As olheiras acabam, sim!

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Acho que desde que nasci escuto falar que as “olheiras não têm cura“! Sempre pensei nisto como uma verdade e iniciei a minha trajetória na estética pautando a minha vida profissional baseada nestes jargões da profissão! Com o tempo comecei a me incomodar com este perfil arcaico: que as olheiras não acabam, que a celulite não tem cura, que podemos amenizar o aspecto das estrias mas, não acabar com elas, que podemos clarear uma mancha, mas elas irão voltar! Como se todas estas disfunções estéticas fossem matematicamente condenadas a não serem corrigidas Graças á Deus á partir da minha conduta em proporcionar resultados sempre satisfatórios aos meus pacientes quando tratava de patologias da dor, da neurologia e da ortopedia durante minha trajetória profissional, trouxe o mesmo perfil de pensamento para os meus clientes da estética tratando das disfunções da pele com a mesma conduta individual e funcional. Consegui mudar esta ditadura da estética durante todos estes anos com minha atuação intensiva na prática diária em atendimento e com muito estudo, este perfil de pensamento que é imposto quando iniciamos nossa carreira profissional neste mundo da beleza. Se tivesse me conformado com estas afirmações ditas com tanta veemência, rapidamente perderia o entusiasmo do atendimento ou mesmo a empolgação com a profissão!! Enfim, vamos neste artigo abordar as olheiras, que confundidas muitas das vezes com edemas acabam sendo tratadas de forma equivocada. E se continuarmos afirmando que esta disfunção da pele não acaba estaremos atestando a falta de conhecimento profundo da fisiologia e da funcionalidade deste órgão.
Farei aqui na minha coluna, seguido um ao outro, alguns artigos onde iremos abordar e contradizer o que desde sempre acreditamos. Vamos aprender que celulite tem solução sim, que mancha pode acabar sim, que a rosácea será sanada, que as estrias irão acabar, mas para isto teremos que ter conhecimento científico, prática em atendimento e entender que a palavra protocolo só existe para os ociosos em pensar que cada indivíduo tem características individuais de hábitos, estresse e vícios diários e que tem que ser avaliados de forma individual para obtermos estes resultados definitivos e possíveis.
Neste artigo nosso tema será olheiras!!

Desde sempre ouvimos dizer que as olheiras têm relação com a circulação local, e tratada desta forma nunca foi resolvida!! Vamos pensar juntos sobre a fisiologia e funcionalidade desta região e da pele que a envolve. O abrir e fechar dos olhos é função definida pela musculatura, porém voluntariamente ou involuntariamente, o piscar significa um mecanismo de proteção contra qualquer tipo de agente irritante. Enfim, nossa musculatura orbicular trabalha movimentando-se durante toda a vida, por isto não seria um problema, por ser uma musculatura que está sempre se contraindo não terá uma diminuição da circulação sanguínea e nem mesmo uma flacidez muscular irá se instalar ali. A pele sim, esta perderá funcionalidade por excesso de movimento. Vamos entender isto: a pele desta região apresenta uma espessura de 0,4mm em média, e tem ainda uma camada córnea extremamente fina. Imaginando a pele em sua arquitetura da camada córnea em direção á derme, vamos raciocinar que se a camada córnea é mais fina nesta área da face, o melanócito que repousa na papila dérmica, fica mais perto da superfície e por sua vez mais suscetível a hiperrreatividade por agressões externas, liberando mais melanina e escurecendo a região. Logo abaixo da papila dérmica está a derme, escorando o melanócito, que bem acomodado nesta região, terá sua função normal, mas que se por um acaso este conforto se perder, também ele, fica mais suscetível a hiperreatividade. Este conforto se perde pela alteração da malha de colágeno. A derme é feita quase que completamente de fibras colágenas que fazem desta camada da pele uma camada compacta, que sustenta todas as outras estruturas dentro do seu formato emaranhado. Fibras elásticas, capilares arteriais e venosos, capilares linfáticos iniciais, glândula sebácea são estas estruturas. Se a camada córnea é mais fina nesta região temos que entender que desde sempre estaremos usando muito a nossa derme como sustentação e proteção funcional. Assim sendo a estrutura do colágeno terá que se manter sempre íntegra para suportar tamanho trabalho de amparo.

Deste modo começamos a entender que esta região realmente está desprovida da impedância da camada córnea e que os Raios UVA, vilões implacáveis quando se fala de destruição de colágeno, conseguem nesta área penetrar ainda com mais facilidade a derme pela falta da barreira córnea, contribuindo para uma fragmentação de sua estrutura protéica.
Começamos a nossa jornada para o entendimento de que se o colágeno na derme está fisiologicamente íntegro, todas as outras estruturas que são sustentadas por ele ficam com seu desempenho resguardado, a defesa funcional da pele é preservada e ate mesmo o melanócito fica mais estável, a pele desta região mais saudável, mais forte e com menos liberação de melanina, por sua vez mais clara.
Entendemos agora que para uma pele ficar mais funcional é necessário que sua base, as fibras colágenas, esteja íntegra. E aí sim, teremos funções estáveis. Estrategicamente agora teremos que pensar em melhorar prioritariamente a estrutura protéica do colágeno para clarear uma olheira e não usar um clareador, ou mesmo sómente tratar a circulação. O melanócito deve repousar adequadamente sobre a derme, só assim ele liberará menos melanina, por isto não será um ácido clareador (agressor) o melhor caminho para esta disfunção. Também os capilares arteriais e venosos precisam estar bem colocados e acomodados na malha de colágeno para que sua pulsação aconteça de forma vigorosa, e para isto a estrutura deve estar organizada. Mais uma vez aqui visualizamos a funcionalidade da pele, numa olheira a circulação só irá melhorar se o apoio dos capilares estiver firme para que ele pulse com vigor, este apoio é o colágeno da derme.
Sendo assim, pensando de uma forma funcional, teremos que usar estratégias de tratamento que mantenham esta estrutura íntegra. Teremos que dar subsídios diários para manutenção deste colágeno, afinal ele é intensamente requisitado e somente os recursos que usamos em consultório como radiofreqüência, drenagem linfática, lasers – leds entre outros não irão conseguir poupá-lo de tanto desgaste. Os bons cosméticos, os bons protetores, os bons nutricosméticos e uma boa nutrição funcional serão de uma valia enorme para as outras horas e dias e semanas que o nosso cliente não vem ao consultório. Quando digo bons, significa não o que está na moda, mas sim o que realmente é necessário para cada caso individualmente.
Para este cuidado cotidiano necessitamos usar um protetor solar competente, que realmente proteja a pele dos raios UVA, que contenha um PPD no mínimo com o valor 10; usar um ativo que seja biodisponibilisado na derme como um suporte diário de manutenção da estrutura protéica do colágeno, indicaria aqui o Hyaxel® na concentração de 10%, que na minha experiência é superior até mesmo á própria Vit C, pois consegue recuperar a estrutura desta área rapidamente pela sua biocompatibilidade com a pele humana; adotar como um hábito a menor ingestão do açúcar, glicante do colágeno, ou mesmo usar diariamente um ativo tópico antiglicante (uso o Alistin®) na área dos olhos, para os mais afoitos por doce! Fica aqui uma frase minha:

“AS OLHEIRAS TEM 100% DE RELAÇÃO COM A GLICAÇÃO!!” Ludmila Bonelli. Listem isto em suas avaliações.

Abaixo foto usando meu produto antiglicante por 10 dias- o Be Shiny

 

 

foto - olheiras2

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