A Importância da Acessibilidade nos Espaços de Estética

0
742

Certamente você já ouviu falar no termo acessibilidade em algum momento da sua vida, mas talvez não esteja muito familiarizado (a) com ele. E pode ser que esteja se perguntando o que isso tem a ver com seu consultório ou clínica de estética, não é mesmo?
Vamos por partes então… vejamos alguns conceitos importantes segundo a NBR 9050, que estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade:

  1. Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos;
  2. Espaço acessível: é aquele que pode ser percebido e utilizado em sua totalidade por todas as pessoas, inclusive aquelas com mobilidade reduzida;
  3. Acessível: espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida. O termo acessível implica tanto acessibilidade física como de comunicação.

Se observarmos a diversidade de pessoas que frequentam consultórios e clínicas de estética, fica mais fácil traçar um paralelo entre acessibilidade e nosso público alvo. A preocupação com a beleza e saúde é crescente em todo mundo e independe de faixa etária, gênero, classe social, religião (exceto as mais extremistas) ou condição motora/intelectual do indivíduo. Afinal, quem não deseja sentir-se mais bonito?

Segundo o Censo realizado em 2010, o IBGE estimou que 23,9% da população brasileira possui algum tipo de deficiência (visual, motora, auditiva, mental ou intelectual). Tais dados enfatizam a urgência em promover ações que permitam a estes indivíduos terem igualdade de acesso em todos os lugares.

Pessoas com mobilidade reduzida como gestantes e idosos, são parcela crescente em nossa população na última década. E há ainda, aquelas pessoas que temporariamente possuem algum tipo de deficiência.

Segundo a NBR 9050, todos os espaços construídos ou planejados devem ser acessíveis. Como não sou especialista no assunto, convidei uma pessoa muito especial para nos dar algumas dicas de como tornar nosso espaço de estética mais acessível – minha irmã Lana Carmona – que é Arquiteta e Urbanista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e grande estudiosa do assunto.

Olá, sou a Lana Carmona e gostaria de agradecer a oportunidade de poder falar sobre um tema tão importante para nossa sociedade. Vamos começar?

Os espaços de uso coletivo devem ser planejados e adaptados segundo as normas de acessibilidade, mas principalmente devem priorizar o desenho universal, que visa atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. Para isso, podemos adotar ações simples para que qualquer espaço, inclusive o espaço de estética possa atender a estes requisitos de universalidade e acessibilidade. Seguem algumas dicas:

  1. Planeje o espaço. Para isso, busque a orientação de um arquiteto, pois ele vai levar em consideração as necessidades do negócio para criar um espaço funcional, acessível e esteticamente interessante;
  2. Alargue os vãos de acesso. Para atender às normas de acessibilidade, o vão de acesso mínimo deve ter largura útil de 80 cm. Isso significa que todas as portas, inclusive as portas dos banheiros, devem ter largura mínima total de 90 cm;
  3. Elimine os degraus. Os desníveis em forma de degrau são inimigos da acessibilidade. No lugar deles, o mais adequado é a utilização de rampas suaves, com no máximo 12,5% de inclinação;
  4. Adeque o mobiliário. O mobiliário da sua clínica ou consultório deve ser proporcional ao espaço e principalmente deve ser confortável. Ao escolher uma cadeira, por exemplo, observe a altura do assento, que deve possibilitar que seus pés estejam totalmente apoiados no chão e no caso do encosto, este deve proporcionar um bom apoio para a coluna;
  5. Elimine barreiras físicas. A circulação nos espaços deve ser livre de elementos que possam ocasionar tropeços e choques. Tapetes e vasos devem ser usados com muito critério e não devem ser colocados em locais de grande circulação.

De posse destas dicas, vamos juntos tornar nosso país mais acessível? Até o próximo artigo!

Artigo escrito em colaboração com a Arquiteta e Urbanista Lana Carmona (arqui.lanacarmona@gmail.com).

Referências e Leitura Complementar:

http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/
http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/cartilha-censo-2010-pessoas-com-deficienciareduzido.pdf
http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf

 

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here