Tratando o melasma

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cristiane rocha

As hipercromias são alterações na pigmentação cutânea decorrentes do excesso de melanina. Dentre as manchas hipercrômicas mais comuns e que tem levado muitas pessoas à centros e clínicas de estética, destaca-se o melasma. Também conhecida como cloasma, o melasma é uma hipermelanose adquirida, crônica, caracterizada por manchas acastanhadas, com bordas irregulares, limites impreciso, localizadas principalmente na face (preferencialmente na região malar, fronte e mento).
Acomete predominantemente as mulheres em idade fértil e dentre os fatores etiológicos pode-se citar: exposição a radiação ultravioleta, predisposição genética e alteração hormonal; este último explica porque é muito comum a ocorrência durante a gestação e em mulheres que utilizam anticoncepcionais orais.
A primeira orientação do profissional de estética ao cliente com melasma consiste na utilização diária e reaplicação correta do fotoprotetor de amplo espectro. Além disso é salutar que a cliente que utiliza anticoncepcional hormonal, consulte seu médico ginecologista para observar a possibilidade de eleger outro método contraceptivo.
Apesar de ser de difícil tratamento e apresentar recidiva, há excelentes ativos e recursos disponíveis na estética visando amenizar o problema:
Os peelings químicos aos quais utilizam os alfahidroxiácidos, como por exemplo, o ácido mandélico (derivado das amêndoas amargas) e o ácido glicólico (derivado da cana de açucar) são opções efetivas, lembrando que o ácido mandélico é mais seguro em pessoas com fototipos mais altos , pois apresenta maior peso molecular quando comparado ao ácido glicólico.

Os despigmentantes como por exemplo, o arbutin e o belides também apresentam resultados favoráveis. O arbutin é um ativo extraído da uva ursi, que além de inibir a maturação dos melanossomas, reduz a ação da enzima tirosinase. A principal vantagem deste despigmentante consiste no fato dele apresentar pouca ou nenhuma toxicidade para os melanócitos, apesar de ser derivado da hidroquinona; essa por sua vez vem caindo em desuso e sendo proibida em muitos países devido à sua citotoxicidade e efeitos adversos.
O Belides é outro ativo despigmentante cada vez mais utilizado. Obtido da flor margarida (Bellis Perenis), atua em diversas etapas da conversão da tirosina em melanina, ou seja , em diversas fases da melanogênese.
Além destes, há gama de opções no tratamento do melasma: laser, led, ácido fítico, ácido kójico, vitamina C (ácido ascórbico), etc.
É fundamental que além de optar pelo tratamento ideal e individualizado, o profissional de estética oriente quanto aos cuidados home care e utilização diária do filtro solar para a manutenção do sucesso terapêutico.

Fonte imagem: http://goo.gl/aAQgQs

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