Ácido retinoico em peles tabagistas

Análise da reação da pele tabagista quando submetida ao tratamento com ácido retinoico associado ou não à vitamina C tópica

0
853
tabagistas

Paula Regina Schell
Esteticista e Cosmetóloga
Egressa do CST em Estética e Cosmética
ULBRA Carazinho
paulasschnell@hotmail.com.br

Anielle de Vargas
Fisioterapeuta
Coordenadora e Docente do CST em Estética e Cosmética
ULBRA Carazinho
coordestetica@ulbra.br

Resumo

A aparência está cada vez mais em destaque e tem muita importância na vida de cada indivíduo, pois cabe a ela o papel da melhora da autoestima, a capacidade de comunicação e de bem estar. Esta busca por viver bem é o que faz os indivíduos procurarem tratamentos que os deixem mais satisfeitos. Destaca-se que aqueles indivíduos que fazem uso de cigarro acabam tendo um maior envelhecimento da pele, e um desconforto grande com sua aparência. A presente pesquisa teve por objetivo analisar e verificar a reação da pele tabagista quando submetida ao tratamento com ácido retinoico associado ou não à vitamina C tópica. Para isto, além de uma revisão da bibliografia, foi realizada a aplicação do ácido retinoico com associação ou não da vitamina C tópica em dois indivíduos do gênero feminino, com idade de 63 e 65 anos, sendo realizadas seis aplicações na Clínica de Estética Avançada Delux na cidade de Passo Fundo – RS. Antes e após as aplicações, foram realizados registros fotográficos. Após análise e mensuração dos resultados, verificou-se que o ácido retinoico é eficiente para o tratamento de peles tabagistas, pois traz uma significativa renovação celular, melhorando a vascularização, a coloração da pele e diminuindo sinais do envelhecimento causado por radicais livres. Destaca-se que ambas as pacientes tiveram resultados consideráveis na melhora da qualidade da pele. 

Palavras-chaves: Tabagismo. Ácido. Cosméticos. 

1. Introdução 

Steiner (2009) já trazia que a beleza deve ser levada a sério, mas que deve andar sempre junto com a saúde, podendo-se desta forma destacar que beleza é saúde. Mandel (2010) traz que a aparência influência em nossas escolhas, que todas as atribuições se dão só de olhar para o rosto de alguém; que talvez isto seja um dos maiores fatores que faz as pessoas procurarem por tratamentos estéticos.

A aparência tem uma grande importância na vida de cada indivíduo, tem influência direta com sua capacidade de comunicação, de autoestima, de novas possibilidades, de atração física e social, trazendo muitas vezes uma grande dificuldade de aceitação das características de sua pele em virtude dos componentes de seu grupo, tendo sua saúde psicossocial prejudicada.

Um dos principais fatores que aumentam a procura por tratamentos estéticos é essa insatisfação com a aparência e com envelhecimento cada vez mais aparente, por apresentar muitos sinais vindos com o tempo, principalmente por fatores externos, como a exposição a luz solar e a substâncias prejudiciais para o organismo, como as presentes no cigarro.

A pele é o nosso espelho, nela observa-se parte da saúde do indivíduo, pois ela tem a função de proteger o organismo, isolando o meio interno do externo. É nela que se apresentam fisicamente os sinais vindos com o tempo e com o uso de substâncias nocivas ao organismo apresentando várias características adquiridas pelos hábitos, como o de fumar.

O tabagismo é dos fatores exógenos o que mais prejudica a pele, causando-lhe um envelhecimento muito maior, pois segundo Gilchrest e Krutmann (2007) a fumaça do cigarro contém sustâncias que aumentam o processo de envelhecimento.

Segundo Mandel (2010) e Passo Et. al. ([20–]) o cigarro traz muitos malefícios ao organismo e consequentemente a pele, entre estes malefícios está a menor oxigenação e nutrição dos tecidos por sua circulação sanguínea ser prejudicada, degradação das fibras de colágeno e elastina, alterações bioquímicas conferindo um aspecto mais envelhecido, além de uma maior produção de radicais livres.

Marroni (2002) traz que o cigarro é um dos responsáveis pelo estresse oxidativo causado as células.

Existem diversas maneiras de minimizar os sinais do envelhecimento extrínseco, como os peelings, que segundo Pimentel (2012) trata-se de um tratamento que consiste numa renovação da pele feita por meio de ácidos, laser ou lixamento que provocam uma escamação.

Entre estes, destaca-se o ácido retinoico um derivado da vitamina A ácida que conforme Maio (2011) é utilizado em peles envelhecidas pelo seu poder de renovação celular, pois, provoca segundo ele uma escamação superficial da pele.

Macedo (2001) descreve que sua aplicação tópica confere a pele um retardo do envelhecimento, da hiperpigmentação, melhora da oxigenação celular e nutrição pela melhor irrigação do tecido.

Associado a este recurso temos a vitamina C tópica que é um potente antioxidante conhecida também por Martinez e Rittes (2004) como ácido ascórbico, que traz como seu principal efeito a redução dos radicais livres que são responsáveis pelos danos causados nas células.

Baseado nestas informações, consideramos de grande importância essa temática e desta forma verificarmos na literatura e na forma prática a real eficácia da aplicação do ácido retinoico associado ou não a Vitamica C tópica.

