Tratamento pós-lipoaspiração com radiofrequência de 27,12 MHz

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A mídia impõe um padrão de beleza irreal que estimula a busca por tratamentos estéticos para reduzir medidas. A cirurgia plástica, muitas vezes, é o tratamento de escolha para redução de gordura localizada em determinados pacientes. Neste contexto se insere a lipoaspiração, no qual é um procedimento cirúrgico que realiza a introdução de finas cânulas para remoção do excesso de tecido adiposo.

No pós-operatório imediato e nas primeiras 4 a 6 semanas após o procedimento, são necessários cuidados especiais para o controle do processo inflamatório, estimulação do processo de reparo tecidual e para a prevenção de fibroses e aderências importantes. Neste contexto, se insere o ultrassom terapêutico, terapia combinada, correntes analgésicas e drenagem linfática, sendo estas, técnicas essenciais para a prevenção de complicações.

Após 4 a 6 semanas e/ou depois de uma avaliação criteriosa que aponte a ausência de sinais inflamatórios e dor, é possível a associação de outras técnicas como a massagem mecânica, radiofrequência, carboxiterapia e terapias manuais que contribuem positivamente com processo de remodelagem tecidual.

No pós-operatório tardio deste tipo de procedimento, caso o paciente não tenha recebido intervenção terapêutica precoce, o risco de fibroses e aderências cicatriciais é extremamente alto. Neste sentido, para o tratamento dessas alterações teciduais são necessários recursos que realizem um aquecimento do tecido.

A radiofrequência de 27,12 MHz permite a geração de um campo eletromagnético, sendo a energia eletromagnética direcionada para a hipoderme através do aplicador monopolar, o qual permite um aquecimento profundo e controlado. A temperatura deve ser mantida entre 37 e 38 °C para que haja aumento do fluxo sanguíneo local e amolecimento tecidual com diminuição da densidade do colágeno, além de tornar a substância fundamental amorfa mais maleável. Este aquecimento tecidual facilita a mobilização cicatricial para tratar cicatrizes hipertróficas e/ou evitar a ocorrência destas. Dessa forma, a radiofrequência permite o tratamento eficaz das fibroses e aderências, tornando a superfície da pele mais uniforme.

Em relação ás equimoses pós-lipoaspiração, a radiofrequência de 27,12 MHz favorece a absorção dessas equimoses devido ao seu efeito anticoagulante e ao aumento da circulação local.

No contexto dos cuidados pós-operatórios, caso o paciente venha a apresentar flacidez de pele pós-lipoaspiração, o aplicador bipolar da radiofrequência de 27,12 MHz é indicado para promover a “termocontração do colágeno dérmico” (efeito lifting) com encurtamento e espessamento das fibras de colágeno, e estimular a atividade dos fibroblastos para que haja a neocolagênese e neoelastogênese, visando o aumento da firmeza e elasticidade da pele. Para isso, a temperatura considerada terapêutica na faixa de 40 a 42°C deve ser mantida na superfície da pele durante toda a aplicação. Além disso, esta temperatura estimula a remodelagem tecidual para melhor alinhamento das fibras colágenas.

É importante salientar que, para atendimento pós-lipoaspiração com radiofrequência, é necessário atenção às contraindicações da técnica, manter contato direto com o médico cirurgião para verificar as possíveis intercorrências cirúrgicas que possam coexistir, além de respeitar a resposta individual de cada paciente ao processo de reparo e regeneração tecidual.

 

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