'Aspecto Celulítico' : rompendo paradigmas

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ludmila_bonelli_artigo_2_img1Avaliar, entender e diferenciar as alterações teciduais é fundamental para a escolha do melhor tratamento das disfunções estéticas, sendo esse o primeiro passo para o sucesso. Uma disfunção muito comum no nosso meio é a celulite, que fazemos questão de chamar a atenção quanto á banalização na avaliação desta patologia, que tem sido diagnosticada até mesmo por pessoas que não são da área de saúde e que a classificam de acordo com a quantidade de “furinhos” existentes!

Infelizmente, a maioria dos profissionais ainda classifica a celulite em graus e utilizam técnicas de avaliação que não reproduzem exatamente o diagnóstico correto. Acreditamos que não é possível avaliar e classificar a celulite simplesmente fazendo contrações da região glútea ou através de pinçamento com nossos dedos. Ao observarmos os termos técnicos que denotam a celulite como, Fibro edema gelóide (FEG) ou Paniculopatia edemato fibro esclerose (PEFE) notamos que existe uma palavra em comum, FIBRO, que significa fibrose. Então, celulite se identifica com fibrose que consiste no grau 3 ou 4. Logo, os graus 1 e 2, fase edematosa, não poderiam ser diagnosticados como celulite e sim como um lipoedema. É nesse sentido que atualmente empregamos o termo “aspecto celulítico” (Agne & Bonelli, 2010)* que contempla simultaneamente ou não quatro disfunções: celulite (fibrose); lipoedema; gordura e flacidez.

Por que “aspecto celulítico”? Porque visualmente, macroscopicamente, têm a mesma aparência, porém, são situações diferentes e seus tratamentos serão distintos. O que estamos querendo salientar é que, muitos tratamentos, mesmo com equipamentos de preços elevados, quando usados inclusive com programas pré-definidos, podem não resultar satisfatórios. Isso é comprovado constantemente pelos nossos colegas. Se fosse ao contrário, todos os tratamentos para celulite dariam 100% de resultado, será?

Então, é nesse ponto que podemos fundamentar a necessidade da correta avaliação e do pleno conhecimento das ações fisiológicas dos nossos equipamentos para um resultado satisfatório.

*Agne & Bonelli, 2010. Revista Estética Viva, págs. 58-60; ano XIII, n. 71/72 – Lisboa, Portugal.

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