2. Tabagismo

O tabagismo, consumo de cigarro, é um dos maiores causadores de doenças e o segundo causador de mortes no mundo chegando a cinco milhões de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS (2001).

Para Spink, Lisboa e Ribeiro (2009) o hábito de fumar é muito antigo e vem de vários povos tanto por formas culturais, históricas e econômicas, que nos últimos anos vem sendo considerado como um problema de Saúde Pública.

Henningfielde (2001) descreve que o tabaco vem da família das solanáceas que recebeu o nome de nicotiana tabacum. Ele tem como seus principais constituintes a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono, além de vários outros constituintes recebidos durante o processo de formação do cigarro.

A nicotina, geralmente, é encontrada nas folhas do tabaco, e varia normalmente seu efeito pela quantidade de tempo que se fica exposto a fumaça, Henningfield (2001). Sendo para Organização Mundial da Saúde (OMS) (2014) a droga psicoativa responsável pela dependência ao cigarro. Ela afeta vários sistemas do corpo, como o sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP), que vão mudando várias funções do organismo, como aumento da estimulação do SNC que trazem sensações de prazer, diminuição da ansiedade, do apetite, aumento da atividade mental, efeitos no SNP que afeta funções, como a circulação, a contração muscular pela diminuição do tônus ao estimular o neurônio Renshaw da medula espinal contribuindo para a sensação de relaxamento e aparentando flacidez. (LONGENECKER, 2002).

Além da nicotina temos como um dos principais constituintes do cigarro o monóxito de carbono (CO2) ele resulta da combustão de matéria virando um gás, de acordo com Henningfield (2001) sua produção é incrementada pelo suprimento de oxigênio ser diminuído, ele passa direto para corrente sanguínea se combina com a hemoglobina deixando-a com muito monóxido o que faz diminuir a introdução de oxigênio, deixando o organismo com uma carência do mesmo. E o alcatrão que conforme a OMS (2014) contém mais de 40 compostos cancerígenos, sendo uma das substâncias contidas no cigarro que mais ameaça a saúde conforme Henningfield (2001).

A fumaça do cigarro contém mais de quatro mil substâncias químicas com efeitos nocivos, que aumentam o risco de doenças e problemas de saúde, entre estes estão as doenças respiratórias por danificação das vias respiratórias e dos pulmões, aumento do colesterol ruim, o LDL, pelos níveis de lipídios aumentarem podendo impedir o fluxo sanguíneo por se depositarem nas paredes dos vasos, o que causa problemas de coração pelo menor fluxo sanguíneo nas artérias devido essa constrição que resulta na diminuição da oxigenação. (LONGENECKER, 2002).

Lima, Lourenço e Silva (2012) citam que segundo estudos americanos, fumantes envelhecem a cada dez anos cerca de dois anos e meio a mais que não fumantes, o que quer dizer que trinta anos fumando a pessoa envelhece oito vezes mais do que não fumantes que contenham a mesma idade biológica.

Conforme os autores supracitados isso se dá pela vasoconstrição periférica, pois cada cigarro age por 45 minutos diminuindo o aporte de nutrientes, oxigênio e sangue na pele.

Ainda em seu estudo trazem que a formação de radicais livres se da a cada inalada da fumaça do cigarro, que vai ter uma reação ao entrar em contato com materiais biológicos, originando uma reação em cadeia que ao danificar as células ocorre envelhecimento e doenças.

2.1 Tabagismo x Pele

A pele é aonde mais vemos os estragos do cigarro fisicamente, ela é muito prejudicada pela fumaça do tabaco por ser o órgão que fica mais exposto, Gilchrest e Krutmann (2007) trazem que a fumaça contém no mínimo 3.800 compostos conhecidos, que provavelmente aceleram o processo de envelhecimento da pele.

Gilchrest e Krutmann (2007) citam que os efeitos produzidos na pele pelo cigarro e sua fumaça, são por dois principais mecanismos patogênicos: o primeiro, prejudica a integridade da epiderme, diminuindo a umidade da camada córnea; o segundo ataca indiretamente os vasos da derme, ou por mecanismos parecidos com da radiação UV, como a redução do colágeno pela biossíntese ser reduzida pelos resíduos da fumaça nos fibroblastos.

Mandel (2010) traz que os mecanismos de ação do cigarro na pele trazem muitos malefícios, tais como a contração de vasos sanguíneos, que dificultam a passagem de oxigenação e nutrientes a pele, o que a deixa com um aspecto amarelado, pálido, ressecado, conferindo-a desnutrição, danificação das fibras de colágeno, além de diminuir produção de novo colágeno, a longo prazo deixando a pele mais enrugada e com menos elasticidade pelos danos as fibras de elastina na derme.

A autora supracitada ainda cita que o cigarro acelera o envelhecimento pelas alterações bioquímicas, que deixam a pele espessa amarela e causa muitas rugas. Segundo estudo citado por ela o cigarro provoca mais o envelhecimento que o sol, pois a nicotina prejudica de dentro para fora, causando comprometimento da oxigenação e nutrição da pele por prejudicar a circulação sanguínea.

