Estudo da Eletrolipoforese na HLDG

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A denominação mais correta para designar “celulite” é “hidrolipodistrofia ginóide”, por ser um termo científico que etimologicamente significa: hidro, de água; lipo, relativo à gordura; distrofia, desordem nas trocas metabólicas do tecido; e ginóide significa forma de mulher. O tecido apresenta degeneração das fibras elásticas, proliferação de fibras colagênicas, hipertrofia dos adipócitos e edema.

A eletrolipoforese, também conhecida como eletrolipólise, é uma técnica que consiste na aplicação da corrente elétrica bidirecional com pulsos de baixa frequência, por volta de 25Hz, por intermédio de agulhas ou por meio de eletrodos aplicadas diretamente na pele. Os objetivos terapêuticos desta corrente são de aumentar a atividade celular, promover a lipólise dos tecidos, aumentar a circulação sanguínea e linfática, otimizando o metabolismo, colaborando com a melhora das alterações fisiopatológicas da HLDG.

A estimulação elétrica por eletrolipoforese atua no organismo provocando mudanças fisiológicas nas células adiposas, com incremento do fluxo sanguíneo, aumento do metabolismo auxiliando no gasto calórico. Essas mudanças fisiológicas no organismo ocorrem devido aos efeitos: Joule que pelo trabalho produz calor, estimulando o metabolismo celular local, facilitando a queima de calorias; efeito eletrolítico pela geração de um campo elétrico induzindo o movimento iônico e modificando a polaridade da membrana celular, o que faz aumenta o consumo de energia pela célula; efeito circulatório pelo aumento da temperatura ocorre uma vasodilatação, ativando a microcirculação, o que favorece a drenagem linfática e sanguínea local; efeito neuro-hormonal no qual ocorre uma estimulação artificial (elétrica), que estimula o sistema nervoso simpático a liberar catecolaminas que ativam os receptores lipolíticos (beta-adrenérgicos) a promoverem a lipólise.

O estudo foi realizado com 10 voluntárias, do sexo feminino, com idade entre 18 a 35 anos, que possuíam HLDG grau II do tipo compacta, não fumantes, não gestantes, sedentárias, que utilizam métodos contraceptivos hormonais, e que não estivessem fazendo dieta alimentar. Foram excluídas as voluntárias fumantes, gestantes, não sedentárias, que estivessem fazendo dieta, sem utilização de contraceptivos hormonais, mulheres acima de 35 anos, portadoras de marcapasso, epilepsia, neoplasias, lesões de pele, trombose, processos infecciosos, sobre a pele anestésica.

O estudo foi comparativo onde todas as voluntárias receberam10 sessões de tratamento, com frequência de 2 vezes por semana,  na região glútea. O protocolo envolvia higienização, esfoliação na região glútea, seguido da aplicação do equipamento de eletrolipoforese por 40 minutos, na frequência de 25 Hz com intensidade variável dependendo da sensibilidade de cada voluntária. A avaliação dos resultados foi realizada através de um questionário de satisfação, perimetria do quadril e coxas e bioimpedância (onde observou a proporção de aumento e/ou redução de massa magra e massa gorda).

Em relação à pesquisa de satisfação, foi considerado o aspecto, depressões da HLDG e o contorno corporal. Os resultados foram positivos na visão das voluntárias participantes, onde relataram melhora de 43,27% no aspecto da HLDG; 52,53%  nas depressões e 33,75% e no contorno corporal. (gráfico 1)

Na perimetria, houve uma redução pouco significativa na região do quadril (0,44%). Já na bioimpedância, foi observado dois comportamentos distintos: um grupo (1), que representou 75% das voluntárias, tiveram resultados positivos com a redução da massa gorda e aumento da massa magra e o outro grupo (2), 25% das voluntárias, tiveram o aumento da massa gorda e redução da massa magra. (gráfico 2 e 3)

Os 75% de resultados positivos na bioimpedância do grupo 1, foi justificado através do estímulo de lipólise através da aplicação da eletrolipoforese (redução da massa gorda), além de aumentar a massa magra, justificada através da capacidade da corrente alternada promover a contração muscular, o que também favoreceu o consumo de massa gorda (energia) e o aumento da circulação periférica, justificando uma melhora significativa na HLDG. Os outros 25% foram de resultados negativos, pois apresentou aumento da massa gorda e diminuição da massa magra.

A partir dos resultados obtidos neste estudo, conclui-se que a aplicação da eletrolipoforese apresentou considerável melhora no aspecto e nas depressões da HLDG, além de proporcionar resultados positivos na bioimpedância e no controle fotográfico; porém ainda existem poucos estudos que comprovem a eficácia da técnica nas diferentes alterações estéticas.

Estudo realizado pelas alunas BARBOSA, R.T.A.; SILVA, P.G.; TATSUMOTO, C.T., Graduandas em Estética – Universidade Anhembi Morumbi – São Paulo – SP e orientadas pela professora Fabiola Fortunato

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Fabíola Fortunato é pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional pelo Ibrape e em Gestão da Cosmetologia pela Associação Brasileira de Cosmetologia. É diretora técnica da clínica Fabiola Fortunato Estética Personalizada e do Instituto Fabiola Fortunato e docente da Graduação e Pós-Graduação de Estética da Universidade Anhembi Morumbi.

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