Nutricosméticos, as “Pílulas da beleza”

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As proteínas, vitaminas e outros ingredientes de origem botânica têm sido motivo de atenção de diversos profissionais, a fim de se avaliar na prática clínica em seus consultórios, os efeitos antirrugas, anticelulite ou clareadores da pele combinados aos procedimentos eletrotermofototerapêuticos.

Em nossa rotina diária alimentar, buscamos vários alimentos convencionais, na tentativa de melhorar a qualidade de vida e diminuir a incidência de doenças ligadas à padrões de uma alimentação desequilibrada. Os alimentos capazes de suprirem as necessidades nutricionais básicas do organismo ao mesmo tempo que trazem propriedades benéficas aos sistemas fisiológicos e ainda, nos previnem das doenças, são denominados alimentos funcionais.

Por outro lado, os nutrientes quando são isolados e oferecidos nas formas de apresentação de suplementos dietéticos, produtos herbais, alimentos processados tais  como, cereais, sopas e bebidas, ou até na forma de cápsulas, são classificados como nutracêuticos. O nutracêutico é um alimento ou parte de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença. Sua origem vem da união de interesses firmadas pelas indústrias de medicamentos e de alimentos.

Mais recentemente, a  indústria cosmética se fundiu com a alimentar e iniciou-se a comercialização de produtos para a administração oral, formulados e comercializados especificamente para propósitos de beleza, denominado nutricosméticos. Esse conceito surgiu da necessidade de nutrir internamente a pele, o que nem sempre pode ser feito pelos cremes de forma tópica.

Nutricosméticos geralmente abordam três áreas específicas de atuação:

1) Pele: Reparo e prevenção: Proteção solar; Firmeza; Pigmentação; Clareamento; Emagrecimento; Celulite,  etc…

2) Cabelo: Crescimento; Restauração;Nutrição; Volume

3) Unhas: Fortalecimento

São apresentados sob a forma de flaconetes, cápsulas, comprimidos ou sachês. Possuem venda livre em farmácias, perfumarias e lojas especializadas, sem necessidade alguma de prescrição.

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Figura 1: Fusão dos diferentes setores industriais e seus produtos

É válido salientar que os nutricosméticos não possuem uma legislação específica que os regulam. A indefinição ocorre porque o nutricosmético não pode ser considerado um cosmético e tão pouco um alimento.

Infelizmente, por ser uma tendência mundial muito recente, são poucos os estudos científicos de evidência clínica publicados. A grande maioria dos resultados apresentados, são considerados por especialistas tendenciosos, pois são resultados apresentados pelo próprio fabricante.

Por esta razão, é necessário o consumidor estar atento à composição das formulações e na dúvida, solicitar orientação de um profissional para o esclarecimento do real benefício do consumo. É importante sempre dar preferência aos fabricantes mais renomados, isto é, consolidados no mercado e com tradição em pesquisas científicas.

A seleção adequada de um nutricosmético efetivo, pode ser uma boa ferramenta coadjuvante aos tratamentos estéticos, na busca da potencialização dos resultados.

Referências:

ANUNCIATO, T.P. Nutricosméticos. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Ribeirão Preto, 2011.

DEFELICE, S. L.; The nutraceutical revolution: its impact on food industry R&D. Trends in Food Science & Technology, v. 6, p. 59-61, 1995.

DUREJA, H. et al. Cosmeceuticals: An emerging concept. Indian Journal of Pharmacology, v. 37, n. 3,  p. 155-159, 2005.

MELLAGE, C. Nutricosmetics, decoding the convergence of beauty and healthcare. In Cosmetics, Amsterdam, 2008.

ROBERFROID, M. Functional food concept and its application to prebiotics. Digestive and Liver Disease. v. 34, Suppl. 2, p. 105-10, 2002.

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