Além da pele ficar mais flácida pela diminuição do tônus muscular, citado por Longenecker (2002) tendo uma sensação de relaxamento, Gilchrest e Krutmann (2007) se referem que o aparecimento de rugas se dá pela contração muscular para fumar, que faz um enrugamento da região do buço, além disso, pela fumaça do cigarro a uma acentuação das rugas periorbitais por aumentar o número de vezes que pisca e pela contração dos músculos.

Por Macedo (2001) estas rugas causadas pelo fumo e pela exposição solar também só vão ser corrigidas com o uso de alfa hidroxiácidos ou com o ácido retinoico.

Conforme Passos et. al ([20–]) algumas substâncias tóxicas do cigarro são responsáveis por liberarem mais radicais livres pela estimulação a produção de leucócitos que vão inativando enzimas diminuindo a proteção da pele contra eles o que confere a mesma alterações nas fibras de colágeno, elastina pelo aumento da elastose que vai comprometendo a derme, causando uma má oxigenação, bloqueio de ligações cruzadas, decadência dos níveis de vitaminas e aumento das rugas.

Os autores supracitados ainda relatam que a nicotina uma das substâncias do cigarro diminui a síntese de colágeno e elastina pela interferência no fluxo de estrogênio causado pela diminuição do oxigênio do sangue pela menor circulação do mesmo.

Além de todos esses fatores, Michalun e Michalun (2010) trazem que o tabaco é o segundo fator que mais aumenta a produção de radicais livres, ficando atrás apenas da radiação ultravioleta (RUV).

Gomes e Damazio (2009) defendem a premissa de que os radicais livres são responsáveis pela maior parte do fotoenvelhecimento da pele, que gera o envelhecimento cutâneo precoce, pois ao longo do tempo sua ação traz os sinais da pele envelhecida, pois como Harris (2003) descreve, ocorre a diminuição da capacidade de retenção de água e diminuição da elasticidade, ressecamento, espessamento, deixando a pele com rugas, sem viço e maciez.

Baseado nos achados literários quanto as alterações de pele nos indivíduos tabagistas, a seguir será contextualizado os cosméticos que serviram de base para aplicação prática conforme o objetivo do artigo.

3 Tratamentos para pele tabagista

Conforme Harris (2016) o objetivo de profissionais da área da estética e cosmética é trabalhar prevenindo os danos causados e induzidos a pele, tais como, os causados pelo cigarro, assim diminuindo o envelhecimento com o uso de antioxidantes, retinoides e a-hidroxiácidos. 

3.1 Ácido Retinoico

O ácido retinoico conhecido também como tretinoína é um derivado da vitamina A ácida, composto mais usado para tratar o envelhecimento e seus efeitos, com intenção de acelerar o processo de renovação celular da pele que com o passar dos anos é diminuída. (MAIO, 2011).

O autor supracitado declara que a utilização do ácido retinoico no fotoenvelhecimento para descamação superficial da pele em forma de peelings só foi iniciada recentemente, pois por volta de 1960 que foi iniciada sua utilização, primeiramente em distúrbios de queratinização e mais tarde para tratamento da acne. Segundo ele foi uma das primeiras vitaminas a ser documentada por seus efeitos benéficos a pele.

Ribeiro (2012) cita que a vitamina A e seus derivados são considerados retinoides, que trazem efeitos benéficos a pele, tais como a minimização ou reversão dos sinais do envelhecimento pela estimulação dos fibroblastos novos e velhos a produzirem novo colágeno.

O ácido retinoico é um metabólico natural da vitamina A que é mais eficaz quando aplicado topicamente na pele, confirmando que traz vários benefícios inclusive a reversão do processo de envelhecimento. (MACEDO, 2011). Os retinoides de acordo com Maio (2011) correspondem tanto a ação de compostos da vitamina A, quanto, estruturais como derivados do retinol.

Pimentel (2012) traz que o efeito do ácido é fazer uma esfoliação na pele removendo as células mortas pela descamação causada. Segundo Maio (2011) quando tratamos do fotoenvelhecimento da pele com o ácido retinoico observa-se uma melhora na redução das rugas, melhora as hiperpigmentações, aspereza e flacidez, já Steiner (2009) descreve que sua ação melhora a irrigação, a troca celular, as fibras de colágeno, manchas, neocolagenase e proliferação epidérmica.

Pimentel (2012) ainda salienta que essa esfoliação promove a estimulação da produção de colágeno o que resulta em uma pele mais firme, ajuda a reorganizar as fibras elásticas que ficam danificadas com o tempo, traz também que quando aplicado sobre a pele ele penetra de maneira muito homogênea deixando seu tom uniformizado.

Na terapia cutânea o retinoico aumenta histológicamente a vascularização da pele, ajuda na regeneração dos tecidos cutâneos e faz uma intervenção no processo inflamatório, diminuindo a camada córnea e a quantidade de queratinócitos acumulados, além de aumentar a espessura epidérmica, conforme declara Maio (2011). Deixando assim como cita Steiner (2009), a pele mais fina, macia, com uma coloração mais rosada, com o colágeno regenerado, agrupamento das fibras elásticas menor e ainda melhor distribuídas as células pigmentares de forma que fiquem mais homogêneas.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a utilização do ácido retinoico em concentrações de até 1% é seguro e não irritante. Borges e Scorza (2016) citam que, dependendo da resposta terapêutica pretendida, sua concentração pode variar de 0,05% até 1%. De acordo com Guirro e Guirro (2004) estudos feitos com ácido retinoico tópico em porcentagem de 0,025 a 1% notasse apenas uma escamação da epiderme.

