Peelings químicos e fototipos cutâneos

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Os peelings químicos são muito utilizados na estética e costumam trazer inúmeros benefícios como afinamento do tecido epitelial, diminuição da coesão dos corneócitos, renovação celular, atuando assim em discromias pigmentares, fotoenvelhecimento, acne e cicatrizes superficiais.
Para ser realizado de forma segura pelo profissional de estética, dentre vários aspectos que devem ser observados, gostaria de salientar dois fatores:  a análise do fototipo cutâneo de acordo com a classificação de Fitzpatrick e a utilização e reaplicação diária do filtro solar por parte do cliente.
Thomaz Fitzpatrick, criou em 1976 uma escala de caracterização da pele quanto sua coloração, sensibilidade e reação à exposição solar. Desde então, esta classificação tem sido muito utilizada por profissionais de estética, principalmente em procedimentos como laser e peeling, conforme abaixo:

I – Branca – Sempre queima – Nunca bronzeia – Muito sensível ao Sol
II – Branca – Sempre queima – Bronzeia muito pouco – Sensível ao Sol
III – Morena clara – Queima (moderadamente)– Bronzeia (moderadamente) – Sensibilidade normal ao Sol
IV – Morena moderada – Queima (pouco) – Sempre bronzeia – Sensibilidade normal ao Sol
V – Morena escura – Queima (raramente) – Sempre bronzeia – Pouco sensível ao Sol
VI – Negra – Nunca queima – Totalmente pigmentada – Insensível ao Sol

Através do fototipo cutâneo, o esteticista poderá eleger o ácido que melhor se adequa ao seu cliente. No caso de pessoas com fototipos altos, uma boa sugestão seria a utilização do ácido mandélico. Este alfahidroxiácido derivado dos extratos das amêndoas amargas, apresenta um alto peso molecular quando comparado aos outros AHA´s, o que o torna mais seguro, minimizando riscos de hiperpigmentações e efeitos indesejados. Logo é um ácido mais indicado para aplicar em peles morena e negra. Lembrando que esses tipos de pele também necessitam de filtro solar, mesmo apresentando uma grande proteção natural devido a maior quantidade de melanina.

Quanto mais alto for o fototipo cutâneo, maior a probabilidade de hiperpigmentação pós-peeling, porém isso não quer dizer que outros tipos de pele não mereçam cuidados especiais. Pessoas de pele muito clara também necessitam de atenção no que se refere a escolha criteriosa de um ácido. O ácido glicólico pode ser uma boa opção para elas. Derivado da cana de açúcar, apresenta um menor peso molecular do que o ácido mandélico, penetrando de forma mais rápida na pele. Seus efeitos são excelentes, porém assim como todos os ácidos, convém ressaltar que deve ser realizado de forma responsável, cuidadosa e mediante uma anamnese e avaliação prévia.

O filtro solar para pessoas com fototipos mais baixos é fundamental e a atenção deve ser redobrada pois por apresentar menor quantidade de melanina, é muito mais sensível e vulnerável ao fotoenvelhecimento e queimaduras solares. Além do conhecimento em relação ao  fototipo , ao   filtro solar e a vários outros  fatores, deve-se utilizar um ácido com concentração de até 10% e pH igual ou maior a 3,5, de acordo com as normas estabelecidas pela Anvisa para uso estético. Utilizar o ácido com responsabilidade e conhecimento, sem dúvida contribuirá para resultados muito mais positivos.

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