Vender é um dom de poucos ou uma habilidade que pode ser desenvolvida?

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Um mundo onde ainda se tem muito a explorar e que ocupa a maior parte do cérebro e controla quase tudo o que fazemos. O inconsciente que segundo especialistas, é responsável por 95% dos nossos comportamentos, tem todos os recursos que necessitamos para ampliar nossas escolhas e viabilizar nossas mudanças comportamentais.

Sim! 95% do que fazemos e como agimos, segundo especialistas, é fruto do nosso inconsciente, que toma como base nossas experiências vividas no passado onde aprendemos e herdamos aprendizado, para tomar decisões e definir nossas atitudes, hoje.

Isto fica muito evidente quando nos encontramos em determinada situação em que sabemos que temos a qualificação técnica, maturidade, experiência e habilidades necessárias para fazer uma apresentação para um grupo de pessoas, por exemplo, e de repente travamos, suamos, trememos, como se algo muito mais forte e maior que a nossa vontade, tomasse conta do nosso racional, impedindo de realizar o que desejamos com tranquilidade.

Somos adultos, pensamos como adultos, mas algo nos faz agir naquele instante com as decisões, medos, escolhas e o aprendizado e experiências vividas na infância. Situação não incomun relatada por muitos profissionais do segmento da estética nos treinamentos em que realizo, onde precisam “se” vender, vender os serviços, indicar tratamentos, mas algo os impedem. Estados emocionais como a vergonha, timidez, insegurança, entre outras limitações são relatadas com frequência por parte destes profissionais. E apesar de desejarem e necessitarem, não conseguem e não sabem como se libertar desse comportamento limitante que os impedem de crescer e evoluir na carreira. E por conta disso, o que se ouve de muitos, é a desculpa que não possuem o dom para tal habilidade, não nasceram para isso ou isso definitivamente não é para mim!

Todos temos os recursos necessários para mudança comportamental desejada!

Mas então, se agimos com base no aprendizado do passado e nos registros emocionais guardados no nosso inconsciente, estamos condenados a viver estas limitações para o resto de nossa vida? Não! Pois assim como aprendemos em algum momento da vida a partir de uma experiência carregada de emoção, registrada no nosso inconsciente, também temos a liberdade de reaprender a dar novo significado a esta experiência, ampliando as possibilidades de escolha de como agir frente à mesma situação.

Freud o pai da psicanálise, acreditava que o inconsciente era “uma prisão de segurança máxima” na qual os traumas sofridos na infância ficavam aprisionados, e nisso estaria a raiz das infelicidades humanas, já que a partir daquele momento todos os comportamentos, decisões e escolhas futuras teriam como base esses registros do passado.

A PNL (programação neurolinguística) que tem como foco principal o estudo da experiência subjetiva, vem a partir da década de 70 nos libertar da condição de prisioneiros do nosso insconsciente, provando através de diversos estudos e pesquisas durante todos estes anos, que sim, podemos ressignificar as experiências vividas e dar nova representação as elas. Assim como construímos e registramos no nosso inconsciente, aprendizados limitantes a partir de uma experiência carregada de emoção e registros sensoriais (o que eu vi, ouvi e senti naquele momento), somos capazes de construir inconscientemente uma nova experiência com muito mais recursos que nos gerem novas possibilidades de comportamento e escolhas nos libertando do que antes nos impedia de agir. Reaprendemos com nossos próprios recursos a fazer algo que antes era uma limitação.

Podemos todos ressignificar nossas experiências e nos libertar do que nos impede de evoluir? Depende! Apenas os que realmente QUEREM MUDAR (não basta desejar, tem que realmente querer mudar. O inconsciente precisa entender como algo muito relevante esta necessidade de mudança), os que BUSCAM OS MÉTODOS E PROFISSIONAIS qualificados para apoiar neste processo, e os que SE PERMITEM passar pelo processo de mudança.

Hoje temos a nossa disposição diferentes métodos de sucesso de intervenção pessoal, a Psicoterapia (considerada a primeira geração das intervenções pessoais), o Coaching (segunda geração) e a Comunicação Generativa (considerada a terceira geração das intervenções pessoais), que agrega o conhecimento, técnicas e ferramentas da PNL, hipnose e comunicação com o insconsciente. Cada qual com os seus benefícios e particularidades são verdadeiros aliados no processo de evolução pessoal. Se, por um lado, é impossível controlar o inconsciente de maneira consciente, é possível influenciá-lo. Ele é tão maleável quanto a consciência, ou talvez mais”, afirma o neurologista Ran Hassin.

Portanto vender é uma habilidade à disposição de todos os profissionais que desejam e se permitem evoluir. Consciente ou inconscientemente todos vendemos quando nos relacionamos com alguém. Imagem, marca, experiência, valor, preço, produtos e serviços. Se comprometer e autoresponsabilizar por esta experiência deixada aos clientes, e desenvolver esta habilidade para se tornar uma experiência memorável, é uma escolha de cada um.

REFERÊNCIAS
GARATTONI, Bruno e Silvia Lisboa. O mundo secreto do inconsciente. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-mundo-secreto-do-inconsciente/
MORAES, Marcos Brasil. Comunicação Generativa – COGEN. Porto Alegre RS. 13º Edição. (As referências da Comunicação Generativa estão nos trabalhos originais de Richard Bandler e John Grinder (1º Geração da PNL); Robert Dilts e Judith Delozier (2º e 3º Gerações da PNL).
CARNEGIE, Dale. As cinco habilidades essenciais dos relacionamentos. São Paulo. Editora Nacional. 2011.
GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional. Rio de Janeiro. Objetiva. 2012.

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Michele Guedke Terra
Pós Graduada em Gestão de Marketing SENAC SP 2015, Formação em Life Coaching pela Sociedade Gaúcha de Coaching SGC, Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda ULBRA (1998), Instrutora de treinamento certificada pelo CEFINT 2016. Consultora de Marketing, há 18 anos desenvolve projetos de comunicação empresarial. Instrutora de treinamentos nas áreas de atendimento, relacionamento interpessoal e desenvolvimento de performance profissional. Consultora e Instrutora do CEFINT na área de capacitação de Instrutores e Multiplicadores. Co-autora do livro “"O poder transformador do coaching".

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