Pimentel (2012) descreve que no segundo ou terceiro dia começa processo de escamação que permanece por aproximadamente uma semana, de cinco a sete dias, esse é o momento exato para entrar com algum hidratante home care, neste peeling até as 48horas após o paciente não sente nenhum desconforto, logo após de acordo com Macedo (2001) a pele fica normalmente com vermelhidão, ressecamento e descamação tendo um aumento da sensibilidade.

Maio (2012) também traz que como efeito adverso do uso causa prurido, eritema, ressecamento e a escamação também chamada de dermatite por retinoides o que é um processo temporário. Normalmente o paciente pode sentir ardência e observar um maior eritema na região orbicular dos olhos e boca, ressecamento e sensação de repuxamento são processos normais que vão minimizar após renovação epidérmica.

O ácido retinoico tem coloração amarelada conferindo um aspecto oleoso, a aplicação deve ser homogênea em toda a face evitando áreas como pálpebras e contorno dos olhos, deve ser feito de três a sete sessões para se ter resultados significativos, os intervalos variam de acordo com o tipo de pele do paciente e sua tolerância, podendo ser de uma semana para mais, permanecendo no rosto no mínimo trinta minutos até oito horas, com média de três horas, retirado sempre com água corrente e secando levemente para não causar lesões. (MAIO, 2011; BORGES; SCORZA, 2016).

Entre as contraindicações do uso Maio (2011) traz que são: mulheres em período gestacional, exposição ao sol, crianças, presença de distúrbios que podem se agravar com o uso de retinoides, uso de drogas com toxidade similar aos retinoides, gravidade de doenças e o uso das doses erradas. Borges (2010) traz que as contraindicações absolutas e relativas dos peelings em geral são a aplicação em peles que apresentam lesões abertas, hipersensibilidade, cicatrizes recentes, episódios de herpes, alergias, além da aplicação em mucosas, como, boca, nariz, olhos, e pacientes que estejam utilizando cosméticos que contenham ácidos, ainda pacientes submetidas a tratamentos como laser e luz intensa pulsada, que apresentem eritemas solares. As contraindicações após peeling ele traz a exposição ao sol para que sejam evitadas consequências como envelhecimento precoce e manchas. 

3.2 Vitamina C

A vitamina C segundo Kede e Sabatovich (2009) é um antioxidante não enzimático sendo o mais utilizado em produtos. Harris (2003) concorda com os autores que a Vitamina C ou ácido ascórbico é um antioxidante, mas acrescenta que é muito potente, pois ajuda na eliminação dos radicais livres, evitando os danos oxidativos que podem ser produzidos nas células, sendo assim indispensável para pessoas que tenham maior produção de radicais livres por componentes como o fumo, álcool, e alguns outros compostos como os quimioterápicos

De acordo com Santos ([20–]) a vitamina C é uma vitamina hidrossolúvel que não é sintetizada no organismo, mas é essencial para saúde e deve ser adquirida de forma exógena. Harris (2003) cita que a aplicação tópica na pele em forma de produtos cosméticos traz muitos benefícios na redução do envelhecimento.

Por Macedo (2001) a vitamina C naturalmente é mais encontrada nas frutas cítricas, mas sua ação não se limita somente a esta forma, e é considerada essencial no organismo para melhora e prevenção de infecções nos quadros inflamatórios, na melhora da circulação, no sistema imunológico, estimula a maior produção de colágeno e combate os radicais livres os quais são responsáveis pelo precoce envelhecimento.

Topicamente a vitamina C tem importante papel no combate ao envelhecimento, segundo Macedo (2001) quando utilizada desta forma ela acumula-se facilmente na pele permanecendo por 72 horas o que faz ser melhor permeada no tecido cutâneo, o que lhe confere maior resultado.

Conforme Steiner (2009) ela protege a pele das agressões da luz solar por fazer parte do seu sistema natural, topicamente utilizada em concentrações de 5 a 10% tem muitos benefícios, além do poder antioxidante, também confere poder clareador. Segundo Macedo (2001) inibe o processo de produção de melanina que está desequilibrado pela sua ação antioxidante.

Kede e Sabatovich (2009) trazem que pela inibição da tirosinase,  a vitamina C também aumenta a firmeza e sustentação a pele pela biossíntese de colágeno, que de acordo com Mandel (2010) é o responsável pela melhor elasticidade, por minimizar a flacidez, atenuando as rugas e ainda ajuda na melhora da cicatrização pois segundo Macedo (2001) atua como anti-inflamatória, minimizando também o eritema.

Macedo (2001) ainda traz que pela estimulação das fibras de colágeno e elastina minimizar as rugas, por Gomes e Damazio (2009) trazerem que sua ação é combater os radicais livres e que as concentrações de vitamina C são maiores na epiderme do que na derme, por estas ações de minimização dos radicais livres e aumento das fibras seu processo de envelhecimento é diminuído.

4 Metodologia 

A presente pesquisa define-se como um estudo quase experimental, de caráter quantitativo e qualitativo, com amostragem estratificada, a qual teve por intenção analisar os efeitos da aplicação do ácido retinoico associado ou não a vitamina C tópica em pacientes tabagistas.

