Liderança feminina no mercado de trabalho

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Cada vez mais observo o papel das mulheres do século XXI no mercado de trabalho, se adequando de um jeito peculiar a medida em que o mundo foi mudando. Foram radicais ao decorrer dos anos. A mulher de antigamente, por exemplo, em nada se parece com a deste século e podemos observar essa transformação fazendo uma breve retrospectiva.

Na idade média, mulheres que adquiriam conhecimento sobre botânica e o usavam para criar chás medicinais foram acusadas por bruxaria e lançadas ás fogueiras para eliminar o “mal”. Da mesma época até uma nem tão distante, as famílias eram responsáveis por decidir com quem a mulher ia se casar com base no interesse financeiro, um absurdo, ainda maior se compararmos com hoje onde algumas mulheres simplesmente não querem se casar, mas podem escolher se querem ser mãe com a ajuda da tecnologia e ciência, e acreditem, podem até escolher o pai por uma ficha de triagem.

Durante séculos o papel da mulher resumiu-se, sobretudo, a sua função de mãe. Com a Revolução Industrial, muitas mulheres passaram a exercer função laboral, embora auferindo uma remuneração inferior a dos homens. Em protesto, algumas trabalhadoras fizeram greve para lutar pelos seus direitos mas ao entrar na fábrica em que trabalhavam para manifestar, foram trancadas em uma área que “acidentalmente” pegou fogo matando mais de 120 trabalhadoras. Este fato ocorreu no dia 08 de Março de 1857, dando origem ao “Dia das Mulheres”.

De volta ao século XXI, as mulheres, com suas características peculiares, tiveram a liberdade de se tornarem mais comunicativas e disponíveis ao contato social, podendo assim utilizar de sua inteligência, empatia e sensibilidade ao desejo do consumidor para estabelecer um bom relacionamento intrapessoal.

É fato que o mundo sofreu modificações, e, na minha opinião, quem melhor entendeu estas mudanças foram as mulheres modernas, que contornam, delegam e se adaptam em qualquer situação, fazendo com tamanha elegância que se torna natural. Trouxemos para o mundo inovação, força e a forma mais delicada de poder, além da nossa beleza incontestável.

A pouco tempo líderes tinham personalidade e traços marcantes que destacavam imponência, hoje, essas características ganham leveza, carisma e salto alto.

Posso citar o exemplo de uma das mulheres que fizeram a diferença mesmo em tempos difíceis, Marie Curie (1867-1934), física e química polonesa, ficou conhecida por suas contribuições sobre radioatividade, ganhou Nobel de física em 1903 e Nobel de química em 1911. Temos mulheres nas principais lideranças mundiais que comprovam que estamos ganhando respeito e espaço, Park Geun-hye, presidente da Coréia do Sul, Angela Merkel na Alemanha, Helle Thorning-Schmidt na Dinamarca e, entre outras, Dilma Rousseff (sem opiniões políticas) no Brasil.

Temos ainda um salário inferior se comparado ao do homem no mercado de trabalho, mas sob meu ponto de vista, essa situação está mudando, são incontáveis os números de mulheres melhor sucedidas que os homens.

Acredito que esse século é nosso, o mundo ganha mais beleza e delicadeza conosco no comando, de uma profissional executiva à dona de casa multifuncional. Digo ainda, que é um privilégio ser mulher, não pelo que se explica, mas pelo que se sente.

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