Radiofrequência: Padrão ouro de tratamento para flacidez de pele

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renata_guidi_artigo_02_capaA flacidez de pele é um distúrbio estético que evidencia o déficit na síntese de colágeno e elastina em pacientes com idade superior a 35 anos. A falta de tonicidade da pele pode ser gerada por fatores genéticos, hormonais, ambientais e de maus hábitos, proporcionando uma condição inestética que interfere na autoestima do paciente. Há muito anos o tratamento de escolha para a flacidez de pele foi o procedimento cirúrgico, porém este envolve um processo de recuperação pós-operatório e riscos de complicações. Devido a isso, atualmente tem-se optado pelo tratamento conservador por meio de modalidades de energia já fundamentadas para este fim. A radiofrequência, entre outros recursos têm sido considerados dispositivos eficazes para o tratamento da flacidez de pele. Estudos científicos com métodos validados mostram resultados satisfatórios com aumento da firmeza e elasticidade da pele após sessões de radiofrequência em região facial, pescoço, colo e também em áreas corporais. Esses estudos em sua maioria foram desenvolvidos com equipamentos de radiofrequência com frequências altas na faixa de MHz que permitem a geração de um campo eletromagnético, de modo que a energia eletromagnética emitida pelo aplicador é convertida em calor nos tecidos pelo aumento da cinética das moléculas de água. O aquecimento gerado é intenso e promove como efeito imediato a “termocontração do colágeno”, sendo atingida a temperatura de 57-61 oC na camada dérmica, a qual é descrita em literatura como a temperatura de retração do colágeno. Após isso, iniciam-se os efeitos secundários por meio do processo de reparo e regeneração tecidual com ativação fibroblástica para otimizar a síntese de colágeno e elastina, e assim, melhorar a qualidade da pele. Os equipamentos de radiofrequência capacitiva e indutiva apresentam aplicadores bipolar e monopolar com profundidades específicas, com penetração superficial até 4 mm de profundidade e penetração profunda de 15 a 20 mm de profundidade, respectivamente. Além disso, dispositivos de resfriamento podem ser associados para preservação e proteção da epiderme durante a terapia. Para o tratamento específico da flacidez cutânea, o aplicador utilizado é o bipolar em região corporal, facial, pescoço e/ou colo, sendo as sessões realizadas com intervalos quinzenais. Na prática clínica é evidente a satisfação das pacientes submetidas ao tratamento com radiofrequência e os resultados são extremamente visíveis, o que condiz com os achados científicos.

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