A força e a importância do termo GENTILEZA, aplicado ao atendimento nas clínicas estéticas

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Uma coisa é certa, como estamos agindo até aqui, nos trouxe exatamente ao ponto que estamos hoje. Outra certeza, é que se desejamos chegar à um lugar diferente do que estamos hoje, precisamos tomar novas atitudes e adotar novos hábitos. A questão é COMO  FAZER ISSO? Quem precisa mudar? Trabalhar apenas um número como meta comercial, é como iniciar um livro de trás para frente. Muitos alinhamentos paralelos são necessários antes de chegar ao número somente.

Nos últimos meses de 2016 e durante o ano, tive a oportunidade de conhecer diversas profissionais e empreendedores do segmento de estética. Conheci o modo de gestão de diferentes equipes de trabalho. Entre a diversidade de cada uma, todas foram unânimes em relação a uma questão: uma empresa é formada por pessoas, existe para satisfazer e atender necessidades de pessoas, vende para pessoas e depende de pessoas para existir. Deste modo, se as pessoas não mudarem, nada vai mudar. E quando falo em pessoas, não me refiro exclusivamente aos donos, gestores e líderes. Eu me refiro a todas as pessoas que fazem parte dos processos de uma empresa, a equipe, funcionários de todos os níveis hierárquicos,  fornecedores. E sim! Os donos, gestores e líderes principalmente que são referência para a equipe e ditam a cultura organizacional. Muitos ainda agem erroneamente confundindo liderança e gestão apenas com poder, controle. Desconhecem que a gestão primeiramente é atribuída às pessoas, e que a rentabilidade e o sucesso é uma consequência disso.

Estudo realizado por empresas de pesquisa revela que a maior causa de stress hoje dentro das empresas, é o MAU RELACIONAMENTO COM OS DEMAIS COLEGAS, segundo a obra Gentileza no Trabalho de Luiz Gabriel Tiago. Afinal, ninguém gosta de ser mau tratado ou menosprezado. Isso cansa, gasta energia e contamina o ambiente. A mudança ocorre de dentro para fora e não o oposto e é uma responsabilidade de todos!! Cada um de nós é responsável pela criação de um ambiente saudável ou contaminado. Pode-se ter a clínica mais requintada da cidade, tecnologia mais sofisticada e a melhor equipe de profissionais, mas se o ambiente for contaminado pelo mau relacionamento interpessoal da equipe e gestores, todo o resto fica comprometido. A emoção é contagiosa, todos são contaminados com o clima organizacional.

A única maneira de tornar uma empresa produtiva, é contar com uma equipe harmônica, unida, disciplinada, focada e produtiva. Isso depende exclusivamente de algo que é ignorado ainda hoje pelas pessoas: a qualidade do relacionamento interpessoal das pessoas dentro de uma empresa. Para atingir este objetivo de melhora da qualidade interpessoal, é necessário no entanto fortalecer e trabalhar competências básicas e essenciais. São elas: Empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro), resiliência (capacidade de enfrentar e lidar com situações de estress e se refazer), caráter, bondade, maturidade, otimismo, comunicação, gentileza, educação, respeito, humildade, autoresponsabilidade, confiança, propósito. Parece bobagem falar em GENTILEZA, mas isso está tão raro hoje em dia nas empresas que tem organizações sendo premiadas em alguns Estados por adotarem a prática na empresa.  Isto é fato! O processo de desenvolvimento harmônico obrigatoriamente deve iniciar dentro de cada um de nós. Por quê? Porque despertamos no outro a emoção que geramos. Isto não é dedução, é fato comprovado pela neurociência. Qualquer que seja o cargo, não podemos esquecer que as pessoas tem sentimentos. Não trabalhamos com robôs. Todos querem e desejam ser bem tratados, respeitados e queridos. Cargo não é sinônimo de poder e sim de responsabilidades, competências e habilidades. Todo mundo erra, acerta e tenta de novo. A produtividade é movida pela racionalidade e pela capacidade de gerir emocionalmente, segundo Luiz Gabriel Tiago. Todos desejamos respeito, atenção e apoio. É praticamente impossível desassociar a satisfação pessoal da profissional e vice versa. Atuar bem profissionalmente depende de equilíbrio psíquico e emocional, o que refletirá em tomadas de decisões maduras e coerentes.

Mas o que é ser GENTIL no ambiente corporativo? Como criar e fomentar um ambiente saudável de harmonia, gentileza e união? Gentileza, segundo o dicionário, é praticar um comportamento distinto; em que há nobreza e/ou elegância, amabilidade, cortesia, educação e delicadeza. Mas o termo gentileza aplicado ao ambiente corporativo vai além de cumprimentar ou dar bom dia ao colega. Isso deveria ser um comportamento padrão e natural, como dever social. Mas infelizmente não é o que encontramos hoje no dia a dia das empresas. Há quem invista neste tipo de conduta apenas como ferramenta estratégica utilizada com o cliente final, a fim de reverter em faturamento e meta. Mas desconhecem que a gentileza forçada transparece a olho nu. Fica evidente para quem recebe. Segundo Joel  Thrinidad, na obra Gentileza no Trabalho de Luiz Gabriel Tiago, “A gentileza é tão sutil que é a primeira coisa que se percebe quando alguém adentra a porta e saúda a todos com um sorriso nos lábios e a última coisa a ser esquecida, quando esse mesmo alguém se despede, deixando impresso a cortesia personalizada desse gesto”. Ser Gentil no ambiente corporativo está em cada mínimo detalhe dos relacionamentos. Relacionamento com você mesmo, com os colegas de trabalho, gestores, líderes, fornecedores, possíveis futuros clientes e principalmente com os clientes.

Acredito fielmente na capacidade de nos transformar, unir forças para propagar e disseminar a mudança, rumo à um futuro muito mais gentil, humano no ambiente corporativo. Falar a mesma língua no ambiente de trabalho é crucial para sedimentar bons relacionamentos interpessoais e ambientes saudáveis, altamente produtivos e rentáveis.

GOLEMAN, Daniel. O cérebro e a inteligência emocional. Rio de Janeiro. Objetiva. 2012.

DAMASCENO, Laíze. Marketing da Gentileza. Rio de Janeiro. Brasport. 2015.

COLOROUTiS, Mary. Cuidado baseado no relacionamento. São Paulo. Atheneu. 2012.

TIAGO, Luiz Gabriel. Gentileza no Trabalho. São Paulo. Ideias & Letras. 2013.

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