As 6 habilidades que o profissional de estética deve desenvolver para ganhar diferencial competitivo no mercado e conquistar a fidelidade dos clientes

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Human resources and self-development. Modern business - vector illustration

Buscar diferencial, personalização e trabalhar para criar uma marca única que seja referência no mercado, é o caminho para quem deseja entrar na competitividade do mercado cada vez mais igual em termos de recursos, estrutura, tecnologia, preços e tratamentos. Eduardo Ferraz na obra “Gente que convence” complementa: “o que você tem qualquer um pode ter. O que você é ninguém pode ser”. Ou seja, todas as qualidades, características e valor agregado que a sua personalidade e marca pessoal impõe ao atendimento é único, e ninguém conseguirá copiar literalmente, assim como ocorre com preços, protocolos e equipamentos. Cada um impõe seu estilo próprio e exclusivo de ser e encantar o cliente, e no fim, esse atendimento peculiar característico de cada um, é o que conta como diferencial no resultado final, agregado a todos os outros atributos do processo de venda. Considerando esta análise, o primeiro passo e um dos atributos mais importantes para a construção de autoridade e o poder de convencimento e fidelização de clientes, é o trabalho da sua marca pessoal.

“O mais importante para quem quer trabalhar e fazer negócios é ser respeitado e reconhecido pela sua marca pessoal. Portanto, invista toda a energia na construção de uma excelente marca (Tom Peters). E para dar início à construção de uma marca sólida, com personalidade e que seja percebida com todos valores agregados, capazes converter desejo em aquisição de produtos ou serviços, é preciso treinar 06 habilidades e competências indispensáveis. São elas: Curiosidade, Criatividade, Empatia, Humildade, Ousadia e Paixão.

A curiosidade
“Expressar interesse genuíno pelos outros – não há melhor maneira de fazer com que as pessoas se interessem por você” (Dale Carnegie).

A curiosidade é uma habilidade que deve ser nutrida e mantida viva em todas as etapas do atendimento. Desde a avaliação ao pós venda. As pessoas são naturalmente curiosas, e demonstrar esse interesse pelo outro, e em aprender cada vez mais, em busca de novas possibilidades, alternativas e resultados, é uma forma de se manter atualizado, em destaque, e percebido no mercado como profissional diferenciado, engajado e apaixonado pelo que faz. Deste modo, manter a curiosidade viva e ativa, agrega valor à sua marca e autoridade ao seu serviço.
“O profissional com expertise em aprender, tem a humildade de descortinar novas oportunidades de aprendizado e é capaz de traçar objetivos de evolução. Ele cria novas experiências e pensa sobre elas, transformando o que viveu em práticas positivas, iniciando depois novos ciclos de aprendizado” (Abílio Diniz).

A criatividade
“As pessoas são valorizadas não apenas pelo próprio saber, mas pelo que conseguem fazer com ele” (Reinaldo Passadori).

Segundo Ernesto Berg, administrador e sociólogo, quanto mais você desenvolve a capacidade de produzir ideias novas e aperfeiçoadas, mais você aumenta o seu valor profissional e seu nível de participação na empresa. Ou seja, a criatividade deve fazer parte da história de qualquer profissional, independente da área em que atua. No caso dos profissionais de estética, a qualificação técnica, associada às tecnologias e recursos disponíveis de nada serve, se não contar com o processo criativo do profissional capacitado, que será capaz de estabelecer a melhor combinação de ambos na busca de resultados e soluções. Cada cliente tem um histórico e necessidades específicas que as diferenciam das demais, e o processo criativo do profissional de estética, poderá criar protocolos e associações personalizadas em busca de novas soluções. O profissional criativo tem o poder da ação, iniciativa, curiosidade, pesquisa e ousadia. Ele arrisca novos caminhos em busca de resultados inéditos e ainda não explorados.

Empatia
“A melhor regra para negociar é: ponha-se no lugar do outro, pois ele fará o mesmo em relação à você”. (Charles Dickens).

