Por quê? Porque eles são procedimentos requisitados atualmente nas principais clínicas do País. Negócio Estética ouviu uma profissional -referência nos temas, Karina Barrelo, que participou dos maiores congressos de Beleza pelo mundo, e se tornou voz representativa nestes assuntos
Caio Camargo @camarcamargo
A empresária e cirurgiã dentista Karina Barrelo @drakarinabarrelo comanda há sete anos uma clínica que virou referência em São Paulo. Sempre antenada com as tendências da Estética, não poupa esforços para buscar informações e novas técnicas. Neste ano desembarca em Boston com o objetivo de conhecer as mais recentes práticas antienvelhecimento. Depois, segue para Harvard para um aprofundamento especial em gestão. Justamente por todo conhecimento acumulado, Karina conduz mentorias que proporcionam o compartilhamento de técnicas avançadas com outros profissionais. Ela fala com exclusividade a seguir.
NE Com tantas tendências indo e vindo, quiet beauty é apenas uma delas ou veio para ficar?
Karina Barrelo Quiet Beauty não é uma moda passageira, é uma mudança de paradigma. Estamos vivendo uma era em que menos é mais — e a beleza silenciosa, autêntica e sofisticada se tornou um reflexo do que as pessoas verdadeiramente valorizam. O exagero ficou no passado; o futuro é sutil, elegante e real.
NE O que define a quiet beauty na área estética?
KB Quiet Beauty é sobre realçar, não transformar. Na prática clínica, isso significa respeitar os traços naturais, valorizar a individualidade e trabalhar com sutileza e precisão. É devolver a autoestima ao paciente sem que ele perca sua identidade — e isso exige muito mais técnica, sensibilidade e visão artística.
NE Podemos dizer, então, que Quiet beauty é uma demanda do novo consumidor?
KB Com certeza. O novo consumidor é mais consciente, informado e exigente. Ele não quer mais “mudar o rosto”, quer se ver melhor no espelho. Quiet Beauty responde exatamente a esse desejo: naturalidade, harmonia e autenticidade.
NE Falando em novo consumidor, o que sua experiência nos diz sobre as novas gerações? O que elas terão no foco?
KB As novas gerações estão rompendo com os padrões impostos. Elas buscam individualidade, diversidade e inclusão. O foco está em se sentir bem, não em seguir um molde. Por isso, elas valorizam procedimentos preventivos, sutis e personalizados. Além disso, exigem ética, transparência e propósito de quem as atende.
NE A harmonização orofacial é uma febre. Como se destacar entre tantas opções – muitas inclusive usando a mesma fórmula (todo mundo fica igual)?
KB O que diferencia um profissional não é a técnica, é o olhar. Harmonização não é sobre copiar padrões, é sobre entender cada rosto como uma obra única. Na Clínica Karina Barrelo, cada planejamento é feito de forma personalizada e estratégica. Buscamos resultados que não gritam — mas encantam.
NE Você fala de naturalidade, como consegui-la de fato e agradar a clientela?
KB Naturalidade exige preparo técnico, domínio anatômico e escuta ativa. A beleza real está nos detalhes: o olhar, o sorriso, a simetria sutil. Eu sempre digo: quando o paciente sai da clínica se reconhecendo — só que mais confiante — é porque conseguimos o que importa.
NE Full face tem regras para realmente ser efetivo? Muitos colegas alegam fazer; mas nem sempre o resultado é bom…
KB Full face não é empilhar procedimentos. É criar equilíbrio. Exige diagnóstico global, conhecimento de vetores, proporções faciais e principalmente: um planejamento inteligente. É como uma orquestra: se cada instrumento tocar sozinho, vira ruído. Mas quando há harmonia, o resultado é arte.
NE A harmonização facial está prestes a substituir a cirurgia plástica?
KB Não vejo como uma substituição, e sim como uma evolução complementar. A harmonização oferece soluções menos invasivas, com resultados impactantes e recuperação mais rápida. Mas, há casos em que a cirurgia ainda é indicada. O segredo está em saber indicar o melhor para cada paciente.
NE Das novidades apresentadas nos últimos eventos do setor (como o IMCAS), qual você destacaria como realmente diferente e marcada para o sucesso?
KB O conceito de bioestimulação inteligente tem me chamado muita atenção. Novos bioestimuladores, com tecnologia de liberação controlada, estão revolucionando os resultados de longo prazo. Também destaco os fios de PDO com novas estruturas, que oferecem mais ancoragem e naturalidade ao lifting facial.
NE O que sua jornada na área te ensinou até agora?
KB Me ensinou que beleza é entrega. Que o nosso trabalho vai além da estética — tocamos autoestima, histórias e vidas. Aprendi que conhecimento nunca é demais e que humildade é essencial. O sucesso é consequência de trabalho ético, dedicação e amor pelo que se faz.
NE Como você se sente sendo referência na sua área de atuação?
KB É uma grande honra, mas também uma enorme responsabilidade. Ser referência significa inspirar e ser coerente com o que acredito. Eu não falo de naturalidade apenas como um conceito — eu vivo isso na prática, todos os dias na Clínica Karina Barrelo @clinicakarinabarrelo. Eu me orgulho muito do caminho que trilhei até aqui.
NE O que você diria para colegas que desejam atuar na mesma área que você?
KB Estudem, se especializem e, principalmente, desenvolvam o olhar artístico. A técnica você aprende, mas a sensibilidade vem com a prática e a paixão. E nunca esqueçam: o paciente não busca só a sua autoestima — ele busca cuidado, segurança e alguém que o entenda.
QUEM É NOSSA ENTREVISTADA
Com apenas 33 anos, a empresária e cirurgiã dentista Karina Barrelo
tornou-se o nome da vez quando o assunto é procedimentos de full face. Sua agenda é disputada por empresários, artistas, jogadores de
futebol, atletas e clientes de diferentes perfis, todos em busca de
resultados que combinam sofisticação, tecnologia de ponta e muita
naturalidade. O segredo de tanto sucesso está no compromisso com
resultados discretos e elegantes, características cada vez mais
valorizadas em um mercado onde o excesso tem sido motivo de críticas.
Crédito Fotos: Rodrigo Barcellar
FRASES
“O que diferencia um profissional não é a técnica, é o olhar. Harmonização não é sobre copiar padrões, é sobre entender cada rosto como uma obra única”
“Full face não é empilhar procedimentos. É criar equilíbrio. Exige diagnóstico global, conhecimento de vetores, proporções faciais e principalmente: um planejamento inteligente”