Hipercromia pós inflamatória

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Quando falamos de hipercromias, lembramos logo do melasma e  efélides mas tem um tipo de hiperpigmentação comum e que tem levado muitas pessoas a centros e clínicas  de estética em busca de seu tratamento: a hipercromias pós inflamatória ou Hiperpigmenatação pós-inflamatória (HIP) .Essas manchas (discromias) são sequelas de algum estímulo ou processo inflamatório, são adquiridas após uma injúria cutânea,  como por exemplo acne,  picada de insetos, reações alérgicas, infecção bacteriana, queimaduras. Porém podem surgir também após determinado procedimento estético como peeling, laser, luz intensa pulsada e procedimentos ablativos.

Sabe-se que os melanócitos são células sensíveis à comunicação inflamatória.Quando o organismo detecta uma inflamação ,ele  sinaliza liberando  mediadores pró inflamatório como a Endotelina-1 mesmo antes do processo da melanogênese ocorrer. Além disso vai haver também  um estímulo maior das enzimas envolvidas no processo da melanogênese, fazendo com que haja maior produção de melanina naquela região.
Algumas pessoas apresentam maior tendência a esse tipo de discromia por isso é imprescindível que o profissional de Estética, além de realizar anamnese avalie a pele do seu cliente  e observe se realmente há ali uma predisposição. Caso positivo, deve-se tomar o máximo de cuidado quanto a procedimentos que possam causar uma inflamação e evitar procedimentos mais agressivos.

Até mesmo em uma extração mal sucedida durante a  limpeza de pele, utilizando unha ou força demasiada, pode resultar em uma lesão e consequentemente mancha naquela região onde se foi extraído o comedão.
Todos os fototipos cutâneos podem apresentar  HIP, mas quanto mais alto for o fototipo, quanto maior a propensão a desenvolve-la. Pessoas de pele morenas e negras apresentam mais facilidade.
O tratamento consiste principalmente no uso de despigmentantes que poderão agir em diversas etapas da melanogênese, por exemplo:

Inibindo a biossíntese da enzima tirosinase, responsável pela conversão da tirosina em dopa, dopaquinona e após várias transformações metabólicas, em melanina; diminuindo a atividade funcional dos melanócitos e a migração dos melanossomas e dos grânulos de melanina para os queratinócitos.
Além disso é necessário o uso constante do filtro solar e a manutenção com produtos home care indicados pelo profissional.

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