá muitos erros foram cometidos. Pigmentações definitivas que deveriam ser temporárias, marrons que se tornaram azulados e por aí vai a extensa lista de inadequações pelas quais passamos. Naquela época, acreditava-se que era preciso somente ter dom para trabalhar com beleza e ainda havia espaço para erros e acertos. Hoje não, pois apesar de o mercado e os profissionais ainda não admitirem, entramos em uma nova era da Dermopigmentação.

Sabe-se que se uma pessoa tem talento e exerce uma atividade a partir do instinto, com o tempo ela passa a adquirir saber através dessa habilidade praticada repetidamente. E foi assim que durante muito tempo surgiram os profissionais da Micropigmentação. A prática desse talento levava à perfeição. Nada de errado nesse esquema personalizado formador de excelentes profissionais especializados que são destaque ainda hoje no Brasil e no mundo. O ponto fraco determinante desse caminho é definitivamente o tempo.

É necessário um longo caminho de tentativas, entre erros e acertos, para descobrir o que efetivamente funciona. E isso leva muito tempo. O grande problema é que nesse percurso os profissionais acabam ficando frustrados e os clientes extremamente insatisfeitos, muitas vezes com resultados definitivos e inadequados. E isso não deveria continuar assim.

Diferentemente de quem começou entre 1986 e 2015, os novos profissionais já podem (e devem!) contar com fonte de estudo especializado através de uma faculdade. Graduação em Estética e Cosmética, Biomedicina, Fisioterapia. Pós-graduação em Dermopigmentação, Cosmetologia, Visagismo. Isso entre tantas outras fontes de estudo direcionado que abrangem a prática, porém com algum conhecimento já estabelecido. Nesse novo quadro, palavras como talento e habilidade são substituídas por análise, pesquisa e ciência.

Quando o estudo tem por objetivo alcançar o conhecimento de novas tecnologias ele recebe o nome de pesquisa. E essa pesquisa leva a um ambiente de atendimento diferenciado, vestimenta adequada do profissional, utilização de equipamento de proteção individual (EPI´S), utilização de descartáveis, busca por atualizações, investimentos em tecnologia e com isso muito mais responsabilidade do profissional diante do cliente. Segurança! E isso não é tudo.

Estamos vivendo um momento de transição, onde muitos profissionais estão sendo malformados e muitos cliente mal informados. Levando nosso universo da pigmentação a caminhar lado a lado com a evolução também da despigmentação. E a remoção enfrenta a mesma catarse dos não formados buscando uma habilidade adquirida que demorará séculos para ser transformada em saber. Tão mais fácil estudar…

A nova era da Dermopigmentação é investir em estudo e em tecnologia. Não há mais tempo para erros e consertos. Não há mais tempo para alcançar nem o menos talentoso. A compreensão finalmente ultrapassou o tempo e a tão delongada prática.

Pergunto a você, leitor, utilizando uma bela frase de Sigmund Freud: “Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?” O estudo especializado é uma realidade. Conto com você!

Kathrin Schmidt é micropigmentadora, graduada em Estética e Cosmetologia e pós-graduada em Estética e Saúde. Amante dos estudos, acredita na profissão e na profissionalização adequada. Atualmente cursa pós-graduação em Cosmetologia Estética.

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