“Não tenho roupa!”

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Quem nunca abriu as portas do armário, revirou as gavetas, bagunçou os cabides, encarou por alguns minutos a zona produzida e chegou à conclusão de que não havia o que vestir? E, o pior, mais de uma vez? Mas a realidade é que, para a grande maioria, isto está longe de ser verdade. E geralmente acontece por uma simples razão: os acervos são subutilizados!

Ouvi uma frase numa palestra uma vez, que dizia que quem quer ser interessante tem que estar interessado e é bem por aí. Não basta apenas comprar boas peças, tem que fazer render. E não só pensando em estilo, mas também por uma questão financeira. Infelizmente dinheiro não nasce em árvore, as roupas estão cada vez mais caras e existem muitas outras prioridades na vida para se investir.

Também se engana quem pensa que comprar mais roupas solucionará o problema. Soa contraditório, mas na prática, quanto mais se tem menos se usa. Isso acontece na maior parte das vezes por falta de visibilidade. O que está na frente, de fácil acesso, é utilizado, mas o que fica no fundo da gaveta não. Outra razão é valer-se sempre das mesmas combinações, seja por preguiça, falta de tempo, criatividade ou inércia mesmo (e nesse caso vale aquela máxima do parágrafo anterior…).

Um guarda-roupa funcional, à prova de “não tenho roupa”, é aquele composto por um acervo conciso e coeso, com uma mistura de itens básicos e de personalidade, que traduzem seu estilo pessoal e de vida, em itens que possibilitem pelo menos 3 produções diferentes, para temperaturas e/ou ocasiões diversas.

Quer exercitar? Pois então tire um dia para revisitar seu armário, separar algumas peças e fotografar novas coordenações com cada uma delas. Se faltar inspiração, tire mais um tempinho para uma pesquisa de referências interessantes, na internet ou revistas. Fazer render exige disposição e dedicação, mas o processo é uma delícia e os resultados eficazes.

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