Investigando a Psoríase

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Vamos falar sobre a psoríase?
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas. A psoríase afeta cerca de 4% da população, tanto homens quanto mulheres. Normalmente, a doença aparece entre os 30 e 40 anos, mas, por questões genéticas, pode atingir menores de 15 anos. Não é transmissível, não causa dor, mas, pelo caráter inflamatório da pele, é cercada de transtornos aos seus portadores e por muito preconceito.
As áreas do corpo mais afetadas pela psoríase são o cotovelo, joelhos e couro cabeludo. Mas pode ocorrer de a doença se espalhar por toda a pele. Frequentemente as unhas também são atingidas. As articulações também podem ser afetadas, dando origem à artrite psoriática.

A psoríase é uma doença onde a parte imunológica está desequilibrada. Na região afetada há vasodilatação e também ocorre aceleração da queratinização produzindo uma escama grossa e aderente. Os motivos que causam a psoríase ainda não estão totalmente claros. Pesquisas científicas demonstram que pode ser uma doença hereditária ou desencadeada pelo stress emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta e alguns medicamentos. Geralmente, o indivíduo portador da doença é exigente, crítico e perfeccionista. O que se sabe é que, para o portador da psoríase, é como se o corpo todo ou parte dele resolvessem declarar guerra, fazendo com que as células se multiplicassem fora do normal.
A evolução da psoríase depende da sua forma clínica. Às vezes ela é inicialmente grave, com muitas placas; ou permanece leve, atingindo pequenas áreas do corpo. O ambiente é um fator que influencia no aparecimento ou desenvolvimento da doença. A indicação é que o paciente tenha uma alimentação equilibrada e saudável e evite o álcool – pois ele é um dos fatores que pioram a psoríase. O sol, sem exagero, pode melhorar as lesões. Já no período do inverno, a psoríase pode piorar.

A doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado.

O tratamento é realizado de modo individual e personalizado e será escolhido pelo dermatologista, que vai levar em conta os sintomas, a gravidade e o quanto a doença afeta a autoestima do paciente. O médico pode optar entre pomadas de corticoides, vitamina D, medicamentos biológicos ou tratamento com ultravioleta.
É importante evitar a automedicação, especialmente os corticoides, pois a pele pode viciar e não responder mais ao tratamento. Além disso, pode provocar estrias, o afinamento da pele, inchaço, descontrole da pressão e diabetes. Outros medicamentos quando usados sem prescrição médica, como o lítio, podem piorar as lesões.
A psoríase não causa dor, mas confere ao portador uma aparência desagradável da pele – o que muitas vezes faz com que o paciente seja vítima de preconceito e isolamento social. Por ainda ser bastante desconhecida, a psoríase tem grande impacto negativo na vida dos pacientes. O dermatologista tem muito mais sucesso no tratamento da doença, se o lado emocional do portador também for trabalhado.

Os portadores de psoríase, quando bem conduzidos e tratados, apresentam expressiva melhora. Muitos conseguem manter a psoríase sob controle, levando uma vida normal.

LEMBRE-SE! A psoríase não é uma doença contagiosa e, embora não tenha cura definitiva, pode ser controlada e estabilizada, de forma que o paciente tenha qualidade de vida. A consulta e o acompanhamento médico são fundamentais para o sucesso do tratamento, que exige disciplina, paciência e perseverança.

Fonte: Denise Steiner
Fonte foto destaque: http://bit.ly/1MeEOzg

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