Espelho, espelho meu…

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Quando abrimos a porta de nossa clínica ou consultório para receber nossos pacientes eles esperam encontrar alguém do outro lado bem melhor que eles, fisicamente, emocionalmente e financeiramente bem sucedidos. Vivemos em um mundo extremamente competitivo, onde um diferencial pessoal pode gerar vantagens competitivas. Os cuidados com a saúde e o bem-estar são indispensáveis e resultam em uma aparência saudável agregados ao currículo do profissional.
Uma pele bonita, dentes cuidados, mente renovada, cabelo e roupas em ordem podem contribuir na busca por uma oportunidade. Afinal, não só refletem os cuidados externos como demonstram a preocupação com a saúde física e emocional. Essa preocupação não tem sido exclusividade do público feminino, homens que começaram timidamente a fazer uso de tratamentos com cosméticos, hoje ocupam um lugar importante nesse mercado, com linhas de produtos e tratamentos desenvolvidos especialmente para eles aceitando a consultoria, incentivos e exigindo de si mesmo a busca de um profissional além de capacitado, que exale confiança e seja um “espelho para o próximo”, o qual será motivado a entregar a saúde de sua pele em boas mãos.
Geralmente atribuímos o adjetivo “velho” ao ser idoso, mas as pessoas podem envelhecer em velocidades diferentes, dependendo da qualidade de vida que o indivíduo teve durante sua existência. Assim, com o decorrer do tempo a pele vai expressar as agressões que sofreu por meio de diferentes alterações. Se eu sei cuidar do “meu” bem estar e saúde embutida numa rotina saudável sem dúvidas serão, um atrativo para meus pacientes, eles verão naquele que apostaram seu dinheiro e tempo um investimento sem precedentes.
O profissional que exerce suas funções beneficiando outros, precisa exigir de si mesmo exageradamente, dos mesmos benefícios que ele oferece e vende a um paciente. Não há espaço neste mercado para um profissional que não atende as solicitações que ele impõe ao paciente, mas ele mesmo não faz a “lição de casa”.

Com todo conhecimento que foram agregados a nós, sabemos a cartilha sem sorteios, discursamos e raras são as vezes que olhamos para nós conseguindo avaliar a si próprio, dispomos ao nosso alcance de tecnologia, para o paciente e nos perdemos ao congestionamento profissional deixando de ser referência, faça o que eu mando e não faça o que eu faço, ficando latente aos olhos do paciente que eu não tenho qualidade de vida, devido ao trabalho, agenda sem horário pra si, mas para o meu paciente eu encaixo, dou cambalhotas para atendê-lo e me esquivo de refletir que a senescência esta a porta, vem gatinhando e tão logo a distância se encurta, a passos largos os feixes que outrora nos sustentavam se afrouxam. O envelhecimento é causado por alterações moleculares e celulares que resultam em perdas funcionais progressivas dos órgãos e do organismo como um todo. Esse declínio torna-se perceptível ao final da fase reprodutiva ainda que as perdas funcionais do organismo comecem a ocorrer muito antes, ao se atingir a idade adulta, conforme observado no sistema respiratório e no tecido muscular. Na verdade, logo após a maturidade reprodutiva as chances de sobrevivência do indivíduo começam a diminuir (HARRIS, 2003).

A pele tem a função principal de atuar como barreira protetora do organismo contra as agressões dos meios externos; além de possuir também importante papel na auto-estima, nas relações sociais e na qualidade de vida do ser humano. Possuindo uma aparência jovial, saudável e bonita, nos sentimos mais confiantes e seguros para enfrentar vida cotidiana e também sermos bem aceitos por toda a sociedade (SCOTTI, 2003). Geralmente atribuímos o adjetivo “velho” ao ser idoso, mas as pessoas podem envelhecer em velocidades diferentes, dependendo da qualidade de vida que o indivíduo teve durante sua existência. Assim, com o decorrer do tempo a pele vai expressar as agressões que sofreu por meio de diferentes alterações (SCOTTI, 2003).
Não existe, portanto, um processo único de envelhecimento da pele. As influências multifatoriais sejam elas genéticas, metabólicas, adquiridas ou extrínsecas provenientes do ambiente vão agir em sentidos diversos, as quais implicam no conhecimento da estrutura da pele e de seu funcionamento (PRUNIÉRAS, 1994). Não há distinção de categoria, envelhecer é inevitável, se o sexo masculino despertou para os cuidados com a pele e saúde de uma maneira exigente, algo que foi intocável por décadas, os profissionais que disponibilizam seu trabalho com manutenção e tratamentos devem estar compatível mente com o que oferecem de melhor em suas clínicas, usufruírem dos cuidados que têm em suas próprias mãos, refletindo uma verdade vendida e experimentada sem reservas ou ignorância, nossos pacientes podem olhar para nós e nos avaliarem primeiro, e ai na próxima esquina haverá alguém mais belo que você!
Não precisamos esperar que 2016 se inicie, ergamos nossa “barreira de proteção” contra as agressões externas, nos fortalecendo e equilibrando nosso “Ser” profissionalmente de uma maneira holística, perguntando ao nosso espelho interior: Espelho …espelho meu existe um profissional da beleza e saúde que faz a lição de casa melhor do que Eu?
Abraços!

SCOTTI, L.; VELASCO M.V.R. Envelhecimento Cutâneo à Luz da Cosmetologia. Associação Brasileira de Cosmetologia. São Paulo: Tecnopress. 1 ed, p.12-13, 2003.
HARRIS, M.I.N. de C. Pele: estrutura, propriedades e envelhecimento. São Paulo: Senac, 2003.
PRUNIÉRAS, M. Manual de Cosmetologia Dermatológica. São Paulo: Andrei, 2 ed, 1994.

Fonte foto: http://img.ksl.com/slc/2541/254100/25410039.jpg

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