Para a cliente de estética a compra de um tratamento, é mais do uma simples aquisição de uma tecnologia ou protocolo. Representa muitas vezes, a conquista de um ganho secundário com valor emocional, como por exemplo, o resgate de autoestima, autoconfiança, aceitação pessoal, entre outros fatores. Neste caso, não julgar e estar atento ativamente para as necessidades da cliente que está em busca de soluções, é um passo importante para criar sintonia e vínculo de confiança no momento da venda do tratamento. Ouvir 80% e falar 20% é a regra para quem deseja criar uma relação de confiança com a cliente no momento da avaliação. É preciso ouvir, entender as reais necessidades do ponto de vista da cliente, respeitando o que é importante para ela, sem julgar ou deduzir que sabe mais do que a própria cliente, que região deverá dar atenção primeiro. Muitas vezes o que incomoda é um detalhe que você profissional nem reparou, frente a tantas outras imperfeições que você faria primeiro, como técnico no assunto. No entanto, se der atenção devida e começar solucionando com eficácia o que a cliente trouxe como o ponto crucial de melhora, as demais regiões serão uma consequência natural do relacionamento. Quando a relação de confiança é estabelecida e respeitada, o que vem depois é consequência dos frutos deste relacionamento de reciprocidade e colaboração mútua. A venda e a indicação de novas regiões acabam ocorrendo naturalmente.

Humildade
“Só sei que nada sei” frase atribuída ao filósofo grego Sócrates.
A competitividade profissional, somada a culturas empresariais que punem impiedosamente o erro, criam muitas vezes um campo de batalha, onde se disputa o número de especializações e diplomas, ficando esquecido o hábito natural da busca de conhecimento motivado pelo prazer do saber. A corrida pelo sucesso e disputa profissional impõe uma busca desenfreada pela conquista dos segmentos mais rentáveis, números, cargos, títulos e no final das contas, resultam em profissionais frustrados que desconhecem a própria motivação e propósito profissional da carreira. O que consequentemente leva ao insucesso e fracasso pessoal e profissional.
Ter humildade profissional é enxergar além da sua formação, e número de títulos conquistados. É a capacidade sincera e madura de enxergar oportunidade de desenvolvimento em si mesmo continuamente. É investir no autoconhecimento, na atualização constante de conhecimento técnico e desenvolvimento comportamental.
A cliente de estética escolhe a clínica onde irá realizar o seu tratamento, a partir da soma de uma série de atributos. No entanto, só permanece realizando os tratamentos no mesmo local, não apenas pelo que você sabe, mas pelo que você é! Ou seja, acreditar que as clientes irão investir seu tempo e dinheiro com um profissional muito competente mas que não expressa simpatia, atenção, empatia, gentileza e que não se importa verdadeiramente com ela, é enganar a você mesmo. Pois antes de comprar qualquer tratamento, a cliente precisa comprar você na avaliação. E neste caso, o fator comportamental tem um peso importante, em equilíbrio com o quanto você tem de domínio técnico.
Humildade, aprendizado, autoconhecimento, caminham juntos. “A humildade é saber ouvir, ter vontade de aprender, de sempre querer saber mais, pois você nunca sabe tudo”, costuma dizer o empresário Abilio Diniz.
O profissional que se acomoda com o seu conhecimento técnico, e aposta todas as suas fichas nisso, como garantia de sucesso profissional, esquece que nenhuma árvore sozinha se basta, ela deve estar constantemente bebendo de novos objetivos de aprendizado para nutrir seu crescimento. Isto inclui ter humildade para saber que nunca será o dono da verdade, e é preciso saber ouvir e aprender com profissionais de outras áreas, clientes, colegas de segmento e com os resultados que o dia a dia tem para ensinar.

Ousadia
“O maior risco é não se arriscar. Em um mundo que muda muito rápido, a única estratégia em que a falha é garantida é não arriscar”. Mark Zuckerberg – Criador do Facebook

