Nutricosméticos e radiofrequência: uma associação perfeita!

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A combinação de tratamentos externos e procedimentos locais não invasivos são reforçados pela utilização de substâncias que garantem uma melhor qualidade do tecido conjuntivo e aperfeiçoam os fatores reparadores intrínsecos.

No processo de aparecimento de rugas estão envolvidas várias alterações morfológicas que podem afetar a qualidade da pele. O excesso de movimento de músculos faciais ou ptose e flacidez dos mesmos podem agir de diferentes maneiras na face provocando seu envelhecimento.  Saber escolher o melhor tratamento e organizar os protocolos de maneira objetiva e eficaz tem sido o grande desafio dos profissionais que se dedicam a esta área.

A base para o rejuvenescimento esta na produção de novas fibras colágenas e melhora da estrutura daqueles que já possuímos. Os tratamentos tópicos podem não apresentar a eficácia esperada quando pensamos nestes objetivos, pois alcançar as fibras colágenas ou produzir novas fibras depende de muitos outros fatores (1).

A ideia de aumentar a produção ou síntese de colágeno baseia-se na associação de determinadas substancias oral aos tratamentos tópicos e de agentes físicos, proporcionando nutrientes elementares para a produção desta proteína. Faz-se necessário investigar uma forma eficiente de aumentar a quantidade de colágeno na pele, reduzindo assim o envelhecimento e o aparecimento de rugas (2).

A teoria de que o colágeno ingerido em doses elevadas estimula a tonificação da pele já foi derrubada, pois sabemos que se trata de uma proteína grande e de difícil absorção. Desde o surgimento do colágeno hidrolisado, as perspectivas desta ação se modificaram para melhor e sua ação combinada com vitamina C e outras substancias já demonstram resultados em estudos científicos quanto ao estimulo de colágeno e melhora de sua estrutura. A adição de colágeno em culturas de células de fibroblastos demonstrou um aumento de sua síntese substancialmente independente de outras proteínas, encorajando a busca por estes mesmos efeitos “in vivo” (3).

Além disso, existe evidência substancial de que a mucosa intestinal é capaz de incorporar na corrente sanguínea di-peptídeos, tripéptidos e, por vezes, até mesmo proteínas de baixo peso molecular, através de vários mecanismos fisiológicos. No entanto, este mecanismo é ineficiente em alguns casos, pois se estima que apenas um percentual inferior a 10% das fracções de peptídeos atingem este propósito, o restante tende a ser completamente reduzido aos seus aminoácidos constituintes, na mesma mucosa intestinal (4).

Com base nesses preceitos e graças a isso o colágeno hidrolisado é completamente seguro e livre da toxicidade (5). Alguns estudos recomendam doses de colágeno hidrolisado, sendo determinada como a dose ideal 10gr/dia (4). Nesta dose, aparentemente, obtém-se os benefícios da estimulação dos fibroblastos, síntese e a contribuição de aminoácidos básicos para ressíntese de colágeno.

Baseado em todos estes estudos e cientes de que o uso da radiofrequência incrementa a síntese de colágeno e também modifica sua estrutura, melhorando a tonicidade da fibra (6), conclui-se que a associação da nutricosmetica e de agentes físicos no tratamento do envelhecimento da pele, prevenindo sua flacidez, pode ser considerada a descoberta da “fonte da juventude”.

Referências Bibliográficas:

1.    Anderson, Laurence. 2006. Looking Good, the Australian guide to skin care, cosmetic medicine and cosmetic surgery. AMPCo. Sydney. ISBN 0-85557-044-X.

2.    Oesser S, Seifert J. Stimulation of type II collagen biosynthesis and secretion in bovine chondrocytes cultured with degraded collagen. Cell Tissue Res. 2003 Mar;311(3):393-399.

3.    Soltero R. Oral Protein and Peptide Drug Delivery. :189-200.

4.    Moskowitz RW. Role of collagen hydrolysate in bone and joint disease. Semin. Arthritis Rheum. 2000 Oct;30(2):87-99.

5.    Crowley DC, Lau FC, Sharma P, Evans M, Guthrie N, Bagchi M, et al. Safety and efficacy of undenatured type II collagen in the treatment of osteoarthritis of the knee: a clinical trial. Int J Med Sci. 2009;6(6):312-321.

6-   Meyer, P. F. et al. Avaliação dos efeitos da radiofrequência no tecido conjuntivo. RBM. Revista Brasileira de Medicina. 2011, 68:10-25.

Artigo escrito com a colaboração do Dr. Sebastian Casenave, Argentina.

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