Vamos falar sobre o efeito “botox” sem agulhas

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A tecnologia é mesmo uma das coisas mais incríveis que a humanidade conseguiu desenvolver de forma exponencial ao longo das últimas décadas, não é verdade? E por falar em décadas, com o passar delas o aparecimento dos sinais de envelhecimento começam a incomodar até as pessoas menos providas de vaidade.
A boa notícia é que todo esse avanço tecnológico trouxe com ele muitas opções para quem deseja manter a pele bonita por mais tempo. Uma das partes do corpo que mais evidencia que a juventude está extrinsecamente dizendo “bye bye” é a face! E certamente uma das queixas mais recorrentes sobre a aparência dela são as rugas e linhas de expressão.
A opção mais popular no tratamento das rugas faciais é, sem dúvida, a aplicação subcutânea da neurotoxina botulínica (BoNTS), mais especificamente a neurotoxina botulínica tipo A (BoNTA). Porém, sua alta neurotoxicidade limita seu uso.
Mas este artigo está recheado de boas notícias! Em virtude desta possível neurotoxicidade gerada pelo uso frequente da neurotoxicina botulínica, pesquisadores de todo mundo uniram esforços para produzir uma versão menos tóxica e efetiva da queridinha em questão. O resultado destas pesquisas foi a criação de um hexa-peptídeo sintético chamado Argireline®.
Argireline® tem seu mecanismo de ação extremamente similar ao do famoso “botox”, pois evita a liberação de neurotransmissores a nível de junção neuromuscular, impedindo a contração da musculatura. Com essa inibição, consegue reduzir a mímica facial e consequentemente reduz as rugas e linhas de expressão e ainda previne seu desenvolvimento.
Estudos recentes demonstram que quando aplicado topicamente, duas vezes ao dia (na forma de cremes) por um período de um mês o Argireline® consegue reduzir de 27% a 30% a profundidade das rugas faciais.
Outro estudo realizado em animais de experimentação demonstrou que após seis semanas a pele do grupo tratado com Argireline® tópico, com frequência de uso de duas vezes por dia tornou-se mais espessa, com maior número de fibras de colágeno, sendo estas mais densas e compactadas do que a pele do grupo controle.
Além disso, o uso de cremes à base de Argireline® também ajuda a regular a produção de matriz extracelular pelos fibroblastos, assim como aumenta a produção de colágeno tipo I, evidências que podem explicar a melhoria de qualidade da pele percebida pelos indivíduos que utilizam cremes com boa concentração deste peptídeo.
Mas se você está se questionando sobre resultados obtidos nos ratinhos e quer saber de uma vez se o bendito Argireline® funciona mesmo em nossa espécie, aprecie comigo as fotos a seguir:

interior - laura carmona

(a) Antes do Tratamento (b) Depois do Tratamento

Este estudo publicado em 2013, demonstrou 48,9% de eficiência no tratamento de rugas periorbitais e reduziu significantemente a profundidade das rugas em apenas quatro semanas de uso.
Como se não bastasse tudo isso, o uso de cremes à base de Argireline® ainda pode prolongar os efeitos do “botox”.
Concluindo, este revolucionário ativo chamado Argireline® não só promove o mesmo efeito da neurotoxina botulínica sem a necessidade de agulhas, como representa a nova geração de produtos biosseguros de ação antirrugas.
Ficou com alguma dúvida? Escreva para mim no contato@lauracarmona.com.br e bons estudos!

Referências
Wang, Y., Wang, M., Xiao, S., Pan, P., Li, P., Huo, J. The Anti-Wrinkle Efficacy of Argireline, a Synthetic Hexapeptide, in Chinese Subjects: A Randomized, Placebo-Controlled Study. Am J Clin Dermatol (2013) 14:147–153.
Grosicki, M., Latacz, G., Szopa, A., Cukier, A., Kieć-Kononowicz, K.The study of cellular cytotoxicity of argireline® – an anti-aging peptide. Vol. 61, Nº 1/2014. 29–32. on-line at: www.actabp.pl
Wang, Y., Wang, M., Xiao, S., Huo, J., Zhang, W. D. The anti-wrinkle efficacy of Argireline. Journal of Cosmetic and Laser Therapy, 2013; 15: 237–241.

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