A população foi constituída por dois indivíduos do gênero feminino, com idades de 63 e 65 anos, voluntárias, pacientes da Clínica de Estética Avançada Delux na cidade de Passo Fundo – RS que aceitaram participar do estudo através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para a contribuição na pesquisa, as participantes foram selecionadas através dos critérios de inclusão os quais foram: Idade acima de 50 e no máximo 65 anos e ser do gênero feminino; Ser fumante há mais de 10 anos; Indivíduos que não realizem nenhum outro tipo de tratamento estético facial durante o período do estudo; Não estar fazendo uso de produtos ou drogas fotossensibilizantes; Compromisso de não utilizarem nenhum cosmético que contenha princípios ativos na face durante a pesquisa; Compromisso dos participantes de continuar com suas rotinas diárias, desde que evite uso de cosméticos que comprometam o resultado; Compromisso de não se expor ao sol logo após aplicação do ácido retinoico, para que não tenha uma sensibilização, assim como manchas; Compromisso da paciente selecionada aleatoriamente para usar o produto de vitamina C todas as noites; Fazer uso de filtro solar todos os dias; Não ter realizado nenhuma cirurgia plástica na região da face; Aceitar a participação na pesquisa mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

Foram excluídas do estudo as pacientes que não se encaixaram nos critérios de inclusão assim como as que apresentavam contraindicações ao procedimento: Gestantes e em período de lactação menor que sete meses; Presença ou histórico de herpes; Exposição recente ao sol; Cirurgias faciais recentes; Após realização de procedimentos irritativos; Uso de alguns medicamentos como a isotretinoina; Presença de cicatrizes hipertróficas ou queloides; Pacientes com diabetes, displasias e neoplasias cutâneas; Doença de pele ou infecção ativa; Eczemas e dermatites. Assim como os pacientes que apresentavam alergias conhecidas dos produtos que seriam utilizados.

Após seleção dos pacientes, conforme os critérios estabelecidos e de forma aleatória ficou determinado que a paciente A seria a que usaria a vitamina C tópica 1 vez ao dia associada com o ácido retinoico aplicado na clínica estética, enquanto a paciente B, não iria utilizar vitamina C tópica e somente seria submetida a aplicação do ácido retinoico.

Foram realizadas seis aplicações do tratamento proposto e a coleta de dados ocorreu entre os meses de setembro a novembro de 2016, na qual foram utilizados os seguintes métodos: Ficha de anamnese facial com registros fotográficos em frente ao fundo preto; Questionário de satisfação com relato das pacientes frente aos resultados do tratamento.

A aplicação do tratamento aconteceu uma vez na semana com intervalo de 7 dias como sugerem Kede e Sabatovich (2009) e Maio (2011), nas dependências da Clínica de Estética Avançada Delux na cidade de Passo Fundo – RS após assinatura de um termo de autorização para realização do estudo pela responsável do centro Estético. 

4.1 Descrição do procedimento

Os procedimentos foram aplicados com as pacientes acomodadas em decúbito dorsal na maca com lençóis descartáveis, levemente inclinada, confortavelmente amparadas com um rolo abaixo dos joelhos, cobertas com uma mantinha nos membros inferiores e uma faixa de tecido entorno da face para proteção dos cabelos com o ácido durante a aplicação.

Primeiramente foi realizada a higienização do local baseado na descrição de Pimentel (2012) com loção adstringente desengordurante. Após procedeu-se a aplicação do ácido retinoico a 1% manipulado pela farmácia Botânica Beauty, que tem como responsável a farmacêutica Andrea Guilhon. Ambas as pacientes receberam as seis aplicações do ácido retinóido e somente a paciente A fez uso de vitamina C tópica a 10% da empresa Bel Col, após dois dias da aplicação do ácido conforme trazem Kede e Sabatovich (2009) para início do tratamento domiciliar, sendo assim usada uma vez ao dia pela parte da noite.

O ácido foi aplicado somente na face das pacientes, permanecendo por seis horas e após foi orientado para as mesmas que fizessem a remoção somente com água corrente, para que não ocorresse uma maior sensibilização. As pacientes foram orientadas a fazer uso de protetor solar FPS acima de 30, todos os dias, realizando a reaplicação de três em três horas. 

5 Análise dos dados e discussão dos resultados

Após 50 dias da primeira aplicação do tratamento proposto, as pacientes foram reavaliadas e os dados resultantes das aplicações do ácido retinoico 1% acompanhada ou não ao home care de vitamina C 10% tópica da empresa Bel Col foram devidamente analisados e discutidos conforme segue. 

5.1 Avaliações faciais

Paciente A, 65 anos, professora, fumante a mais de 20 anos apresentava como queixa principal o envelhecimento da pele acompanhado de aspereza, rugas e linhas de expressão presentes na face.  Já realizou diversos tratamentos estéticos, porém sem resultados. Tem como cuidados diários com a face o uso de sabonete facial e filtro solar FPS 60, tem o hábito de ingerir dois litros de água por dia.

Paciente B, 63 anos, aposentada, fumante há mais de 15 anos apresentava como queixa a pele amarelada, espeça e rugas como principais sinais de envelhecimento. Já realizou tratamento anteriormente, mas com pouca mudança. Procura sempre ter como cuidados faciais o uso de sabonete facial, hidratante, filtro solar FPS 50 e produto anti-idade, tem o hábito de ingerir por dia cerca de um litro e meio de água. 

