Ecossistema da Pele

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Natureza e o Ecossistema

A natureza é governada por um ecossistema, que inclui várias espécies vivas que interagem com ou são dependentes uns dos outros. O termo biodiversidade atualmente tem sido utilizado para caracterizar a relação entre os seres humanos (fauna, flora e do homem, etc.) e seu ambiente. Qualquer elemento perturbador em um ecossistema irá desencadear inúmeras formas de desequilíbrio e causar uma quebra na cadeia do mundo vivo, com terríveis consequências.

O mesmo se aplica para a pele. A pele é um órgão complexo dentro do qual exatamente o mesmo problema pode ser encontrado

Nossa pele

Assim como na natureza, a pele é preenchida em toda sua superfície por diversos tipos de micro-organismos, constituindo a flora cutânea, ou microbiota formada por:

  •  flora “residente”, que existe naturalmente na superfície da pele se constituí de micro-organismos chamados saprófitas;
  •  flora “transitória”, composta  de micro-organismos acidentais  cuja sobrevivência sobre a pele é fraca e temporária, são chamados “contaminadores” ou também“patógenicos”.

Para melhor compreender é importênte saber que:

1)Bactéria saprófita: é uma bactéria vivendo com outros indivíduos usando sua metabolismo ou o produto do seu metabolismo.

2)Bactéria patogênica é a bactéria capaz de desencadear a doença.

3)Bactéria patogênica não estabelecida é a bactéria que tem sido detectada durante certas infecções.

A pele – Uma Barreira Física e microbiológica de Proteção

Somos expostos todos os dias a várias formas de agressões e o primeiro sistema de defesa do corpo é a sua microbiota, que compreende o estrato córneo e flora residente na pele.

A pele é um revestimento flexível e resistente – uma barreira verdadeira para proteger o corpo contra o mundo exterior. Formada por duas camadas: epiderme, derme e uma subcutânea a hipoderme, ela compreende um complexo mecanismo de proteção. A epiderme que é a camada superior da pele tem grande importância na formação desta barreira física de proteção. Em cada região da pele tem seu próprio ambiente provocando um biótipo local específico que desenvolve a flora benéfica residente,

A microbiota residente benéfica é característica de cada região da pele por realizar funções que são essenciais, para manter o equilíbrio da pele:

  • Proteção competitiva contra a proliferação bacteriana patogênica;
  • Envolvimento no metabolismo epicutâneo (secreção lipase, produção de ácido láctico, etc);
  • Contribuição para impulsionar o sistema imunológico (presença de antígenos de superfície).

È importante ainda salientar que esta flora residente interrompe o desenvolvimento de microrganismos potencialmente patogênicos sendo que esta rivalidade entre a microbiota benéfica e não benéfica mantém a homeostase – um estado que é resistente à infecção.

Causas e Consequências de uma Microbiota Cutânea Frágil

Devido a exposições as várias formas de agressões, a pele, privada de uma parte da sua microbiota torna-se um “ecossistema” frágil, que é susceptível a sofrer colonizações.

Nossas atividades diárias expõem nossa pele a condições ambientais muitas vezes poluídas que podem perturbar o “ecossistema” da nossa pele. Também não é interessante o uso contínuo ou sem necessidades de sabonete de ação antibacteriana, isto pode causar o desequilíbrio da flora e gerar uma pele sensibilizada.

Quer em contato direto com a pele ou transportado pelo ar, fatores agressivos fragilizam a pele e a deixam exposta facilitando a invasão de bactérias patogênicas ou a penetração de substâncias irritantes. Além disso,expostos ao frio, calor, umidade ou tempo seco, o nosso ecossistema precisa constantemente enfrentar o ritmo “frenético” da vida moderna:

O Estresse, alimentação inadequada, produtos de uso doméstico, higiene excessiva, uso de produtos com ácido ou sabonetes alcalinos podem desencadear mudanças e assim interromper a flora benéfica residente.

Portanto, a presença da microbiota confere à pele uma linha de defesa ecológica, opondo-se a implantação de microrganismos patogênicos através de um fenômeno de competição nutricional e também pela secreção de substâncias protetoras possuindo atividades enzimáticas, bactericida e até mesmo antibiótico. Esta flora cutânea está envolvida na estimulação de células imunológicas e citocinas pró-inflamatórias, e também ajuda a modular a certas respostas imunes. Este conhecimento das interações da flora saprófita sobre o sistema imunológico é baseado em inúmeros estudos experimentais realizados em animais (Etude dela flore intestinale, Ducluzeau e Raibaud), mas também sobre a pele (Metz, Hartman,Gribbon, Hoth Jarvis, Poli).

Sendo assim é muito importante que na rotina diária no uso de cosméticos que embelezam e protegem a nossa pele, seja incluso produtos que tenham os cuidados especiais com a flora da pele, entendendo o ecossistema da pele saudável.

Algumas substâncias têm mostrado esse tipo de habilidade, como a Bioecolia®, ativo importante que faz parte da composição do produto Ecoskin da Ellementti Cosméticos, reduz significativamente a sensibilidade provocada em resposta à baixa do sistema imunológico, reduzindo o desconforto de peles que possuem rosácea, dermatites, e alergias associados com a pele seca onde o ecossistema está desbalanceado. Proteção e Bioestimulação da pele através da cosmética biointeligente.

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