Nosso papel: reabilitar a pele danificada

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Quinze anos de experiência atuando na recuperação da pele danificada , serviram como experiência para escrever sobre este assunto principalmente pela escassa literatura disponível sobre este tema .

Entendendo a pele como o órgão maior e que recobre todo o corpo humano, e que qualquer reação aparente está relacionada com alterações internas do organismo e entendendo ainda que em apenas milímetros de espessura entre derme e epiderme podemos ter enormes alterações, devemos ter em mente que uma terapêutica regeneradora seria muito oportuna.

Portanto o objetivo do presente texto é oferecer conhecimento á partir de nossa conduta baseada na evidencia clínica abordando sugestões de protocolos de tratamentos, de prevenção e de recuperação de possíveis complicações.

Vamos inicialmente aqui abordar um dos recursos que podemos utilizar para esta função com muito sucesso, entre outros claro, que iremos citar em outras oportunidades.

A utilização da luz dos Leds vem de encontro á uma nova perspectiva de atuação sobre a pele, fugindo completamente de todos os tratamentos agressivos utilizados no mercado e oferecendo a reparação ideal para pele sofrida pelo excesso condutas mal elaboradas.

Cada vez mais a área da saúde tem buscado técnicas menos invasivas para auxiliar o organismo a se autorrecuperar diminuindo o uso de medicamentos e acelerando processos de melhora. O uso de fontes luminosas tem sido cada vez mais pesquisado na área da saúde com objetivo de resultar benefícios para os pacientes. Cada vez mais  pesquisas têm comprovado que a terapia com o uso dos Leds pode promover resultados de bioestimulação celular semelhantes aos Lasers.

Poderíamos considerar o Led uma evolução da fototerapia por ser uma técnica fototerapêutica não indolor, não térmica, não ablativa e menos invasiva; não promovendo dano à pele; não necessitando de tempo de recuperação; não tendo restrição quanto ao tipo de pele podendo ser aplicada em qualquer Fitzpatrick , em qualquer idade e ainda podendo ser usado em qualquer época do ano.

Sabemos que a coerência é uma propriedade da luz do laser que, ao penetrar no tecido, perde sua energia nos primeiros extratos da pele devido á grande variedade de estruturas celulares que  a compõem . Apesar do Led ser um laser não coerente, esta penetração ainda assim é absorvida pelas células através de fotorreceptores celulares alterando seu metabolismo através da estimulação luminosa.

Podemos tratar as disfunções dermato-estéticas da pele através de seus cromóforos e sua reação à aplicação da ledterapia atuando como uma forma preventiva, curadora e recuperadora da pele danificada.

Em nossa experiência no consultório  de fisioterapia dermatofuncional , onde o uso de drogas ainda não é recomendado , temos baseado a utilização da fototerapia não colimada (Leds) , com a intenção de aproveitar seu efeito recuperador e antioxidante. Segundo Scotti(2007), ser antioxidante é ter a característica de diminuir ou bloquear as reações de oxidação induzidas pelos radicais livres. Naturalmente, nosso organismo possui substâncias que têm por objetivo estabelecer um equilíbrio harmônico entre a presença das moléculas oxidantes, antioxidantes e a pele. Esta última, por sua área extensa e função protetora do organismo ao meio, fica muito exposta ao ataque radicalar , sendo a defesa antioxidante constantemente requisitada. Desta forma, é preocupação constante prevenir e atenuar os danos produzidos ao tecido cutâneo por meio da busca e do estudo de recursos antioxidantes eficazes.

De acordo com Lagan et al.,2009, a terapia com luz traz vários benefícios como fotobiomodulação, sendo decorrentes da energia luminosa por fotorreceptores biológicos(cromóforos), que são capazes de modular as atividades bioquímica  e fisiológica das células fazendo um papel antioxidante e recuperador da pele. Abaixo algumas das várias patologias onde o Led tem otimizado resultados sem reações indesejáveis.

Na acne: os Leds são considerados altamente eficazes para aumentar as atividades celulares por meio da fotobiomodulação mitocondrial (luz vermelha), bem como para provocar a destruição fotodinâmica do o P. Acnes (luz azul). Segundo Agne(2009), alternando a luz  no espectro vermelho(633 a 670nm) e azul(415nm) em poucas séries de estimulações, já se obtém resultados promissores no tratamento da acne leve a grave É contraindicação absoluta aplicar este protocolo de tratamento coadjuvante ao  uso da isotretinoína oral (Roacutan).

No melasma: Distúrbios de hiperpigmentação, como o melasma, representam um desafio significativo no tratamento da maioria pacientes. Comprimentos de onda de LED de 830, 850 e 940 nm inibibem a produção de tirosinase nos melanócitos e inibem a melanogênese. Portanto, estes comprimentos de onda de LED,  podem ser úteis ferramentas terapêuticas na recuperação da pele hiperpigmentada.

Na alopecia: Usando luzes vermelha com 655nm e infravermelha de 780nm, podemos ter um aumento na densidade dos cabelos em até 3 meses de uso, com aumento da relação anágeno/telógeno, e aumento da espessura da haste pilosa.

Na hipo ou hipercromia pós laser em epilação: Na literatura não se verificam relatos de hipo-cromia (manchas brancas) ou hipercromias (manchas escuras) de caráter permanente pós-laser, mas na experiência prática em alguns casos podem ocorrer discromias (manchas) temporárias e/ou irreversíveis. Tais intercorrências podem ser eliminadas ou amenizadas com o uso dos leds exatamente por não serem agressivos por sua energia mais dissipada.

Podemos ainda atuar em várias outras patologias como a rosácea, cicatrização, psoríase entre outros apontando que o uso da luz do Led, tem se mostrado um recurso importante no consultório do profissional que trabalha com afecções da pele e tratamentos estéticos.

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