Brasil cresce, em média, 10 % ao ano no setor de cosméticos

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A ascensão econômica das classes D, E, a participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho, lançamentos contínuos de novos produtos (que começam pela farmácia de manipulação), aumento da expectativa de vida, o que traz o desejo de prolongar a juventude, dentre outros fatores, são os principais pilares que sustentam o crescimento do Brasil de 10% ao ano, em média, no setor de cosméticos, durante os últimos 17 anos, confirma a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e outras entidades internacionais que assistem o segmento em todo o mundo. Segundo a consultoria de negócio americana UBS, o mercado brasileiro do setor cresce cinco vezes mais rápido do que os Estados Unidos devendo superar os americanos em cinco anos.

O mercado da beleza anda muito rápido e as novidades mudam da mesma forma. Com relação ao mercado mundial, o Brasil sustenta a terceira posição no ranking de Personal Care, com 9,70% do Market Share, ficando atrás, apenas, de USA e Japão, respectivamente. O Brasil cresceu no último ano 8,90%, passando o Japão, entretanto, em função da desvalorização do Real em relação ao Dólar, o país continua na terceira colocação. Em 2012, o mercado brasileiro movimentou US$ 24 bilhões, o que representa 58% do mercado latino-americano.

E as oportunidades para as farmácias magistrais não param por aqui. Segundo Didier Tisserand, diretor da L’Oreal brasileira, cada produto industrializado e comercializado pode custar de 2,5 a 3 vezes mais no Brasil do que em outros países. Portanto, neste mercado, os cosméticos manipulados possuem, além do custo-benefício favorável, o privilégio de oferecer em primeira mão as melhores novidades do mundo à disposição de qualquer pessoa.

Manipulação: O berço da cosmetologia

Antes de um cosmético chegar às prateleiras, ele passa pelo setor magistral, que consegue produzi-lo com até dois anos de antecedência, porque a base de qualquer produto é o princípio ativo, que chega na farmácia de manipulação antes de ir para a indústria. Esse setor tem a prerrogativa de poder inovar na composição dos produtos, na apresentação e personalizar o cosmético, com ativos específicos e na quantidade ideal para cada tipo de pele. E nesse assunto, o Brasil é referência mundial, pois investe constantemente em workshops, palestras e cursos para disseminar dentre os profissionais (farmacêuticos, médicos, nutricionistas, esteticistas etc) e consumidores todas as novas tecnologias e pesquisas cientificas disponíveis no mundo.

O Congresso Internacional de Farmácia & Cosméticos da Consulfarma é considerado o principal evento do setor, pois reúne as melhores empresas de embalagens, rótulos, ativos e outras matérias-primas que farão parte da composição dos próximos cosméticos, para todos os tipos de tratamentos, como rugas, flacidez, rugas, manchas etc. “O Brasil tem a maior quantidade de farmácias de manipulação do mundo, com aproximadamente 10 mil unidades. Inicialmente, são elas que produzem os cosméticos, até alguma empresa patentear as fórmulas para produzi-los em larga escala para todos os consumidores”, comenta o Presidente do Congresso, Maurício Pupo.

Neste ano, o evento será do dia 05 a 07 de junho, no Palácio das Convenções – Anhembi. No local, haverá a “Arena dos Cosméticos” que, por sua vez, contém a exclusiva “Arquibancada da Beleza”, espaço no qual jornalistas e todos os outros visitantes poderão conhecer as tendências da cosmetologia. Serão mais de 25 produtos, como Muffin da Beleza; Cápsula da Beleza para ex-fumantes (reverte os malefícios que o tabagismo causou na pele); Creme Hidratante Quente (proteção e hidratação profunda para a pele no inverno); Pincel Antirrugas (trata as rugas instantaneamente a partir da tecnologia de Nano Partículas de vidro); Água Comestível Emagrecedora (à base de Bio-Arct, é a primeira água comestível que auxilia no controle do peso) etc.

“É importante lembrar que, durante os três dias, o congresso deverá movimentar diretamente cifras superiores a 2,5 milhões de reais, e os negócios gerados durante o evento devem movimentar indiretamente mais de 200 milhões ao longo do ano”, observa Pupo.

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