6 vitaminas e nutrientes que atuam na prevenção da queda capilar

O excesso de açúcar na dieta, que geralmente vem acompanhado de uma ingestão reduzida em proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes (condicionais para manter a saúde do organismo como um todo e ainda sobrar para o adequado aporte à pele, ao cabelo e às unhas), pode comprometer a saúde dos folículos capilares aumentando a possibilidade de eflúvio (queda intensa dos fios). Muito açúcar circulando é um dos fatores que propicia um desequilíbrio da microbiota e aumenta o perfil inflamatório do organismo como um todo.

Uma má alimentação e carências nutricionais podem afetar a saúde capilar, causando até mesmo queda. Como o cabelo não é um órgão ou tecido vital, o corpo nunca priorizará suas necessidades nutricionais. Portanto, devido à natureza descartável do cabelo, um desequilíbrio nutricional geralmente o afeta primeiro, causando fraqueza e queda.  Dietas restritivas ou alimentação nutricionalmente pobre fazem o organismo digerir a energia apenas para funções essenciais do corpo, deixando de lado a nutrição e oxigenação de tecidos como cabelo e pele. Por este motivo, um dos principais sintomas físicos de uma alimentação deficitária é a queda capilar. Com relação à nutrição, anemia ferropriva e deficiência de zinco, vitamina B12 e vitamina D também podem também ser causas de eflúvio telógeno.

Nesses casos, é recomendado o uso de suplementos e vitaminas sempre com orientação especializada. Destaco seis importantes vitaminas e nutrientes para a manutenção da saúde capilar.

1. Biotina

A biotina (vitamina B7) é importante para as células. Níveis baixos podem causar perda de cabelo, erupções cutâneas e unhas quebradiças. Os níveis podem estar mais baixos em mulheres grávidas ou que estejam amamentando, e também em decorrência do uso de certos antibióticos ou medicamentos para epilepsia. A maioria das pessoas obtém biotina suficiente por meio de sua dieta alimentar adequada – a biotina pode ser encontrada na gema de ovo e nos grãos inteiros. Assim, na maioria das vezes, não há necessidade de suplementação.

2. Ferro

Os glóbulos vermelhos precisam de ferro para transportar oxigênio e níveis baixos podem causar anemia. No caso, os sintomas incluem fadiga, pele pálida e perda de cabelo. Pacientes que correm mais risco de ter baixo teor de ferro são mulheres que têm menstruações abundantes, pessoas com doenças crônicas, além de pacientes veganos ou vegetarianos, com dieta desequilibrada. Alguns alimentos que são naturalmente ricos em ferro: carne vermelha, folhas verdes (espinafre) e leguminosas (feijão).

3. Vitamina C

A carência de vitamina C está relacionada à queda capilar, justamente porque essa vitamina é essencial para o intestino absorver o ferro. Algumas boas fontes são: frutas cítricas (laranja, limão, kiwi), folhas verdes e pimentões.

4. Vitamina D

Estudos apontam que a carência de vitamina D pode interferir no ciclo de crescimento do folículo capilar, justamente porque ela age na fase de crescimento e manter um ciclo de cabelo saudável é vital para ter fios mais grossos, saudáveis e cheios. É possível aumentar os níveis comendo peixes gordurosos ou bebendo leite fortificado, mas o melhor a fazer é buscar orientação médica para suplementação, sendo que ingerir magnésio com vitamina D aumentará a biodisponibilidade da mesma.

5. Zinco

O zinco pode desempenhar um papel fundamental na produção de proteínas no cabelo. O corpo não pode desempenhar esse papel, então é preciso obter zinco por meio de alimentos ou suplementos. Os sinais de baixos níveis de zinco incluem perda de cabelo, má cicatrização de feridas e paladar ou olfato fraco. Mulheres grávidas ou amamentando, por influências hormonais, podem correr o risco de estar com o teor baixo de zinco, além de pacientes com doença intestinal e/ou renal. Alimentos que são fontes de zinco incluem: ostras, feijões, nozes e sementes.

6. Silício

Estudos sugerem que os fios com maior teor de silício tendem a ter menor taxa de queda e maior brilho, ajudando a combater a queda capilar. Ele é encontrado naturalmente em frutas, como laranja e maçã, em verduras e em cereais.

Dra. Marcella Garcez @dra.marcellagarcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

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