CRIOLIPÓLISE: A nova técnica de congelamento para reduzir a gordura localizada

0
2678

A criolipólise é um tratamento inovador para redução de gordura localizada, no
qual as células de gordura são submetidas ao congelamento controlado, sendo uma
técnica que promove a lipólise. A transformação na conformação celular dos adipócitos
induz uma resposta inflamatória e promove a morte celular por apoptose através do frio, sem causar danos aos tecidos adjacentes. Tratamento com tecnologia avançada, com método não invasivo, sem anestesias ou substância injetável. Desenvolvida por
estudiosos da Universidade de Harvard (USA) e é a primeira tecnologia aprovada pelo
FDA (Food and Drug Administration) para redução de gordura localizada sem cirurgia.

A técnica aplica-se com o isolamento da área a ser tratada através da utilização
de uma manta e uma sucção sobre a área a ser tratada com a formação de uma prega
cutânea pressionada entre duas placas de resfriamento. O resfriamento gradativo em até -10ºC promove o congelamento dos lipídios armazenados no interior dos adipócitos.  Esses lipídios sofrem alterações estruturais, de maneira que não podem ser mais  utilizados como fonte de energia, tornando os adipócitos inviáveis. As células de gordura são extremamente sensíveis ao frio, após o congelamento serão eliminadas lentamente pelo sistema linfático.

O protocolo do tratamento da criolipólise consiste em um período de congelamento de 50 a 60 minutos cada área, e após o resfriamento, a massagem manual com movimentos lentos e de pressão moderada diminuindo sensibilização tecidual por
transferência de calor. O organismo inicia uma resposta inflamatória, esse processo
pode perdurar até 90 dias. As áreas que podem ser tratadas são: Abdômen inferior, abdômen superior, flancos, braços, gordura infraescapular (dorso), subaxilar, face interna das coxas e culotes.

Seguem as contra indicações para o tratamento de criolipólise:

 Gravidez;
 Lactação com período menor que 07 meses;
 Cicatriz na região;
 Hérnia na região;
 Dermatites;
 Prurido na região;
 Feridas;
 Infecções;
 Doenças autoimunes;
 Imunodeficiência adquirida (AIDS);
 Neuralgia pós herpética;
 Hipersensibilidade ao frio;
 Hemoglobinúria paroxística ao frio;
 Crioglobulinemia;
 Diabetes;
 Neoplasia ou tumor;
 Doença de Raynaud;
 Obesidade;
 Excesso de gordura visceral;
 Esteatose hepática.
Segue as principais orientações pós tratamento de criolipólise:
 O paciente não poderá realizar exercícios de impacto ou atividades com peso,
por um período de 24h;
 A região tratada poderá ficar sensível e dormente por até 02 semanas;
 Pode causar hematomas;
 O paciente não poderá se expor ao sol por 24h ou enquanto perdurar os
hematomas; Intervalo de 07 dias para a realização de outro protocolo de tratamento estético
no local de aplicação da criolipólise;
 Intervalo de 30 dias para a realização do protocolo de tratamento com
radiofrequencia no local de aplicação da criolipólise;
 Uso de cinta modeladora;
 Não utilizar antiinflamatórios.

Os resultados são perceptíveis em até 3 meses após 1 sessão, e podem sem
potencializados com associação de outras técnicas. Os protocolos de tratamentos pós
criolipólise, não causam efeitos sobre os adipócitos que passaram pelo processo de
resfriamento, mas visam tratar os adipócitos adjacentes.

Os principais segredos para o sucesso dos resultados da Criolipólise estão
relacionados com, a qualificação e experiência do profissional, escolha do equipamento
e da manta térmica com registro da ANVISA, excelente avaliação e indicação correta do tratamento, tratamentos associados pós criolipólise e melhores resultados com a
associação prática de hábitos saudáveis: atividade física aeróbica, ingestão de água em intervalos curtos durante 24h e alimentação balanceada. Importante ressaltar que a criolipólise não é uma técnica para emagrecimento, mas para tratamento de gordura localizada.

Referências: 

Alberts B., Johnson A., Lewis J., Raff M.,Roberts K., Walter P. Biologia Molecular da Célula. Porto Alegre: Artmed, 2010. 5 ed.; 1115-1129.

Avram M.M, Harry R.S. Cryolipolysis for subcutaneous fat layer reduction.Lasers Surg
Med 2009; 41:703-8, doi: 10, 1002/ lsm. 20864.

Brightman L., Geronemus R. Can Second Treatment Enhance Clinical Results in
cryolipolysis cosmetic dermatology 2011; 24:85-8.

Klein K.B, Zelickson B, Riopelle J.G, Okamoto E, Bachelor E.p, Harry R.S, Preciado
J.A. Non-invasive cryolipolysis for subcutaneous fat reduction deos not affect serum
lipid levels or liver function tests. Lasers Surg Med 2009; 42: 785-90, doi: 10.1002/lsm
20850.

Manstein D., Laubach H., Watanabe K., Farinelli W., Zurakowski D., Anderson R.R.
Selectivecryolysis a nivel method of noninvasive fat removal. Lasers Surg Med 2008;
40:595-604.

Nelson A.A, Wasserman D., Avram M.M. Cryolipolysis for Reduction of Excess.Adipose Tissue. Seminars in Cutaneous Medicine and Sugery 2009;28: 244-9.

Wandrowski T.P, Marshman Gg.Subcutaneous fat necrosis of the newborn following
hypothermia and complicated by pain and hypercalcaemia. Australas J. Dermatol
2001;42: 207-10.

Zelickson B., Egbett B.M Preciado J. Allison J., Springer K., Rhoades R.W, Manstein
D. Cryolipolysis for noinvasive fat cell destruction: Initial results from a Pig Model,
dermatologic sugery 2009; 35:1462-70, doi : 10. 1111/ j. 1524-4725. 2009.01259.x.

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here