O modo correto de manusear os cosméticos

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Os cosméticos têm papel fundamental nos tratamentos estéticos e o correto manuseio é fundamental, pois ajuda na conservação dos produtos. A primeira medida de segurança começa na compra do cosmético, quando se deve observar na embalagem a data de validade, o número do lote, a resolução e o seu registro junto ao Ministério da Saúde, informações exigidas pela Anvisa e que representam uma garantia para o consumidor. Passada essa etapa, é hora de atentar-se à armazenagem, seja na clínica de estética onde a cliente vai realizar seu tratamento, seja em casa, onde utilizará o produto para manutenção e potencialização dos resultados. Nesse caso, a primeira dica é de se guardar os cosméticos em locais protegidos da incidência da luz excessiva e que não estejam sujeitos a variações bruscas de temperatura, o que contribui para a sua maior durabilidade.

Outra recomendação para garantir a integridade do cosmético, refere-se ao uso de utensílios devidamente desinfetados e esterilizados para o manuseio dos produtos por parte do profissional de estética que realizará o protocolo, além do uso de descartáveis, durante a aplicação dos produtos. Aqui entra em cena a biossegurança, que abrange desde essa desinfecção e esterilização dos acessórios, assepsia das mãos, passando também pelo descarte correto de resíduos e utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s – entre eles luvas, óculos, touca, máscara e jaleco) que, contribuem para reduzir os processos de contaminação dos cosméticos no momento de sua utilização.

O profissional de estética nunca deve deixar as embalagens abertas por muito tempo, pois isso aumenta as chances de contaminação do cosmético por micro-organismos presentes no ambiente, dica que vale também para o consumidor que utiliza um cosmético em casa. Por isso, quando o produto não oferecer por exemplo a válvula de dosagem, o ideal é separar em outro recipiente apenas a quantidade que será utilizada para aquela aplicação.

Antes de retirar o produto do frasco original, com o auxílio de espátula descartável, é preciso observar a extensão da área a ser tratada para avaliar o quanto de produto será necessário, evitando assim o desperdício, lembrando que em caso de transferência do produto para uma cubeta, ela deverá estar devidamente desinfetada. Mas, em caso de sobra, o descarte no lixo é a opção mais adequada. O produto não deve ser devolvido à embalagem original, evitando possível contaminação que pode acarretar na alteração das propriedades do produto, bem como interferir na segurança de uso, já que o cosmético contaminado oferece mais riscos de alergias e de outras reações indesejadas na pele.

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Isabel Piatti
Isabel Piatti é Profissional Aisthesis. Técnica em Estética. Graduada em Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal. Palestrante Congressos de Estética e Cosmetologia nacionais e internacionais. Diretora de Treinamentos e Coordenadora do Departamento de P&D da Buona Vita Cosméticos. Colaboradora técnica de revistas e sites da área de Beleza e Estética. Autora dos Livros “Biossegurança Estética & Imagem Pessoal” e “Gestantes – Cuidados Estéticos Durante a Gravidez”. Possui especialização em Escolas de Estética e Terapias Alternativas na Europa.

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