As diferenças entre as peles seca e ressecada

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Principalmente no inverno, os cuidados com a hidratação facial devem ser prioridade na rotina de beleza. Mas, como a escolha dos produtos é pautada pelo tipo de pele, é necessário entender uma diferença: pele seca não é o mesmo que pele ressecada (ou desidratada). “Existe a denominação quanto ao tipo de pele, ou seja, se é seca, normal, mista ou oleosa; e também há condições, internas e externas, que fazem com que até mesmo a pele oleosa possa ficar desidratada ou ressecada”, explica Silvana Masiero, farmacêutica. Entender essa diferença impacta na escolha dos produtos.

De acordo com a farmacêutica, o tipo é a característica natural da pele, enquanto a condição é algo que pode causar a experiência de outros problemas. “E isso pode acontecer a qualquer um, tanto de forma breve e temporária quanto, em alguns casos, de maneira mais longa e persistente”, comenta. A baixa ingestão de água, a poluição, o vento, o clima seco e até hobbies, como por exemplo a natação, estão entre os principais fatores que demandam cuidados especiais com a pele. “Em resumo, pele seca representa um tipo específico de pele, enquanto a ressecada é uma preocupação”, sintetiza.

Mas afinal, de forma prática, qual a diferença? “Nossa pele conta com uma membrana hidrolipídica, que é um filme natural de gordura (óleo) e água, com função de proteger a pele. Se você tem pele seca, isso significa uma carência de óleo. É uma característica que também é comum a outras áreas do corpo, como mãos, couro cabeludo e pernas”, explica. “Já no caso da pele desidratada, ela está carente de água e isso pode ser proveniente de vários fatores, desde dieta até uso incorreto de cosméticos, que podem ser agressivos e irritantes”. Ela exemplifica: “O álcool desnaturado pode secar a superfície da pele com aspecto desidratado, mas também estimular a produção de óleo em excesso na base do poro, de modo que a pele fica ainda mais oleosa!”

A farmacêutica explica que é nesse ponto que pode surgir um problema: “Quando a pele está desidratada, ela cria mais óleo para compensar a falta de água. Isto pode causar produção exacerbada de sebo, irritação, manchas e espinhas!”

Para resolver esse problema, a farmacêutica ressalta a importância da ingestão de água, mas enfatiza que isso não é o bastante: “É necessário fazer a hidratação facial de preferência com séruns, já que eles têm textura fluida e não deixam a pele oleosa ou “pesada” e com aspecto brilhante em excesso. O sérum é uma forma de apresentação, como o próprio nome o designa, com a aparência, textura e penetrância semelhante a um soro. É um produto desenvolvido para atuar de forma mais concentrada, pois devido a sua rápida absorção e por ter a forma de um gel seroso ou um líquido mais viscoso, leva para dentro da pele ativos de maneira mais eficaz”, garante. O gel também é indicado, mas atenção: cremes mais pesados devem ser evitados.

No hidratante em sérum, Silvana destaca o uso de produtos que contenham ácido hialurônico. E, de forma geral, a especialista sugere, na rotina de limpeza, as seguintes dicas:

• Usar sabonetes de limpeza suaves, mas eficazes. De preferência que contenham extratos botânicos como o de hamamélis, calêndula e camomila;
• Evitar esfoliantes agressivos e escovas de limpeza ásperos; no caso dos esfoliantes, buscar ativos como seda de arroz e aveia coloidal;
• Usar tônicos que contenham ação hidratante e, no caso da pele oleosa, buscar produtos com álcool em pequena quantidade na formulação;
• Ignorar produtos altamente perfumadas (se eles usam fragrâncias sintéticas ou naturais);
• Usar produtos de tratamento, como aqueles à base de ácidos e retinóides, apenas com orientação dermatológica;
• Procurar ajuda médica em casos de irritação ou ressecamento excessivo.

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