Misturar máscaras, pode?

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casmara mascara

Pense bem: se você está  por dentro das novidades do mundo da beleza, em algum momento já viu por aí uma selfie (com uma celebridade talvez) de alguém com várias máscaras diferentes na face.
Mas será que funciona? Para a cosmetóloga Nancy Viveiros, é preciso estar atento a detalhes importantíssimos: “Primeiramente, devemos considerar as possibilidades de “incompatibilidade química”, que pode ocorrer caso essas mesclas de máscaras sejam adotadas de maneira insensata. Muitos profissionais tem como hábito procurar previamente por dicas em vídeos, blogs e sites e muitas vezes essas dicas não são científicas e sim baseadas em relatos de consumidor final. Por conta disso, exercem práticas equivocadas em seus clientes e se esquecem que um protocolo de mistura de máscaras bem sucedido em alguns indivíduos pode ser catastróficos em outros”, alerta.

Segundo a especialista, “para garantir o sucesso em protocolos onde mais máscaras são misturadas, o profissional deverá buscar a informação com a empresa que desenvolveu o produto e os seus departamentos técnicos e de Pesquisa e Desenvolvimento. Caso a empresa não possua um protocolo de “misturas”, o profissional deverá apresentar um programa de protocolos com esse conceito em misturar máscaras para o representante da empresa, para haja o seu consentimento”.

Viveiros alerta ainda que esse processo é altamente necessário, pois somente os pesquisadores que desenvolveram essas máscaras poderão determinar se a mistura poderá causar incompatibilidades – na lista delas, uma simples sensibilidade dérmica ou mesmo quadros alérgicos.

Estar alinhado com a fabricante dos produtos também é importante quando há o uso de técnicas que facilitam a permeação dos ativos, como peelings que afinam a epiderme ou eletroterapia com microcorrentes. “Todas essas técnicas somente devem ser adotadas caso a empresa responsável pelo cosmético recomende esses recursos”, orienta Nancy, que também não aconselha ao profissional de estética utilizar linhas de empresas diferentes no mesmo protocolo. “Quando há a técnica de misturas de máscaras, é fundamental utilizar o conjunto de produtos da mesma fabricante, pois grande parte delas possui uma infinidade de produtos que vão desde máscaras para rugas, à outras para clarear, controlar oleosidade…”, complementa.

Por fim, compreender os ativos que existem em cada uma das máscaras utilizadas na mistura é essencial para o profissional de estética – atualmente, de acordo com Nancy, não existe uma única regra do que é bom para pele oleosa e pele seca, por exemplo. “Estamos vivendo um momento de inovação cosmecêutica, hoje existe a nanotecnologia, micromolecularização, encapsulamento, e os ativos estão sendo modificados. Sendo assim, o mais sensato é pesquisar o que as empresas possuem em relação aos ativos, não basta considerar própolis, melaleuca e ácido salicílico para pele oleosa ou ácido hialurônico para pele seca, devemos ir além”.

Fonte foto destaque: Google

Fonte foto texto: Google

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