Empreendedorismo: equilibrando família e negócios

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ana_carolina_artigo_02_img1Foi se a época em que as mulheres se limitavam a cuidar da casa e dos filhos, enquanto os homens saiam para o trabalho, e estes eram os protagonistas dos rendimentos domésticos.

Hoje, é reconhecida a grande influência da mulher no mercado de trabalho. Em 2010, foi feito um estudo pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), onde foi concluído que as mulheres representam metade dos empreendedores brasileiros (49%).

Isso deve-se principalmente pelas melhores oportunidades em educação e na necessidade da participação da mulher na complementação do orçamento familiar. Quanto aos motivos que as levam a ser empreendedoras, dados do SEBRAE, 2010, apontam que mulheres empreendedoras abrem seu negócio pelas seguintes razões:  identificação de uma oportunidade de negócios (62,1%), experiência anterior (30,3%), ou ainda por estar  desempregada, ter sido demitida ou estar insatisfeita com a empresa em que  trabalhava (13%).

Por vezes, conciliar a vida familiar com seu negócio, torna-se um obstáculo à mulher. Porém, a mulher possui a qualidade de ser hábil, em resolver múltiplas tarefas e manter-se perseverante. Muitas foram as conquistas das mulheres através de seu espírito empreendedor. Desde os direitos das empregadas domésticas em ter sua carteira de trabalho assinada, até altos cargos em grandes empresas. Além disso, pesquisas mostram que empreendimentos criados pelas mulheres tem taxa de sobrevivência maior, segundo o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

O paradigma da “mulher dona de casa” está cada vez mais distante de nossa realidade. A competição entre homens e mulheres por boas colocações no mercado de trabalho, gera situações por vezes interessante, como a troca de “deveres” domésticos. Mas poderiam as mulheres se tornarem chefes da casa e os seus maridos assumirem o papel de “donos de casa”?  Para a grande maioria isso seria impossível. Mesmo a mulher mais empreendedora sente a necessidade em doar-se a família e mesmo o homem mais “colaborativo”, não deixaria sua essência masculina por completo se perder, tornando-se “donos de casa”. Diante a tantas mudanças no perfil familiar, ainda algumas estruturas são firmes como rochas, porem o homem que está ao lado de uma mulher empreendedora, passa a sentir maior necessidade em participar da condução da casa.

O que estas mulheres mais almejam, e o que sua família também espera é que seja alcançado um equilíbrio entre família e negócio, e para este equilíbrio existir é necessário que haja apoio, respeito e compreensao entre todos os familiares. O que se percebe nestas mulheres empreendedoras é a grande vontade em alcançar seus sonhos e terem “algo mais”.Serem bem sucedidas, autoconfiantes e ao mesmo tempo serem mães, esposas. Enfim, mulheres!

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