Seguir o fluxo da boiada! Expressão utilizada por Flávio Augusto no livro Geração de Valor, exemplifica muito bem o comportamento social que presenciamos por muitos profissionais. Segundo ele, a escola tradicional não ensina o profissional a libertar-se do mundinho comum, do conhecido e antigo fluxo da boiada, que pode parecer ilusoriamente mais seguro, mas por outro lado também pode ser extremamente limitador.
Arriscar é sair do fluxo. Abrir a mente para um mundo novo, cheio de possibilidades ainda não exploradas pela grande maioria hipnotizada pelos antigos paradigmas. Arriscar é criar novas alternativas profissionais, criar novas demandas, arriscar em novos segmentos e áreas, ser empreendedor do seu sonho, gerar novas necessidades e ideias, explorar o intocado. Ir na contramão do que as grandes massas fazem e buscam, pensando e almejando sonhos diferentes do que elas. Viver e usufruir de um estilo de vida e profissional que você escolheu e não o que a sociedade o obrigou a seguir. Trabalhe duro, busque a sua essência, estude, explore todos os seus recursos e potenciais, para buscar o inusitado. Ser diferente!
“Se as pessoas acreditam nelas mesmas, é impressionante o que elas conseguem realizar” (Sam Waltom).

Paixão
“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.” (Madre Teresa de Calcutá)

Paixão é a força que impulsiona, encanta, contamina e conquista. Paixão, é o que te faz realizar o que realiza, com poesia, entrega genuína, amor, comprometimento, envolvimento, motivação, energia, alegria, entusiasmo inesgotável. É a âncora que te mantem firme quando as dificuldades surgem. A certeza que te faz acreditar em cada passo dado, mesmo quando a maioria não leva fé, te julga e não te apoia. A confiança de que está cumprindo a sua missão e propósito com alma e certeza. Quando a paixão alimenta nosso propósito profissional, a trajetória e desafios não são fardos, são aprendizados que nos aproximam mais rapidamente do nosso sonho. Assim, sentir paixão pelo que fazemos constitui hoje um diferencial.
Muitos lutam para TER e conquistar! No entanto, esquecem que só chegarão lá, se vivenciarem e exercerem seu propósito verdadeiramente. É preciso SER para TER e não ao contrário. Não é o que você faz que conquista e fideliza clientes e sim o por quê você faz?

Um propósito definido e praticado com autenticidade encanta e conquista naturalmente clientes, fãs e seguidores, tornando-os embaixadores e divulgadores fiéis da sua marca e seu serviço. O profissional que exerce com paixão o que faz, conquista seu espaço no mercado, tendo maior chance de realizar-se profissionalmente, ganhando destaque, autoridade e reconhecimento por isso.

“Uma máquina pode fazer o trabalho de 50 pessoas comuns. Nenhuma máquina pode fazer o trabalho de uma pessoa extraordinária” (Elbert Hubbard).

VIEIRA, Paulo. Poder e Alta Performance. São Paulo. Editora Gente, 2017.
FERRAZ, Eduardo. Gente que convence. São Paulo. Editora Planeta do Brasil, 2017.
VIEIRA, Paulo. Poder e Alta Performance. São Paulo. Editora Gente, 2017
ERNESTO BERG- Qual o Seu Coeficiente de Criatividade no Trabalho? – 2016 – http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/qual-o-seu-coeficiente-de-criatividade-no-trabalho-descubra-agora/100549 – acesso em: 21 de novembro de 2017.

MARIZETE FURBINO – PAIXÃO. A força que impulsiona – 2008 – http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/paixao-a-forca-que-impulsiona/21447/ – acesso em: 21 de novembro de 2017.

NANCY CAMPOS – Humildade para aprender – 2014 – http://abiliodiniz.com.br/lideranca/lideranca/humildade-para-aprender/ – acesso em: 21 de novembro de 2017.

FLÁVIO AUGUSTO – Não se ofenda. É só para pensar um pouco – 2015 – http://geracaodevalor.com/blog/nao-se-ofenda-e-para-pensar-um-pouco/ – acesso em: 21 de novembro de 2017.

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Michele Guedke Terra
Pós Graduada em Gestão de Marketing SENAC SP 2015, Formação em Life Coaching pela Sociedade Gaúcha de Coaching SGC, Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda ULBRA (1998), Instrutora de treinamento certificada pelo CEFINT 2016. Consultora de Marketing, há 18 anos desenvolve projetos de comunicação empresarial. Instrutora de treinamentos nas áreas de atendimento, relacionamento interpessoal e desenvolvimento de performance profissional. Consultora e Instrutora do CEFINT na área de capacitação de Instrutores e Multiplicadores. Co-autora do livro “"O poder transformador do coaching".

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