5.2 Análise comparativa através de registros fotográficos

Os registros fotográficos demonstram de forma clara os resultados obtidos, desta forma sendo possível comparar o antes e depois do tratamento e seus respectivos resultados. Conforme se vê a seguir, sendo apresentados primeiro os resultados da Paciente A e após da Paciente B. 

  • Paciente A:
Figura 1. Paciente A.

Antes da primeira aplicação

Figura 2. Paciente A.

Após sexta aplicação

                                                  

 

Figura 3. Paciente A.

Antes da primeira aplicação

Figura 4. Paciente A.

Após sexta aplicação

 

 

Figura 5. Paciente A.

Antes da primeira aplicação

Figura 6. Paciente A.

Após sexta aplicação

 

Fonte: Coleta de dados entre os meses de Setembro e Novembro de 2016. Passo Fundo. RS

Com base nos registros fotográficos é possível observar que a paciente A obteve melhoras significativas com as seis aplicações do ácido retinoico a 1% uma vez na semana acompanhado do uso home care da vitamina C 10%, principalmente quanto a maciez da pele e afinamento do tecido epitelial, detectados através da palpação do tecido.

Houve diminuição das rugas frontais e periorbiculares, como mostram as figuras 1 e 2, assim como nas figuras 3, 4, 5 e 6 observa-se melhora da coloração da pele, com diminuição da oleosidade e melhora do contorno facial, sendo mais visível na figura 6 pelo aumento da produção de colágeno.

Para Piatti (2013) o ácido retinoico traz a peles maduras maior luminosidade, melhora da textura, restaura a firmeza, além de trazer uma melhora significativa na diminuição das rugas, da regeneração celular, manter a flexibilidade e devolve a pele elasticidade e firmeza conferindo a ela características de hidratação, maciez e aspecto de lisa.

Característica que na pele do tabagista estão prejudicadas, pois segundo Gomes e Gabriel (2006) a nicotina é responsável pelo bloqueio das ligações cruzadas de elastina o que traz uma diminuição do tônus da pele, além de ter uma queda da produção de colágeno pela destruição dos fibroblastos, diminuir a lubrificação natural da pele, o que é citado Gilchrest e Krutmann (2007) como a diminuição da umidade da camada córnea, conferindo a pele aspectos como os trazidos por Passo et.al ([20–]) quebradiço, seco e sem brilho.

Ainda segundo Lima, Lourenço e Silva (2012), o tabagismo acelera o processo de envelhecimento da pele pela maior produção de radicais livres no organismo por suas substâncias toxicas presentes no cigarro de acordo com Passo et. al ([20–]), fazendo com que ocorra um estresse oxidativo na células que por Marroni (2002) é um desequilíbrio na produção de radicais livres e  da ação de defesas dos antioxidantes, resultando em vários danos ao organismo e a um envelhecimento maior, que pode ser minimizado com o uso da vitamina C tópica, potente antioxidante.

Gonçalves (2016) descreve que essa vitamina de uso tópico estimula a produção de colágeno, com consequente diminuição das rugas o que lhe confere ações rejuvenescedora, firmadora, antioxidante e clareadora pela inibição da síntese de melanina.

  • Paciente B:
Figura 7. Paciente B.

Antes da primeira aplicação

  Figura 8. Paciente B.

Após sexta aplicação

 

 

Figura 11. Paciente B.

Antes da primeira aplicação

  Figura 12. Paciente B.

Após sexta aplicação

 

 

 

Figura 13. Paciente B.

Antes da primeira aplicação

  Figura 14. Paciente B.

Após sexta aplicação

 

Fonte: Coleta de dados entre os meses de Setembro e Novembro de 2016. Passo Fundo. RS

Quanto à Paciente B, foi utilizado somente o ácido retinoico a 1% a cada sete dias e mesmo sem associação à Vitamina C percebemos uma mudança significativa em toda a face, diminuindo a profundidade das rugas, sendo facilmente observadas nas fotos 7 e 8. Houve diminuição da flacidez tissular com melhora no contorno facial, podendo ser observadas nas fotos 11, 12, 13 e 14.

Além de uma melhor uniformidade na coloração em geral, diminuição da aspereza e espessura do tecido, quando palpado, resultando em um aspecto estético mais rejuvenescido.

Vários estudos e bibliografias trazem a segurança e efetividade do uso do ácido retinoico em peles fotoenvelhecidas, pois o mesmo confere a ela mais firmeza, afinamento, maciez, um tom mais homogêneo, pela melhora da síntese de colágeno e elastina e renovação celular de acordo com Steiner (2009). Que em peles tabagistas estão prejudicados pelos danos causados pelas substâncias inaladas e depositadas sobre a pele.

A efetividade do ácido retinoico quanto a melhora da renovação celular, afinamento da pele, melhora da qualidade do colágeno suavização de rugas, aumento da firmeza da pele, clareamento, menor aspereza também são citados por Mandel (2010).

Ainda em estudos adicionais citados por Guirro e Guirro (2004) trazem que os efeitos secundários são mínimos e que a melhora dos sinais do fotoenvelhecimento é significativa. 

