De olho na criolipólise

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A promessa de eliminar as indesejadas gordurinhas localizadas sem procedimentos cirúrgicos ou grandes esforços é sem dúvida tentadora! “Mas, quando tratamos desse assunto, existem diversos pontos que ainda precisam ser elucidados e discutidos entre os profissionais da estética para que a técnica seja realmente segura, reprodutível e eficiente”, explica a cirurgiã plástica Bruna Salvarezza, que atua no Hospital Samaritano e Américas Medical City, no Rio de Janeiro.

Umas das técnicas que ganhou espaço e gera muita curiosidade é a criolipólise, que consiste no “resfriamento” localizado do tecido adiposo subcutâneo de forma não invasiva. “O aparelho é posicionado sobre a área a ser tratada e associa o vácuo com temperaturas em torno de -5 a -15 º C, causando uma paniculite, que é uma inflamação do tecido adiposo, fria e localizada, que provoca a morte dos adipócitos, as células de gordura, no locais”, afirma a médica.
A base para esse tratamento consiste no fato de que as células que contém gordura são mais sensíveis a lesão pelo frio que as células que possuem água. Desta maneira, a gordura seria eliminada sem danos aos outros tecidos, como a pele, a derme e os músculos.

A médica informa que o tratamento, na teoria parece fazer muito sentido e convence bem até os mais descrentes, mas, na prática, as coisas não são tão convincentes assim. “Em virtude da grande variedade de equipamentos, da oferta de tratamentos com diferentes padronizações, da existência de uma série de protocolos de atendimento duvidosos e inconsistentes e da atuação dos mais variados profissionais nessa prática, observamos todo tipo de resultados, sem contar o número considerável de pacientes lesionadas”, detalha a especialista.
Além disso, os custos do tratamento são altos e os resultados prometidos aparecem a longo prazo, sendo necessário de 1 a 3 sessões por área, com intervalo de 90 dias entre cada sessão.
“As bases científicas indicam a criolipólise como sendo uma técnica promissora no tratamento da lipodistrofia, a famosa gordura localizada. No entanto, existe a necessidade de mais estudos científicos, de padronização de protocolos e regulamentação profissional para que este tratamento possa ser apresentado como uma forma segura, eficiente e sem efeitos colaterais”, completa Salvarezza.

 

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