Antioxidantes e o envelhecimento

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erica_bighetti_artigo_02A pele tem a função principal de atuar como barreira protetora do organismo contra agressões do meio externo, uma das agressões causadas na pele seria o envelhecimento que é temido não apenas pelas mulheres, mas também pelos homens. O envelhecimento cutâneo é um tema extremamente abrangente, pois envolve envelhecimento celular, pigmentação, rugas, flacidez e ressecamento da pele (Kede & Sabatovich, 2003).

O envelhecimento diferencia-se entre intrínseco e o extrínseco, sendo o envelhecimento extrínseco causado por agentes exógenos como a exposição ao sol, vento, poluição e baixa umidade ambiental e o envelhecimento intrínseco são causas endógenas que se referem às mudanças anatômicas e fisiológicas devido aos fatores fisiológicos e genéticos. A maioria das alterações da pele é devida a exposição acumulada à luz ultravioleta (UV) (Gilcherst & Krutmann, 2007).

Os produtos cosméticos antienvelhecimentos atuam de diversas formas, estimulam a renovação celular, promovem a hidratação da epiderme, oferecem fotoproteção, estimulam síntese de macromoléculas, como colágeno e reforçam a defesa antioxidante (Garewal & Diplock, 1995).

Os antioxidantes são responsáveis pela proteção do organismo contra a ação dos radicais livres, que danifica as camadas da pele, ocasionando a formação de depressões que são pequenas fendas chamadas rugas. Os antioxidantes podem ser encontrados naturalmente em nosso organismo e em alimentos como vitaminas A, C e E, selênio, zinco, bioflavonóides, licopeno, isoflavonas, catequinas (Halliwell & Guitteridge, 2000).

Dentre os principais antioxidantes estão às vitaminas que são indicadas para aplicação de uso tópico combatendo várias doenças da pele, especialmente para ajudar a prevenir, retardar ou impedir certas mudanças degenerativas associadas ao processo de envelhecimento. (Maia Campos, 2006).

A aplicação tópica de antioxidantes neutraliza alguns radicais livres, levando a diminuição ou a prevenção dos sinais do envelhecimento cutâneo. Para a administração tópica de antioxidantes ser efetiva na prevenção do envelhecimento da pele, a estabilidade do produto é crucial, pois antioxidantes são instáveis, podem oxidar facilmente, tornando-se inativos antes de alcançar seu objetivo, e devem ser corretamente absorvidos na pele para alcançar seu tecido de objetivo de forma ativa, e permanecer lá ate ter os efeitos desejados. (Langley, 2000).

A Vitamina A, na foram de retinol, desde que em concentrações de 0,3% até 4%, e o retinaldeído, nas concentrações de 0,05% a 1%, são permitidos nos produtos cosmecêuticos e demonstram eficácia no tratamento do envelhecimento. Já a Vitamina C é útil desde que usada na forma de ácido ascórbico levógiro e nas concentrações de 5% a 15%, sendo ideal no mínimo 10% (Bagatin, 2009).

A ação antioxidante da Vitamina E, conhecida como α-tocoferol se dá tanto por neutralização das formas radicalares, inibindo a peroxidação lipídica, como por inibição direta da peroxidação lipídica (Okigami, 2001).

Os polifenóis do Chá Verde são obtidos da planta Camellia sinensis e as epicatequinas, comumente chamadas de polifenois, impedem à penetração da radiação UVB, evitando os seus efeitos sobre as células, inclusive a imunossupressão. Têm, portanto, propriedades antioxidante, antiinflamatória e anticarcinogênica demonstradas largamente em estudos in vitro ou em animais (Bagatin, 2009).

A Ubiquinona, também conhecida como Coenzima Q10, exerce sua atividade antioxidante através da transferência de prótons da membrana mitocondrial, neutralizando radicais reativos de oxigênio e prevenindo os danos nas biomoléculas (Magalhães, 2000).

Com o aumento da expectativa de vida da população e sua crescente procura por produtos antienvelhecimento, a Cosmetologia busca constantemente novos produtos que previnam e atenuem os sinais do envelhecimento cutâneo, investindo cada vez mais nos estudos das substâncias antioxidantes.

Bibliografia Consultada:

GAREWAL, H. S. & DIPLOCK, A.T. How “safe” are antioxidant vitamins? Drug Saf 13(1):8-14, 1995.

GILCHREST, B. A. & KRUTMANN, J. Envelhecimento Cutâneo. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2007. p.98-114

HALLIWELL, B. & GUITTERIDGE, J. M. C. Free Radicais in Biology and Medicine. 3th. Ed. New York: Oxford Science Publications, 2000. p.936.

KEDE, M. P. V. & SABATOVICH, O. Dermatologia Estética. Rio de Janeiro: Atheneu Rio, 2003. p. 69-78

LANGLEY P. Why a pomegranate? BMJ 321(7269):1153-4 (2000 Nov).

MAGALHÃES, J. O uso de cosméticos através dos tempos, envelhecimento cutâneo. In: ___. Cosmetologia: com questões de avaliação. Rio de Janeiro: Rubio, 2000. p.33-42, 61-145.

MAIA CAMPOS, P. M. B. G. Vitaminas em cosméticos. Cosmet.& Toiletries, São Paulo, v.18, n.6, 2006. p.52-62.

OKIGAMI, H. Radicais livres e pele. In: Congresso Brasileiro de Cosmetologia: Ciência e Tecnologia: A Cosmética Do Futuro, 15, São Paulo, 2001. Anais. São Paulo: Associação Brasileira de Cosmetologia, 2001. 6p. [Apostila].

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