5.3 Questionário de satisfação e relato das pacientes

Foi solicitado às pacientes da pesquisa no dia da reavaliação, sendo em 50 dias após a primeira aplicação do ácido retinoico, que pudessem relatar qual foi a sensação quanto à sensibilidade, desconforto, eritema, descamação, prurido, ressecamento e lifting da pele durante e após alguns dias da aplicação, além de relatarem se na opinião das pacientes houve melhora da coloração, circulação e qual o grau de satisfação frente aos resultados.

A Paciente A relatou estar muito satisfeita com os resultados obtidos ao longo do tratamento, notando uma grande melhora no aspecto de maciez da pele, diminuição da coloração amarelada, das rugas e da espessura, conforme evidencia:

“De todos os tratamentos estéticos que eu fiz nos últimos anos este foi o que mais notei as diferenças na pele, sinto-me muito satisfeita com a aparência, estou muito mais bonita”.

Salienta que das possíveis reações teve somente um eritema leve, pouco prurido e descamação que iniciava-se sempre após o segundo ou terceiro dia da aplicação, declarando que o uso da vitamina C em sua percepção deixou a pele com sensação agradável ao toque, conferindo a pele maciez, evitando que a sentisse repuxando comparando a quando não usava.

Os mesmos questionamentos foram feitos para a paciente B, esta relatou ter notado grandes diferenças ao longo do tratamento, resultando em uma pele mais macia, com coloração clara, quase imperceptível o aspecto amarelado causado pelo uso do cigarro, além de declarar que teve diminuição na aspereza ao toque e que as rugas foram amenizadas.

“Sinto-me muito satisfeita com o resultado e muito mais bonita, confesso que minha autoestima aumentou”.

Sendo que quanto a sensibilidade e possíveis reações do ácido retinoico, sentiu sua pele mais sensibilizada somente nas duas primeiras aplicações, apresentando aspecto avermelhado, prurido, ressecamento das mucosas e descamação também após dois ou três dias da aplicação.

6 Considerações Finais

A aparência da pele é o fator principal quando falamos em queixas estéticas, pois é ela que revela os hábitos de vida de cada indivíduo e o desapontamento com sua própria aparência, este vindo muito mais de indivíduos que fazem o uso do cigarro, os quais gostariam de ter uma pele mais bonita e harmoniosa.

Entende-se que a pele tabagista apresenta um aspecto estético muito mais envelhecido pelas substâncias constituintes do cigarro, que causam agressões ao organismo, tais como, diminuição da renovação celular, da circulação, nutrição dos tecidos, da síntese de colágeno e elastina e maior produção de radicais livres.

Os tratamentos estéticos para pele tabagista são poucos quando pensamos em satisfação dos indivíduos, pois muitos acabam não trazendo resultados concretos na melhora da pele.

Considera-se que ácido retinoico tem papel importante quando se trata da melhora da qualidade da pele do indivíduo tabagista, com resultados satisfatórios, pois atua em mecanismos prejudicados pelo fumo. Somando-se a ação da vitamina C que é um potente antioxidante que atua na degradação dos radicais livres o que confere ao organismo uma amenização no envelhecimento.

Nesta pesquisa verificou-se através da análise dos resultados que o ácido retinoico tem grande importância quando utilizado na pele dos indivíduos tabagistas, trazendo uma grande melhora na atenuação das rugas, clareamento da pele, da circulação e nutrição do tecido resultando em um rejuvenescimento considerável da pele, salientando que ouve uma grande melhora da aparência da pele de ambas as pacientes, destacando que a paciente B teve melhor resultado com a utilização somente do ácido retinoico acompanhado do uso do protetor solar, no que diz respeito à diminuição das rugas, enquanto a paciente A pele teve uma melhora significativa no aspecto de maciez, hidratação da pele com o uso da vitamina C.

Constatou-se que a melhora na renovação celular fez com que ambas as pacientes tivessem uma diminuição considerável nas rugas, linhas finas e clareamento da face ao todo, além de encontrar-se ainda mais homogênea pelo aumento da circulação sanguínea e nutrição dos tecidos,

Por fim, destaca-se a necessidade de mais estudos experimentais direcionados a melhora da pele tabagista, com o tratamento proposto pelo estudo, os quais tenham uma amostra maior, podendo haver mais variáveis para comparação. Levando em consideração que não há muitos estudos que tragam tratamentos específicos para pele tabagista com resultados significativos. 

Referências

BORGES, Fabio dos Santos. Dermato-funcional: Modalidade terapêuticas nas disfunções estéticas. 2.ed. São Paulo: Phorte, 2010.

BORGES, Fabios dos Santos; SCORZA, Flávia Acedo. Terapêutica em estética: conceitos e técnicas. 1.ed. São Paulo: Phorte, 2016. 

GILCHREST, Barbara A. e KRUTMANN, Jean. Envelhecimento cutâneo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

GOMES, Rosaline Kelly; DAMAZIO, Marlene Gabriel. Cosmetologia: descomplicando os princípios ativos. 3.ed. São Paulo. Livraria medica paulista, 2009.

GOMES, R.K; GABRIEL, M. Cosmetologia: descomplicando os princípios ativos. 2 ed. São Paulo. Livraria Medica Paulista,2006.

GONÇALVES; Sheila. Vitamina C: o antioxidante número um da Dermatologia e da Estética. Revista Negócio Estética Online, 2016. Disponível em: http://negocioestetica.com.br/site/vitamina-c-o-antioxidante-numero-um-da-dermatologia-e-da-estetica/.Acesso em: 10/11/2016.

