Efeitos adversos dos produtos cosméticos

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O setor de cosméticos ganha mercado e espaço nas famílias brasileiras, principalmente depois do crescimento econômico no Brasil nos últimos anos, onde milhões de famílias passaram para a classe media, aumentando seu poder aquisitivo de compra.

Frente a este aumento no consumo, a preocupação sobre os efeitos adversos que os produtos cosméticos podem causar, passa a ser uma realidade.

A ANVISA vem editando diversas portarias e resoluções com o objetivo de regulamentar a produção, comercialização e a fidelização do setor de produtos cosméticos no Brasil. No ano de 2006 entrou em vigor a RDC 332 de 01 de dezembro de 2005, que trata da implantação do sistema de cosmetovigilância em todas as empresas fabricantes e/ou importadoras de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Este sistema foi criado para facilitar a comunicação por parte do usuário, sobre problemas decorrentes do uso, defeitos de qualidade ou efeitos adversos.

Vale ressaltar que a grande preocupação com produtos cosméticos deve-se ao fato, principalmente, desses produtos serem de venda livre, ou seja, o consumidor pode adquiri-los quando desejar, estando livre ao alcance das mãos, daí a preocupação com os efeitos adversos desses produtos, pois a grande maioria da população compra cosméticos sem se preocupar com possíveis efeitos indesejáveis.

De acordo com a RDC 79 de 2000, os cosméticos podem ser enquadrados em quatros categorias: produtos de higiene, cosméticos, perfume e produtos de uso infantil. Pelo grau de risco que oferecem, são classificados em Grau 1, os produtos com risco mínimo e Grau 2, aqueles com maior potencial de risco, visando à finalidade do uso do produto, áreas do corpo abrangidas, modo de usar e cuidados a serem observados quando de sua utilização.

Apesar de não desejável, há relatos na literatura de efeitos adversos a cosméticos, que estão divididos em irritativos imediatos, irritativos acumulativos, reações alérgicas ou sensibilizantes.

Independente do grau de risco que o produto cosmético apresenta, este deve ser seguro e entende-se por segurança de cosmético a ausência razoável de risco significativo em condições de uso previsíveis, ou seja, define-se segurança em termos de probabilidade de que o produto não provoque danos significativos.

A avaliação de produtos cosméticos envolve o conhecimento de muitas áreas, incluído o uso e ou mau uso do produto pelo consumidor, os métodos de análises, as concentrações máximas permitidas das matérias primas nos produtos, bem como suas indicações de armazenamento.

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