Próteses de silicone atrapalham o diagnóstico de câncer de mama?

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Você sabia que, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama mata cerca de 500 mil mulheres por ano?

E que, caso a mulher tenha um risco comprovadamente alto de adquirir a doença, uma das ações indicadas é a cirurgia para a retirada das glândulas mamárias, tal como fez a atriz Angelina Jolie?

Por esses e outros motivos, é muito importante não deixar a discussão sobre o assunto cair no esquecimento, principalmente no atual período de outubro rosa, quando muitas dúvidas vêm à tona.

Uma delas é sobre a relação entre as próteses de silicone e o câncer de mama: Em 2013, uma publicação no British Medical Journal causou burburinho ao afirmar que as próteses podem atrapalhar o diagnóstico do câncer.

No entanto, segundo o Dr. Wagner Montenegro, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a história não é bem assim: “O estudo não levou em consideração o perfil das participantes, e, como analisa dados desde 1993, não é possível termos uma ideia sobre como era feito o acompanhamento médico dessas mulheres e a regularidade com que faziam os seus exames de ultrassom e mamografia”, revela.

Para o especialista, o ideal é que tanto as mulheres que fazem uso das próteses quanto as que não possuem realizem os exames de ultrassom e mamografia regulamente: “Esse acompanhamento é feito com o ginecologista, médico que deve recomendar quando devem começar a ser feitos os ultrassons de mama, que pode se desde cedo. Mas, a partir dos 40 anos, a mulher deve fazer a mamografia todo ano. Existem muitas mulheres que não fazem os exames adequados, com a periodicidade correta, e acabam comprometendo a sua saúde, descobrindo tardiamente possíveis tumores, por exemplo”, explica.

O médico também atenta para os avanços da tecnologia, que atuam a favor do diagnóstico, mesmo em mulheres que utilizam silicone nas mamas: “No caso das mulheres que têm próteses, a dificuldade na realização de exames é um mito, pois os radiologistas estão muito mais habituados a analisar essas pacientes e o know-how desses profissionais, hoje, é muito maior do que antigamente. Os equipamentos estão muito mais avançados, e proporcionam uma precisão maior nos exames. Quando há dúvida, é feita uma ressonância magnética, o que garante uma investigação mais detalhada”, afirma.

Pacientes que já possuem histórico familiar são casos especiais – quanto mais diretos forem esses parentes (como mãe, irmã e tias), maiores são as chances da mulher desenvolver a doença: “Nessas situações, é fundamental que a paciente seja avaliada com cuidado pelo mastologista e pelo cirurgião plástico para uma maior eficácia no procedimento”, finaliza o Dr. Wagner.

www.plasticamontenegro.com.br

 

Fonte: www.ageimagem.com.br

Fonte foto: http://blog.novaforma.com.br/wp-content/uploads/2013/06/autoexame.jpg

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