Carboxiterapia para tratar flacidez da pele

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Tem medo das picadinhas da carboxiterapia? Você terá uma nova visão após ler esse texto! Você sabia que esse é um excelente tratamento para a flacidez da pele?
A flacidez cutânea é ocasionada pelo enfraquecimento das fibras de colágeno e elastina que dão sustentação a derme. Precisamos diferenciá-la da flacidez muscular que se caracteriza pela redução do tônus do músculo. Na maioria das situações ambas estão juntas, mas vamos focar aqui a flacidez da pele.
A carboxiterapia é um recurso que utiliza a introdução de gás carbônico medicinal com 99,9 % de pureza através de agulha extremamente fina nas áreas tratadas. A entrada no CO2 no organismo promove diversos efeitos fisiológicos que fazem o recurso ser indicado para o tratamento de fibroedema gelóide (celulite), gordura localizada, estrias e flacidez da pele.
Apesar do uso do gás carbônico na estética ser algo recente, o seu uso terapêutico surgiu em 1932, na Estação Termal do Spy de Royat, na França, onde o CO2 foi utilizado para melhorar a oxigenação em portadores de arteriopatias periféricas. Em 1953, após 20 anos de experiência, o cardiologista Jean Baptiste Romuef publicou os resultados do uso terapêutico por via subcutânea.
Mas como ela age para tratar a flacidez da pele? Vamos lá!

A introdução do volume de gás na pele ocorre em uma velocidade variável (o que conhecemos como fluxo). Essa entrada de CO2 causa distensão proporcional ao volume introduzido na epiderme e derme. A distensão juntamente com lesão da entrada da agulha promovem uma micro lesão delimitada à área aplicada ocasionando um processo inflamatório seguido de proliferação de fibloblastos e posterior síntese de colágeno e elastina.
Estudos têm evidenciado um aumento da espessura da derme e aumento e rearranjo das fibras colágenas e aumento da síntese das fibras elásticas após a carboxiterapia.
Especificamente para tratar a flacidez, o volume a ser introduzido na derme não parece ser o mais importante e sim o rápido deslocamento da derme provocado pelo CO2. Portanto escolher o fluxo necessário para a região é um quesito importante.
Os cuidados na aplicação são o uso de material estéril e descartável, respeitar o volume ideal a ser ofertado ao paciente (que de acordo com a literatura é em torno de 600 ml a 2l de acordo com o tamanho da área), delimitar o plano de aplicação que nesse caso será o dérmico com angulação da agulha aproximadamente a 25 graus. Atentando também às contra indicações do tratamento e capacitação do profissional para aplicar a técnica.
Espero que tenham gostado!

Um forte abraço!

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