Biossegurança – Estética & Imagem Pessoal

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O Brasil está entre os três maiores mercados consumidores de cosméticos do mundo. Vários profissionais ligados à área de saúde estética, como esteticistas, manicures, podólogos, cabeleireiros e outros profissionais que trabalhavam na informalidade, foram beneficiados em 2010 por um plano de incentivo crido pelo governo federal para sua formalização, oferecendo taxas e impostos reduzidos.

Além de elevar o profissional a um novo patamar no mercado, sair da informalidade pode trazer vantagens como a de possuir comprovação de renda, com a qual poderá alugar um imóvel, comprar um carro financiado, realizar empréstimos bancários, ou seja, investir ainda mais no seu negócio. Além, é claro, dos benefícios da Previdência Social, como aposentadoria por idade e outros auxílios, e a possibilidade de ter um funcionário registrado no estabelecimento. Para se formalizar é preciso se inscrever como Microempreendedor Individual (MEI), caso que é enquadrado no sistema tributário do Simples Nacional, ficando isento de tributos federais como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL. A obtenção do MEI é simples, gratuita e pode ser realizada via internet pelo site www.portaldoempreendedor.gov.br.

Mas apenas sair da informalidade não basta. É preciso seguir regras e normas estipuladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para obter o Alvará Sanitário, sem o qual o estabelecimento não pode funcionar, além da necessidade de se cumprir as regras de Biossegurança. Quanto ao local, a vigilância sanitária determina que proporcione ao cliente segurança no atendimento, com exigências específicas com relação a aspectos como infraestrutura, procedimentos realizados, esterilização e armazenamento dos materiais e biossegurança, aspectos descritos na resolução SMG “N” nº 693 de 17 de agosto de 2004.

A biossegurança refere-se a condutas que visam a segurança e proteção da saúde de todos aqueles que trabalham na área, por meio de atitudes simples realizadas pelo profissional, como o uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s), que incluem luvas, óculos de proteção, máscara, avental e touca, já que todos os tratamentos estéticos acabam resultando em um contato muito próximo entre o profissional e o cliente.

A biossegurança despertou interesse a partir de evidências científicas que demonstram a possibilidade de ocorrer infecções cruzadas e a improbabilidade de se trabalhar em um ambiente completamente estéril. E é de extrema importância o conhecimento dos fatores de risco presentes durante a realização dos protocolos, pois só assim o profissional de saúde estética irá se paramentar de forma adequada e estará atento para o descarte de materiais contaminados, entre outras questões.

Em 2012, juntamente a um grupo de estudantes do Curso de Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal da Unopar, foi realizado um questionário on-line com 288 profissionais estética sobre a importância da biossegurança no dia a dia de trabalho. Confira os resultados:

  • 92% disseram saber o que é biossegurança na estética.
  • 95% têm o hábito de utilizar os EPC’s (equipamento de proteção coletiva) e EPI’s no atendimento de seus clientes.
  • 97% têm noção do que são fungos e bactérias e de sua ação nociva para a saúde.
  • 71% possuem alvará de seu estabelecimento ou de autônoma.
  • 52% possuem CNPJ.
  • 48% recebem a visita da Vigilância Sanitária anualmente.
  • 81% conhecem os critérios exigidos pela Vigilância Sanitária para inspeção de seu espaço de atendimento.
  • 51% agregaram valor a seu estabelecimento após liberação da Vigilância Sanitária.
  • 61% possuem manual de boas práticas de higienização de cada setor de seu estabelecimento.
  • 93% praticam as regras de biossegurança e utilizam os EPI’s em cada cliente atendido.

Informações:
 (41) 3023-1855
www.buonavita.com.br

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