Você sabe mesmo avaliar a celulite?

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O que todos já sabemos é que o fibro edema gelóide se manifesta em graus e tipos diferentes, mas o que talvez uma grande minoria não saiba é que há também um comportamento de acordo com sua consistência (tipo), o que nos leva a analisar mais ainda seu quadro fisiopatológico. E que a flacidez muscular e tissular, além da gordura subcutânea e até mesmo o estado circulatório da área, terão uma relação importante neste quadro e comportamento corporal, onde essas manifestações estão sempre relacionado com o quadro etiológico do FEG.

Nos tempos atuais, quando os recursos disponíveis no mercado para tratar o fibro edema gelóide estão cada vez mais específicos e eficazes, há uma necessidade técnica muito maior de sermos bem rigorosos e claros no diagnóstico da “celulite”, uma vez que, neste momento, fará uma grande diferença no resultado final do tratamento.  Então, vou esclarecer para vocês os pontos mais importantes desta anamnese (avaliação).

No primeiro momento, é importante colher algumas informações relacionadas à anamnese, o que nos leva ao diagnóstico mais claro e específico. Informações que levam as causas do fibro edema gelóide, como:

a) Hereditariedade;

b) Alterações hormonais presentes, como hiperestrogenismo e possíveis alterações do ciclo menstrual;

c) Insuficiência venosa, principalmente em MMII;

d) Hábito alimentar inadequado;

e) Sedentarismo;

f) Fatores compressivos, como: gravidez e vestuário;

g) Alterações posturais;

h) Stresse;

i) Hábitos de vida diversos, como: horas de sono e funcionamento intestinal principalmente.

No segundo momento, realizar o exame físico no qual se insere a análise de grau/forma e consistência (ou tipo).

  • Exame físico da FEG:

1 – Análise visual: verificar as zonas afetadas, o aspecto de casca de laranja, se há presença de flacidez, varizes e edemas (infiltração).

2 – Análise manual: determinar a tonicidade, textura e sensibilidade da pele, presença de nódulos sensíveis à palpação (dolorosos ou não), determinação das diferenças térmicas e, sobretudo de zonas acometidas.

O que sempre observamos nos textos técnicos é a referência entre grau/forma e consistência. O grau se manifesta entre I a IV e sua forma também pode determinar o grau. Já a consistência, que pode ser classificada como dura, branda ou difusa, edematosa, pura, com gordura e obesidade, estarão relacionadas com os tipos e podem ser também determinadas pelas alterações fisiopatológica.

Observamos alguns quadros que poderão esclarecer melhor essa ideia.

De acordo com o grau/forma:

1

De acordo com a consistência:

2

Entendendo o quadro clínico e identificando as causas e manifestações clínicas do FEG, facilmente você saberá qual recurso será o mais adequado para qualquer caso, uma vez que este entendimento será fundamental para definir a terapêutica e alcançar um excelente resultado. E o mais importante é que qualquer profissional capacitado poderá definir ou identificar essas alterações. Então, vamos pôr em prática, e boa sorte!

Até a próxima.

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