GUIRRO, Elaine Caldeira de Oliveira; GUIRRO, Rinaldo Roberto de J. Fisioterapia Dermato-Funcional. 3. ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2004.

HARRIS, Maria Inês Nogueira de Camargo. Pele: estrutura propriedades e envelhecimento. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2003.

HARRIS, Maria Inês Nogueira de Camargo. Pele: do nascimento à maturidade. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2016.

Henningfield, Jack E. Claret, Martin, Shryock, Harold, et al. Coleção Saúde e Sabedoria. O que você deve saber sobre Tabagismo. São Paulo: Editora Martin Claret, 2001.

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. A situação do tabagismo no Brasil: dados dos inquéritos do Sistema Internacional de Vigilância Sanitária, da Organização Mundial da Saúde realizados no Brasil, entre 2002 e 2009. Rio de Janeiro: Inca, 2011.

KEDE, Maria Paulina Villarejo; SABATOVICH, Oleg. 2. ed. Dermatologia Estética. São Paulo: Editora Atheneu, 2009.

LIMA, Fernanda José de; LOURENÇO; Nisiclei Marcos; SILVA, Mariane Santos da. Influência do tabagismo no envelhecimento cutâneo: Sugestões de tratamento. Trabalho de conclusão do curso de Cosmetologia e Estética, da Universidade do Vale do Itajaí. Defesa 04/07/2012. Disponível em: http://siaibib01.univali.br/pdf/Fernanda%20Jose%20de%20Lima,%20Nisiclei%20Marcos%20Loure Acesso em: 05/06/2016.

LONGENECKER, Gesina. Drogas ações e reações: o que provoca o uso continuo das drogas, como as drogas atingem o cérebro. São Paulo: Market books, 2002.

MACEDO, Roberti, Otávio. Segredos da boa pele: preservação e correção. 2. ed. Ver. Ampl. São Paulo: editora SENAC São Paulo, 2001.

MAIO, Mauricio de. Tratado de Medicina Estética. 2. ed. V I. São Paulo: Roca, 2011.

MAIO Mauricio, de. Tratado de Medicina Estética. 2. ed. V 2. São Paulo: Roca, 2011.

MANDEL, Lucia. Sua pele sem segredos. São Paulo: Marco Zero, 2010.

MARRONI, Possa, Norma. Estresse oxidativo e antioxidantes. Canoas: Ed. Ulbra, 2002. 

MARTINEZ, Monica; RITTES, Patrícia. 2. ed. Beleza sem cirurgia: tudo o que você pode fazer para adiar a plástica. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2004.

MICHALUN, Natalia e MICHALUN M. Varinia. Dicionário de ingredientes para cosmética e cuidados com a pele. São Paulo: Cengage Learning: Senac São Paulo, 2010.

Parecer Técnico nº 4, de 21 de dezembro de 2010 – (atualizado em 05/07/2011)

Assunto: Utilização de retinóides em produtos cosméticos (Revisão do Parecer Técnico CATEC nº 3, de 22 de março de 2002). Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/106351/107901/Parecer+T%C3%A9cnico+n%C2%BA+4+de+2010+(atualizado+em+05-07-2011)/64b2b7cc-ed1b-47c5-9721-92f76bba0089. Acesso em: 10/04/2016.

PASSOS, Caroline; PINHEIRO, Vânia; MIRANDA, Maria Enoí dos santos e PIAZZA, Fátima C.P. Efeitos do tabagismo no envelhecimento cutâneo. Disponível em http://siaibib01.univali.br/pdf/Caroline%20dos%20Passos%20e%20Vania%20Pinheiro.pdf Acesso em: 25/05/2016.

PIATTI, Isabel . Revinage: a nova Vitamina A. Revista Negócio Estética Online, 2013. Disponível em : http://negocioestetica.com.br/site/revinage-a-nova-vitamina-a/. Acesso em: 10/11/2016.

PIMENTEL, dos Santos, Arthur. Peelings químico e máscaras facial: guia teórico e prático para esteticistas e fisioterapeutas dermato funcional. São Paulo: Livraria Medica Paulista Editora, 2012.

RIBEIRO, Cláudio de Jesus. Cosmetologia Aplicada a Dermatologia. 2. ed. São Paulo: Pharmabooks Editora, 2010.

SANTOS, Mirelli Papalia dos. O Papel das vitaminas antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo.  Curso de Nutrição da Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ. Disponível em:  http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/1571/TCC%20Mirelli%20P%20dos%20Santos.pdf?sequence=1 Acesso em: 05/06/2016.

SPINK, Mary Jane Paris; LISBOA, Milena Silva; RIBEIRO, Flávia Regina Guedes. A construção do tabagismo como problema de Saúde Pública: uma confluência entre interesses políticos e processos de legitimação científica. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v13n29/v13n29a09.pdf. Acesso em: 10/10/2016.

STEINER, Denise. Beleza levado a sério, 2. ed, São Paulo: Rideel, 2009.
Site Portão Brasil. Tabagismo. Publicado: 31/10/2009. Última modificação: 28/07/2014. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/saude/2009/11/tabagismo1. Acesso em: 10/11/2016.

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here