Os 5 pilares básicos para promover a reestruturação da pele hipercrômica

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Olá, pessoal! Como prometi no meu primeiro artigo, desta vez vou abordar a restauração da pele hipercrômica. As hipercromias são um tipo de discromia, caracterizadas por serem regiões de pele mais escuras do que o fototipo do indivíduo. Representam grande volume de queixa dentre os clientes que procuram tratamento estético, principalmente dentre as mulheres. Há vários tipos de hipercromias, sendo as mais comuns o melasma, efélides, pós-inflamatórias e melanoses solares.

Geralmente o cliente que possui uma hipercromia encontra-se bastante incomodado com a situação e deseja rapidez no tratamento da mesma. Porém, precisamos explicar de maneira clara que não é tarefa simples reverter uma condição hipercrômica da pele. Primeiro, porque há vários fatores que podem estar envolvidos (quase sempre combinados) na formação das hipercromias, como predisposição genética, distúrbios hormonais, estresse, exposição à radiação solar sem proteção, utilização de cosméticos, perfumes e até mesmo procedimentos estéticos mal sucedidos. Segundo, porque uma pele hipercrômica é um tecido em total desequilíbrio. Terceiro, porque cada indivíduo possui características únicas e, formular um tratamento adequado para cada um exige tempo, dedicação e muito estudo.

Então, não adianta somente “atacar” uma região hipercrômica com peelings profundos e despigmentantes esperando que o tecido reaja de maneira mágica. Há uma enorme necessidade em devolver equilíbrio e saúde para este tecido, de forma que suas células tenham condições de trabalhar novamente em harmonia. Mas como fazer isso?

Precisamos lembrar que a pele é um órgão e antes de escolher um equipamento ou técnica, é primordial que saibamos profundamente os seus mecanismos fisiológicos. No caso das hipercromias, precisamos compreender a função da melanina, quais são os gatilhos intrínsecos e extrínsecos que disparam sua síntese, como e onde ocorre esta síntese (melanogênese) e o que podemos fazer para diminuí-la.

É crescente o número de clientes que chegam até meu consultório com queixas de já terem passado por diversos profissionais, já terem se submetido a diversos tipos de tratamentos, já terem utilizado diversos produtos sem obter resultados satisfatórios. Ou até mesmo relatos de terem sofrido o famoso “efeito rebote”, ou seja, inicialmente obtiveram melhora e posteriormente a hipercromia retornou ainda pior.

Analisando as características histológicas de um tecido hipercrômico, torna-se óbvio que é preciso reverter o processo em sua origem, não somente utilizar métodos paliativos. Então, vamos conhecer os cinco pilares básicos para promover a reestruturação da pele hipercrômica?

  1. Proteger corretamente a pele da radiação (UVB e UVA);
  2. Hidratar;
  3. Devolver nutrientes;
  4. Estimular a síntese de substâncias;
  5. Fortalecer o sistema imunológico.

Quer saber como fazer para conseguir realizar cada um destes passos com segurança e eficácia? Então fique atento(a) ao meu próximo artigo e até breve!

Referências

H. Young Kang, J.-P. Ortonne. Melasma Update. Actas Dermosifiliogr.100:Supl. 2:110-3, 2009.

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L. D. B. Miot, H. A. Miot, M. G. Silva, M. E. A. Marques. Estudo comparativo morfofuncional de melanócitos em lesões de melasma. An Bras Dermatol. 82(6):529-34, 2007.

Liangchun Wang, Stephen C. Jameson, Kristin A. Hogquist. Epidermal Langerhans cells are not required for UV induced Immunosuppression. J Immunol. Author manuscript; available in PMC 2010 August 13.

Salmon JK, Armstrong CA, Ansel JC: The skin as an immune organ. West j Med 1994; 160:146-152).

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