O Marketing, a crise e os negócios na estética

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Em tempos de crise, o primeiro pensamento de muitos empresários na área da estética é cortar ou reduzir os investimentos com marketing. Você é um deles? Isso acontece frequentemente, pois as empresas, principalmente no Brasil, sustentam alguns enganos clássicos no que diz respeito à atividade do marketing. Vamos desmistificá-los para que a sua clínica ou centro estético não cometa estes mesmos erros.

O primeiro destes enganos é que “o marketing não gera resultado direto e tangível”. Se o marketing não for pensado de forma estratégica, não terá resultado nenhum. Para elucidarmos esta questão, devemos antes entender o que é esta tal “estratégia”. Estratégia é um conceito que vem da “arte da guerra” e, neste contexto, é utilizado para traçar um conjunto de táticas para se chegar a um determinado objetivo. Ex: Não adianta nada entregar folhetos no semáforo todas as manhãs se o seu público-alvo não passa por aquela rua, naquele horário e, se a oferta daquele folheto não comunica a sua proposta de valor. Para se traçar uma estratégia, devemos, antes, ter um objetivo: questione-se o motivo do investimento em marketing. Mas cuidado com objetivos muito amplos, como “quero trazer mais clientes”. Seja mais preciso neste momento e trace objetivos mais específicos, como “promover e divulgar os tratamentos faciais que ofereço em minha clínica ou centro estético”, ou mesmo “focar na venda de tratamentos mais baratos durante o período de crise”. Objetivos mais específicos te ajudarão a traçar ações também mais específicas.

Outro engano clássico é que “o marketing é despesa”. Se não o enxergarmos como investimento, realmente ele não passará de dinheiro jogado fora. Sempre que pensamos em investimento, pensamos em um retorno para este investimento. Isto significa mensurar os resultados financeiros de cada centavo investido nas ações de marketing. Pergunte sempre para cada cliente que entrar em contato com a sua clínica ou centro estético o que o trouxe até você. Ele irá te responder se ele te viu naquela revista que você anunciou, ou através do Google, ou se foi alguém que o indicou. Desta forma, você direciona mais esforços para as ações que estiverem trazendo mais resultados e elimina as que não surtirem efeito.

O mais grave destes enganos diz ao empresário que “o marketing é área de apoio”. O marketing é justamente a atividade que traz e mantém clientes para o nosso negócio, então ele deve ser encarado como uma atividade vital para a empresa! O que devemos ter em mente é que se cortarmos a verba de marketing, estamos automaticamente cortando a forma como os clientes chegam até nós e compram nossos serviços.

Isso não significa, essencialmente, que temos que investir mais dinheiro num momento de crise econômica, mas podemos otimizar as ações, investindo menos dinheiro e mais esforços, como:

  • Promover melhorias no atendimento e proporcionar um momento agradável ao cliente.
  • Melhorar a experiência do seu cliente, investindo na decoração do ambiente e oferecendo um chá aromático, por exemplo.
  • Oferecer tratamentos e pacotes multidisciplinares que agregam mais confiabilidade aos resultados.
  • Ampliar a atuação nas mídias digitais, como o Facebook e o Instagram.
  • Não desperdiçar oportunidades de venda, facilitando sempre o contato e o agendamento.

Se o marketing te ajuda a entender o seu cliente e a promover uma oferta interessante para ele, é importante sabermos que, num momento de crise, a aquisição de um serviço envolve maior risco de compra: o cliente pensa mais antes de comprar e somente adquire o serviço que, para ele, tem mais garantia de resultado. Se você já tem clientes fidelizados, de fato, a crise te afetará menos.

Pensar o marketing estrategicamente também te ajuda a detectar oportunidades num momento de crise e, muitas vezes, as oportunidades surgem dos erros cometidos pelos concorrentes quando eles cortam a verba de marketing!

Fonte imagem: http://bit.ly/1L3d7uI

 

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