Microagulhamento – PARTE 1

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A técnica de microagulhamento também chamada de terapia de indução de colágeno, recebe este nome por estimular a formação fisiológica de colágeno na derme.

É uma nova modalidade de tratamento para trabalhar lesões dermatológicas como cicatriz, cicatriz de acne, tratamento para a flacidez, manchas, estrias, rugas e rejuvenescimento facial. Tratamento simples e relativamente barato que também pode ser utilizado para melhorar a permeabilidade de cosméticos.

Na técnica utilizamos um aparelho cilíndrico com micro agulhas que promovem múltiplas perfurações na pele, induzindo o corpo a uma resposta de recuperação e desta forma a produção de colágeno e elastina. Este método tem sido utilizado desde 1995.(Fabbrocini G et al,2009)

História

1995 – Orentreich e Orentreich descreveram o termo “subcisão” ou agulhamento dérmico como sendo um meio de estimular tecido conectivo sob cicatrizes e rugas retraídas. Este procedimento envolve a picada da pele e, então, a escarificação da derme com uma agulha para formar o tecido conjuntivo sob as cicatrizes e rugas.

1997 – Camirand e Doucet descreve a utilização de agulhas de “pistola de tatuagem” para promover uma abrasão com agulha e tratar cicatrizes.

2006 – Desmond Fernandes desenvolve um aparelho especial para a TIC(terapia de indução de colágeno), constituído por um cilindro rolante com micro agulhas em intervalos regulares  com o nome de dermaroller.

O aparelho utilizado para a realização do microagulhamento é composto com cerca de 192 a 540 micro agulhas. As agulhas variam de 0,15 a 3,0 mm de comprimento em aço cirúrgico de alta resistência e estéril.

Na aplicação da TIC o cilindro com as microagulhas é rolado em várias direções vertical, horizontal e na diagonal, com uma leve pressão, perfurando a epiderme e gerando microlesões na pele que fazem com que as células reajam a este estímulo, liberando fatores de crescimento e melhorando a estrutura da pele através da indução da neocolagênese e neoangiogênese.

Uma grande vantagem desta técnica é que ela não danifica a epiderme, pois não tem remoção de tecido, apenas rompimento, com isso a recuperação do cliente é mais rápida e tem menos efeitos colaterais que um peeling químico.

Referências Bibliográficas

Fabbrocini G, Padova MP, Vita V, Fardella N, Pastore F, Tosti, A. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno.

Orentreich DS, Orentreich N. Subcutaneous incisionless (subcision) surgery for the correction of depressed scars and wrinkles.Dermatol Surg. 1995;21:6543–9.

Camirand A, Doucet J. Needle dermabrasion. Aesthet Plast Surg. 1997;21:48–51.

Fernandes D. Minimally invasive percutaneous collagen induction. Oral Maxillofac Surg Clin North Am. 2006;17:51–63.[PubMed: 18088764].

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